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Polícia voltou a avançar sobre manifestantes em Lisboa e no Porto. Acompanhe a situação ao minuto

Presidente da Câmara do Porto convida manifestantes para reunião na próxima terça-feira

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Presidente da Câmara do Porto convida manifestantes para reunião na próxima terça-feira

Repetiu-se o cenário de violência em Lisboa e no Porto. A Polícia avançou sobre os manifestantes depois de ter avisado que não ia ser um diálogo sem fim. A tensão voltou a dar lugar a imagens de violência. Acompanhamos aqui todos os desenvolvimentos.

Joana Raposo Santos, Mariana Ribeiro Soares - RTP / Adicionar como fonte informativa

Foto: Estela Silva - Lusa

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Manifestantes entoam canções de intervenção em novo protesto em Évora

A canção "A formiga no carreiro", de José Afonso, foi um dos temas interpretados hoje à tarde na Praça do Giraldo, em Évora, considerada a `sala de visitas` da cidade, num protesto pelo direito à habitação.

Este e outros temas de música de intervenção portuguesa foram interpretados pelo coro "Vozes de Abril", dirigido pela cantora Mara e formado por cantores amadores de diferentes gerações, a que se juntaram os manifestantes.

O protesto, decidido na assembleia popular realizada na sexta-feira, arrancou às 16:30 e, durante uma hora e meia, ouviram-se canções e palavras de ordem, como "tem gente sem casa e casa sem gente" ou "o povo unido jamais será vencido".

Sob o olhar atento de dois agentes da PSP, os manifestantes montaram uma tenda e caixas de cartão imitando casas e alguns empunhavam cartazes com mensagens como "Não à violência, sim ao diálogo" e "Encostem-me à parede por pedir habitação".

Enquanto entoavam palavras de ordem, algumas pessoas ergueram cravos vermelhos, num dia em que a Praça do Giraldo esteve cheia de turistas e também de estudantes universitários, já que se assinalou hoje o Dia da Universidade de Évora.

Desta vez, não se realizou a habitual assembleia popular, indicou à agência Lusa Bento Anastácio, um dos dinamizadores dos protestos em Évora, referindo que o próximo protesto está marcado para sexta-feira, às 18:00.

Também em declarações aos jornalistas, Leonor Mire, outra das dinamizadoras, fez um balanço positivo da iniciativa, assinalando que o protesto de hoje juntou "mais pessoas e de várias gerações".

"As pessoas estão exaltadas", devido à intervenção da PSP nas acampadas de Lisboa e Porto, afirmou, considerando que "não há justificação para o Governo reagir assim".

(Lusa)
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Ventura acusa Montenegro de "total inépcia" e defende "propostas de emergência"

O presidente do Chega acusou hoje o primeiro-ministro de "total inépcia" a lidar com o tema da habitação permitindo que se gerasse "uma questão de ordem pública", e defendeu que são necessárias "propostas de emergência".

Em conferência de imprensa, na sede do Chega, em Lisboa, André Ventura pediu ao primeiro-ministro, Luís Montenegro, que "fale ao país sobre a habitação, anuncie medidas para a habitação" e referiu que o seu partido apresentará na próxima semana um conjunto de medidas para este setor.

O presidente do Chega rejeitou a ideia "de egoísmo, de falta de empatia e de não saberem o país em que vivem" por parte dos manifestantes pelo direito à habitação, e contrapôs: "Eles sabem o país onde vivem. É Luís Montenegro que não sabe o país onde vive".

"Esta não devia ser uma questão de ordem pública. Só nasceu uma questão de ordem pública porque o primeiro-ministro desapareceu de cena durante vários dias ou semanas, porque no momento em que o país mais precisava de si o primeiro-ministro, o ministro da Administração Interna, o ministro da Habitação não souberam olhar de frente para o país e dizer: compreendemos a vossa insatisfação, vamos apresentar um grande pacote de medidas para corresponder ou tentar corresponder à resolução desses problemas", considerou.

