Políticas da Galiza motivam autarquias da Região de Coimbra

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O ordenamento florestal e a profissionalização da proteção civil têm reduzido o impacto dos incêndios na Galiza, cujo exemplo deve ser seguido em Portugal, defendeu hoje o presidente da Comunidade Intermunicipal da Região de Coimbra (CIM/RC).

"Mais prevenção, mais ordenamento e mais profissionalização", recomendou João Ataíde, em declarações à agência Lusa a propósito de uma visita que autarcas de 18 dos 19 municípios que integram a CIM efetuaram à Galiza para conhecerem a estrutura e metodologias de proteção civil àquela comunidade autónoma de Espanha.

O também presidente da Câmara da Figueira da Foz disse que a Galiza "tem os mesmos problemas" da região Centro de Portugal, ao nível da floresta, bem como das políticas de prevenção e combate aos fogos.

"Reconhecemos que estamos desatualizados", sendo necessário "mudar o comportamento nas políticas públicas" nesta área, acrescentou.

A Galiza tem apostado em "mais ordenamento e mais disciplina, com a necessária garantia de biodiversidade" e intervenção especializada nas áreas ardidas para travar a erosão dos solos, salientou João Ataíde.

Nos últimos anos, essa comunidade autónoma "baixou significativamente o número de ignições" nas zonas florestais.

"Temos de procurar as boas práticas. Podemos fazer mais e melhor, tanto na prevenção como no combate aos incêndios", afirmou o presidente da CIM da Região de Coimbra.

O autarca realçou ainda que, na Europa, "a Galiza é o território mais parecido com a região Centro" e os municípios portugueses deverão conhecer as suas experiências para aperfeiçoarem a intervenção ao nível do ordenamento florestal, bem como na prevenção e no combate aos fogos.

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