(Lusa)
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RTP /

Livre exige demissão de MAI e expõe cargas policiais a organizações

O Livre exigiu hoje a demissão do ministro da Administração Interna, Luís Neves, "pela responsabilidade política" nas cargas policiais contra manifestantes, que considera "desproporcionais e injustificadas", e anunciou que vai expor o caso a organizações internacionais.

Num comunicado, o partido adianta que vai avançar com uma exposição ao comissário dos Direitos Humanos do Conselho da Europa, Michael O`Flaherty, e ao alto-comissário das Nações Unidas para os Direitos Humanos, Volker Turk.

Em causa estão, para o Livre, "graves violações de direitos protegidos pela Convenção Europeia de Direitos Humanos e pelo Pacto Internacional sobre os Direitos Civis e Políticos".

Na mesma nota, o Livre condena a ação policial nas "manifestações pacíficas pelo direito à habitação", considerando "profundamente preocupante" a "nova intervenção com recurso à violência" na madrugada de hoje em Lisboa e no Porto.

O partido recorda que os deputados Isabel Mendes Lopes, Jorge Pinto e Paulo Muacho estiveram em Lisboa e Filipa Pinto no Porto "procurando contribuir para evitar uma escalada de tensão e o recurso à força policial".

"É particularmente grave que estes acontecimentos se repitam, num contexto em que milhares de pessoas procuram chamar a atenção para uma crise habitacional que continua sem respostas de Luís Montenegro à altura", refere o partido.

O Livre sustenta que "manifestar-se por uma habitação digna não é uma ameaça à democracia, é exercer um direito fundamental e exigir que o Estado cumpra as suas responsabilidades".

Treze manifestantes foram detidos e treze polícias ficaram feridos na intervenção policial nas acampadas de hoje em Lisboa e Porto, anunciou o porta-voz da PSP, que justificou a ação da polícia com o aumento da resistência popular.
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RTP /

Presidente da Câmara do Porto convida manifestantes para reunião na próxima terça-feira

A Presidência da Câmara do Porto remeteu uma carta, esta tarde, aos manifestantes da Acampada do Porto.

Nesta carta a que a Antena 1 teve acesso sugere-se uma reunião com os manifestantes para a próxima terça-feira, dia 3, às 18h00, nos Paços do Concelho.

A reunião pretende abordar dois temas: a compatibilização do direito à manifestação com a disponibilidade dos espaços urbanos e a possibilidade da existência de acampamentos ocasionais, bem como a preparação e eventual agendamento de uma reunião alargada sobre a atual situação do acesso à habitação e debate sobre potenciais respostas para a mesma.

Na carta dirigida aos manifestantes, a Câmara do Porto lamenta os acontecimentos que, mais uma vez, ocorreram esta madrugada.
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RTP /

PCP pede debate de urgência sobre atuação da polícia nas acampadas

O grupo parlamentar do PCP requereu a realização de um debate parlamentar de urgência sobre a atuação policial na última madrugada em Lisboa e no Porto.

Em declarações aos jornalistas no Rossio, António Filipe, do PCP, diz que há “direitos fundamentais que estão a ser violados, nomeadamente com a violência policial”.

“Tem que haver responsabilidade política relativamente a uma violação tão grosseira de direitos fundamentais como aquela que assistimos na última madrugada”, disse.
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RTP /

Centenas de pessoas na praça D. João I no Porto

No Porto também está prevista uma manifestação contra a violência policial. Está marcada uma assembleia popular para as 19h00.
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RTP /

Manifestantes começam a concentrar-se no Rossio

Algumas dezenas de manifestantes já se encontram no Rossio. Está marcada para as 17h00 uma concentração contra a violência policial, depois de a PSP ter investido de novo contra os manifestantes na última madrugada.
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Amnistia Internacional critica uso excessivo e desproporcionado da força pela polícia

A Amnistia Internacional Portugal criticou o "uso excessivo e desproporcionado da força" pela polícia, depois de mais uma noite de cargas policiais nas acampadas de Lisboa e Porto, afirmando que vai contactar o Governo sobre violações de direitos humanos.

"A Amnistia Internacional está profundamente preocupada por ver, mais uma vez, o Estado português responder com força excessiva a pessoas que se manifestam pacificamente, causando mais feridos em Lisboa e no Porto, durante esta madrugada", lê-se no comunicado da Amnistia Internacional Portugal, hoje divulgado na sua página oficial.

Na nota, a organização de defesa de direitos humanos afirma que as pessoas "têm o direito de exercer o direito de manifestação e estão a usá-lo para exigir medidas urgentes em matéria de direito à habitação" e, citado no documento, o diretor-executivo da Amnistia afirma que a resposta da polícia, "com bastonadas e força excessiva", que está a provocar feridos e hospitalizações, "é uma escolha".

"Pode, e tem de ser parada pelas autoridades portuguesas", afirmou João Godinho Martins.

"A Amnistia Internacional voltou a ter observadores na manifestação em Lisboa. Continuamos a documentar e a manifestar preocupação com o uso excessivo da força pela polícia. Vamos contactar com urgência o Ministro da Administração Interna com a informação de que dispomos sobre violações de direitos humanos e instar à adoção imediata das medidas necessárias para garantir que o direito de manifestação é respeitado e facilitado", disse o responsável, citado no mesmo comunicado.

A Amnistia Internacional pede ao Governo que garanta "a responsabilização da polícia pelo uso excessivo da força", afirmando que vai continuar a pressionar pelo "direito de reunião pacífica em Portugal".

A organização pede ainda respostas económicas e sociais ao problema da habitação, na base dos protestos que duram há semanas em Portugal, com maior incidência em Lisboa e Porto.

O advogado Ricardo Sá Fernandes, que representa manifestantes da Acampada de Lisboa, disse hoje que vai avançar com participação criminal contra o ministro da Administração Interna e o diretor nacional da PSP após a carga policial desta madrugada.

"Isto é uma noite negra na história da democracia portuguesa. Isto é absolutamente inultrapassável, intolerável, ultrapassou todos os limites. E, por isso, o ministro e o diretor da polícia podem ter a certeza que terão participações criminais por abuso de poder", afirmou advogado Ricardo Sá Fernandes.

Treze manifestantes foram detidos e treze polícias ficaram feridos na intervenção policial nas acampadas de hoje em Lisboa e Porto, anunciou o porta-voz da PSP, que justificou a ação da polícia com o aumento da resistência popular.

Em declarações aos jornalistas na sede da PSP em Lisboa, Sérgio Soares argumentou que o uso da força só aconteceu após os manifestantes atirarem tintas e petardos contra a polícia.

Entre os 13 detidos na intervenção policial nas manifestações pelo direito à habitação, o porta-voz da PSP explicou que seis foram detidos em Lisboa e sete no Porto.

Já dos polícias feridos, todos no Porto, 10 eram da polícia de intervenção e três estavam numa unidade à civil.

Um quarto polícia desta unidade à paisana no Porto retirou a arma de fogo quando os manifestantes se aproximaram, admitiu Sérgio Soares.

(Lusa)
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Acampada do Porto convoca nova concentração na Praça D. João I

Os manifestantes da Acampada do Porto vão voltar a concentrar-se hoje na Praça D. João I, após a intervenção policial desta madrugada, sobre a qual denunciam a atuação "desproporcionada, inconstitucional e sem fundamento legal" contra um protesto pacífico.

"Na história portuguesa, quanto maior a repressão estatal, mais forte voltou o povo. Nós não vamos ser diferentes", expôs o movimento Acampada do Porto, numa publicação nas redes sociais em que convoca para hoje, às 17:00, uma nova concentração na Praça D. João I, mantendo a luta pelo direito à habitação.

Em comunicado, o movimento criticou a carga policial na madrugada de hoje, que terminou com sete detidos e vários feridos, acusando a PSP de cercar a Praça D. João I e voltar a "suprimir o direito de manifestação", numa atuação que considera "desproporcionada, inconstitucional e sem fundamento legal aplicável contra um protesto pacífico".

A Acampada do Porto contestou ainda a intervenção de quatro agentes à paisana, referindo que, cerca das 05:15, os manifestantes reunidos nos Aliados, inclusive para contar feridos e detidos, "são confrontados com um grupo de quatro civis a procurar focalizar em manifestantes sozinhas e vulneráveis, cercando-as e tentando sequestrá-las".

Depois de confrontadas, essas pessoas, agentes a PSP à paisana, "revelaram-se violentas, armadas e dispostas a recorrer à intimidação com arma de fogo, com bala armada na câmara, apontada à cabeça de manifestantes", denunciou.

Sobre esta questão, a PSP disse que uma equipa de quatro polícias à civil se encontrava na Avenida dos Aliados "a monitorizar as deslocações e movimentações dos manifestantes, tendo sido detetada por um grupo destes, que agrediu três dos polícias".

"Perante esta situação, um dos polícias efetuou recurso passivo da arma de fogo como meio de dissuasão", advogou a PSP.

No comunicado da Acampada do Porto, o movimento indicou que "na madrugada de hoje, 21 dias após o início dos protestos pela habitação, a PSP cercou a praça da acampada e desmantelou o protesto, invocando o limite horário do decreto-lei n.º 406/74, anterior à Constituição".

"A intervenção, com recurso a bastonadas, detenções e muitas dezenas de meios policiais, atingiu cidadãos que se manifestavam pacificamente", lê-se no comunicado, que apresenta a cronologia do que aconteceu.

De acordo com o movimento, durante um protesto "documentadamente pacífico", a Rua do Bolhão foi ocupada por "pelo menos 12 carrinhas" da Unidade Especial de Polícia (UEP), com o Corpo de Intervenção da PSP, bem como "um autocarro, uma carrinha da brigada cinotécnica e duas viaturas 4x4", acrescentando que na Praça D. João I se acumularam desde cedo pelo menos seis carros-patrulha e três carrinhas de Brigadas de Intervenção Rápida.

O porta-voz da PSP, Sérgio Soares, interrogado hoje de manhã pelos jornalistas sobre o número de efetivos envolvidos nas operações de hoje de Lisboa e Porto, disse que a polícia nunca divulga esses dados, mas admitiu que houve um reforço em relação às forças mobilizadas na semana passada.

Na cronologia dos acontecimentos, a Acampada do Porto indicou que às 00:31 a polícia invocou o decreto-lei de 1974 "para limitar o direito à manifestação, afirmando que este cessa à 00:30 e exigindo a remoção das tendas", tendo à 00:53 a Acampada reafirmado a postura de "pacifismo" e expondo a "inferioridade hierárquica" deste diploma legal face à Constituição da República Portuguesa.

A partir das 01:10, os manifestantes formaram um cordão humano, tendo às 03:07 os acessos à praça sido cortados e às 03:45 as "carrinhas da UEP e demais meios de repressão violenta, acumulados na Rua do Bolhão, começam a chegar" ao local da acampada, relatou o movimento, referindo que às 04:32 "a UEP aplica pressão no cordão humano pelo flanco do Bolhão, sem nunca procurar detenções pacíficas".

"Vimos `uma só bastonada` ser aplicada por vários agentes com especial gosto e brutalidade, em direção a manifestantes particulares", acusou a Acampada do Porto, indicando que, depois de superarem o cerco policial, os manifestantes recuaram pela Rua Passos Manuel até aos Aliados "em constante esforço para manter a índole pacífica depois de agredidos".

Perante esta situação, o movimento interrogou: "Qual é o fundamento legal concreto da intervenção? Que perigo atual ou circunstância objetiva justifica a retirada das tendas? Que autoridade determinou efetivamente a intervenção?"

(Lusa)
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RTP /

CDS diz que manifestantes "tiveram várias oportunidades de evitar o que aconteceu"

João Almeida, do CDS, considera que a causa da habitação é legítima, mas condena a “ocupação ilegítima do espaço público, danificação de património público e privado”.

“Houve apelos à violência contra a polícia. Isso não é aceitável num estado de direto”, disse João Almeida em declarações aos jornalistas.

Em reação aos acontecimentos da última madrugada, o deputado considera que a polícia “agiu com ponderação” e que os manifestantes “estavam no terreno por sua vontade e tiveram várias oportunidades de evitar o que aconteceu”.

“Só depois de várias horas e de vários apelos é que ocorreu a intervenção, perante a desobediência e radicalismo daqueles que não acataram as instruções da polícia e que agrediram agentes”, afirma.

João Almeida diz ainda ver “com muita preocupação” a reação do secretário-geral do PS, afirmando que José Luís Carneiro “tem responsabilidades diretas” na crise da habitação.

O deputado do CDS lembra ainda que o líder dos socialistas foi ministro da Administração Interna e durante esse tempo, “a polícia teve intervenções semelhantes àquilo que aconteceu esta madrugada”.

“Não pode ser irresponsável e negar agora aquilo que defendeu no passado”, diz João Almeida.
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RTP /

Pequena franja de manifestantes põe em causa cumprimento da lei, diz MAI

O ministro da Administração Interna considerou hoje que "uma pequena franja" de manifestantes está a pôr em causa o cumprimento da lei, ao comentar o avanço da PSP nas acampadas em Lisboa e Porto pelo direito à habitação.

"É absolutamente bom que haja a capacidade dos cidadãos de se poderem manifestar, dando a conhecer aquilo que são as suas reivindicações, os seus desejos à procura de justiça (...). Sucede, porém, que uma pequena franja relativamente aos manifestantes tem vindo, de uma forma reiterada, a pôr em causa o cumprimento da lei", afirmou Luís Neves, defendendo que "é isso que aqui está em causa".

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"Abuso de poder". Defesa dos manifestantes vai fazer queixa contra MAI e diretor da PSP

A defesa dos manifestantes vai avançar com uma queixa contra o ministro da Administração Interna e o diretor nacional da PSP por "abuso de poder". Foram detidas 13 pessoas na última madrugada.

Ainda não eram oito da manhã quando os primeiros detidos desta madrugada começaram a ser libertados da esquadra do Heroísmo do Porto.

Das primeiras a sair foi Célia Monteiro, uma das "mães pela Acampada". Foi o filho que foi buscar a mãe à esquadra.

À saída da esquadra do Martim Moniz, em Lisboa, o advogado dos manifestantes garantiu que vai avançar nos tribunais contra Luís Neves e contra o diretor nacional da PSP.

Ao todo, 13 pessoas foram detidas: sete no porto, seis em Lisboa. Uma delas é um jovem lituano que estava apenas por perto.

A organização da Acampada diz que mais de 50 pessoas ficaram feridas, três com gravidade.

Os manifestantes falam num tratamento desigual nas próprias urgências.

Treze agentes da PSP também ficaram feridos.

Os detidos são presentes a juiz esta segunda-feira, às dez da manhã no Porto e às duas da tarde em Lisboa.
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RTP /

Polícia acusada de usar bastões, cães e tasers contra manifestantes no Porto

A carga policial no Porto avançou depois de os manifestantes terem recusado retirar as tendas e continuado a gritar palavras de ordem. A polícia empurrou a multidão pelas ruas próximas da Praça D. João I até à desmobilização na Avenida dos Aliados.

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RTP /

Mecanismo de Prevenção de Tortura diz ser cedo para dizer se houve excessos da polícia

O Mecanismo Nacional de Prevenção de Tortura e Maus-tratos acompanhou toda a operação policial da última madrugada, mas indica que ainda é cedo para dizer se houve excessos.

Em Lisboa, a PSP garante que foram esgotados os esforços de negociação, ao fim de três horas de diálogo. Disse ainda que, quando avançou, os manifestantes responderam com o arremesso de objetos.
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Luís Neves: "O meu lugar está permanentemente à disponibilidade do primeiro-ministro"

O ministro da Administração Interna reagiu aos confrontos durante as manifestações, assegurando que a ação policial não foi uma decisão política e que a polícia tem "autonomia técnica".

"Ninguém gostaria que isto tivesse sucedido", assumiu, porém, o governante.

Luís Neves assegurou ainda que a "ação inicial da polícia" não foi "uma ação violenta" e expressou total confiança relativamente à PSP.

"Ninguém pode negar que a PSP fez este enorme esforço" de diálogo, referiu o ministro em declarações aos jornalistas em Leiria.

Garantiu ainda que o Governo "está totalmente disponível para auscultar" quem "tenha propostas", nomeadamente membros da sociedade civil.

Sobre a decisão anunciada há momentos pelo PS, que vai chamar Luís Neves com carácter de urgência ao Parlamento para dar explicações, o ministro afirmou que o seu lugar "está permanentemente" à disponibilidade do primeiro-ministro.

Questionado acerca do polícia à paisana que mostrou uma arma de fogo durante a manifestação, o ministro afirmou que a "utilização de qualquer arma tem de ser justificada", mas disse não ter ainda informação que permita esclarecer esse tema.
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PS vai chamar com urgência Luís Neves ao Parlamento para explicar operações policiais

O PS vai chamar com urgência ao Parlamento o ministro da Administração Interna, Luís Neves, para que este "possa explicar o planeamento e a execução das operações policiais" nas manifestações pela habitação.

O primeiro-ministro "deve também convocar, com carácter de urgência, o sistema de segurança interna", defendeu José Luís Carneiro em conferência de imprensa.

"O uso desproporcionado da força é inaceitável numa democracia", acrescentou.

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Polícia à paisana foi "forçado" a "recorrer à arma de fogo como elemento dissuasor", diz sindicato

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PCP acusa Governo de dar "orientação para a ação repressiva" da polícia

O Partido Comunista escreve em comunicado que os eventos da última noite em Lisboa e Porto “são inseparáveis da intensificação da ofensiva do Governo PSD/CDS, apoiada por Chega e IL, contra as condições de vida e os direitos dos trabalhadores e do povo”.

“Em vez de soluções, o Governo, explorando acontecimentos que só o responsabilizam, assume o propósito da limitação das liberdades, nomeadamente da liberdade de manifestação”, refere o PCP.

O partido acusa o Executivo de dar “orientação para a ação repressiva das forças policiais” e exige “o apuramento cabal das responsabilidades políticas da ação repressiva em curso”.
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INEM fala em nove pessoas assistidas em Lisboa e 16 no Porto, todos feridos ligeiros

Segundo o INEM, em Lisboa nove pessoas foram assistidas na sequência das manifestações pela habitação, três das quais foram transportadas para o Hospital de São José.

Já no Porto, 16 pessoas foram assistidas, seis das quais transportadas para o Hospital de Santo António.

Todos os feridos, em Lisboa e no Porto, foram classificados como ligeiros.
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Seguro já conversou com primeiro-ministro e provedora de Justiça

O presidente da República, António José Seguro, conversou esta manhã com o primeiro-ministro, Luís Montenegro, e com a provedora de Justiça, Luísa Neto, sobre o que se passou nesta madrugada nas manifestações pela habitação.

A informação foi transmitida à agência Lusa por fonte oficial da Presidência da República, depois de ter sido divulgado que António José Seguro tinha pedido informações ao Governo e à Provedoria de Justiça sobre o que se passou nas manifestações de Lisboa e do Porto, em que houve novas cargas policiais, e sobre a situação dos detidos e feridos.

c/ Lusa
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Acampada de Lisboa promove concentração contra violência policial e diz que dez pessoas estão hospitalizadas

O movimento Acampada de Lisboa vai promover hoje uma concentração no Rossio contra a violência policial e pela habitação, revelando que mais de 30 pessoas ficaram feridas esta madrugada após a carga policial.

"Até ao momento, temos conhecimento de mais de 30 pessoas feridas, 10 das quais hospitalizadas", informou o movimento Acampada de Lisboa, num comunicado partilhado nas redes sociais, em que expõe "mais violência policial contra quem luta pela habitação".

Por isso, o movimento vai organizar hoje, às 17h00, no Rossio, uma concentração contra a violência policial e pela habitação.

"Esta noite, a Acampada de Lisboa voltou a ser alvo de violência policial. Pelas 04:15, a PSP carregou indiscriminadamente sobre manifestantes, provocando feridos e destruindo estruturas comunitárias da acampada. Esta é a terceira intervenção policial violenta contra a Acampada de Lisboa em menos de três semanas", expôs o movimento.

Além de feridos, houve seis manifestantes detidos, tendo sido já libertados, prevendo-se que sejam presentes a juiz na segunda-feira.

c/ Lusa
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Pedro Nuno Santos apela à participação nas manifestações e condena carga policial

Pedro Nuno Santos considera que não se passou nada que justificasse a carga policial. O ex-líder do PS reagiu nas redes sociais aos protestos desta noite no Porto e em Lisboa.

"Assistimos a mais duas cargas policiais em Lisboa e no Porto sem que a ordem tivesse sido posta em causa pelos manifestantes. Até quando vamos permitir que isto continue a acontecer?", questionou.

O antigo líder socialista escreveu ainda que "há, pelo menos, uma resposta que podemos dar: sermos cada vez mais os que participam nas manifestações pelo direito à habitação mas também pela defesa da nossa democracia e pelo direito de manifestação".

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Defesa dos manifestantes vai participar criminalmente contra ministro e diretor da PSP

O advogado Ricardo Sá Fernandes, que representa manifestantes da Acampada de Lisboa, disse que vai avançar com participação criminal contra o ministro da Administração Interna e o diretor nacional da PSP após a carga policial desta madrugada.

"Isto é uma noite negra na história da democracia portuguesa. Isto é absolutamente inultrapassável, intolerável, ultrapassou todos os limites. E, por isso, o ministro e o diretor da polícia podem ter a certeza que terão participações criminais por abuso de poder", afirmou o advogado Ricardo Sá Fernandes.

O advogado falava aos jornalistas junto à esquadra da Rua da Palma, em Lisboa, para onde foram levados manifestantes detidos após a carga policial contra a acampada pelo direito à habitação, durante a madrugada de hoje.

Para a defesa dos manifestantes, "os únicos autores de crimes nestas circunstâncias são o ministro da Administração Interna, Luís Neves, e o diretor nacional da PSP, Coelho de Moura".

Quanto aos seis manifestantes detidos em Lisboa após a carga policial desta madrugada, Ricardo Sá Fernandes referiu que "estes jovens e alguns menos jovens não cometeram nenhum crime", porque a ordem que lhes foi dada de dispersão da Praça D. Pedro IV, no Rossio, onde estavam concentrados, com tendas montadas, "é uma ordem ilegítima".

"Isto foi um abuso de poder, é absolutamente intolerável que 50 anos depois do 25 de Abril tenhamos que assistir a uma atuação digna dos tempos antes do 25 de Abril", expôs.

c/ Lusa
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Presidente da República pediu informações "com todo o detalhe" sobre o que se passou esta madrugada

O presidente da República solicitou informações "com todo o detalhe" ao Governo e Provedoria de Justiça sobre o que se passou esta madrugada nas manifestações pela habitação em Lisboa e Porto e sobre a situação dos detidos e feridos.

Segundo fonte oficial da Presidência da República, António José Seguro "solicitou informações e esclarecimentos, com todo o detalhe, sobre o que se viveu esta madrugada nas manifestações em Lisboa e Porto e o que está a passar-se com os manifestantes detidos e com todas as pessoas feridas".

Segundo a agência Lusa, as informações foram solicitadas ao Governo e à Provedoria de Justiça, tendo em conta o acompanhamento feito pelo Mecanismo de Prevenção.

c/ Lusa
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Repórter de imagem da CMTV foi agredido à bastonada pela PSP no Porto

Um repórter de imagem da CMTV foi agredido à bastonada pela PSP durante a carga policial sobre manifestantes na Praça D. João I, no Porto.
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Força "desmedida". Sete manifestantes detidos pela PSP no Porto foram libertados

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Foram apreendidas quase 100 tendas em Lisboa e Porto

Em Lisboa, foram removidas e apreendidas 69 estruturas de acampamento, de acordo com a PSP. Já no Porto foram removidas 30 estruturas de acampamento.

A PSP termina o comunicado assegurando que "respeita e garante o exercício do direito de reunião e de manifestação, constitucionalmente consagrado", mas ressalvando que "o exercício destes direitos deve, contudo, decorrer de forma pacífica, com respeito pelos direitos dos restantes cidadãos".

"A PSP considera igualmente importante sublinhar que o exercício do direito de manifestação não pode justificar atos de vandalismo ou de dano no património público, que pertence a todos os cidadãos e deve ser preservado. Neste contexto, importa recordar os danos provocados no edificado público, designadamente na estátua de D. Pedro IV, situada no centro da Praça D. Pedro IV (Rossio), em Lisboa".
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PSP diz que oito dos 13 polícias feridos foram assistidos no hospital

Relativamente às consequências físicas das ocorrências, “a PSP tem conhecimento da existência de civis feridos, não sendo, contudo, possível, neste momento, avançar com um número concreto”, lê-se em comunicado.

Relativamente aos polícias, foram registados 13 feridos, “dos quais oito necessitaram de transporte a unidade hospitalar para receber assistência médica”.

A PSP frisa que o balanço de feridos é ainda provisório, sendo expectável que possa vir a ser atualizado.
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Polícia à paisana retirou arma de fogo quando manifestantes se aproximaram

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PSP diz que manifestantes no Rossio arremessaram garrafas e artigos de pirotecnia

Num extenso comunicado, a PSP diz ter atuado em Lisboa e no Porto para repor a “legalidade na ocupação de espaços públicos” e adiantou que os 13 cidadãos foram detidos por “desobediência à ordem de dispersão”.

“A Polícia de Segurança Pública (PSP) desenvolveu, hoje, a partir das 04h30, uma operação policial na Praça D. Pedro IV (Rossio), em Lisboa, e na Praça D. João I, no Porto, com o objetivo de repor a legalidade na utilização e ocupação daqueles espaços públicos”, começa por dizer.

“A PSP interveio na sequência da necessidade de repor a legalidade na ocupação da Praça D. Pedro IV, em Lisboa, e da Praça D. João I, no Porto, assegurando a desocupação dos espaços públicos, cuja utilização se encontrava condicionada pela instalação e manutenção de estruturas de acampamento sem a necessária autorização legal”.

No decurso das intervenções “foram registadas situações de resistência ativa por parte de alguns dos presentes, que dificultaram a atuação policial”, garante a polícia.

Segundo a PSP, no Rossio foram arremessados diversos objetos contra os polícias, designadamente “garrafas, artigos de pirotecnia e tinta, existindo suspeitas de que esta última pudesse conter uma mistura de produto inflamável”.

“Posteriormente, já na zona da Praça da Figueira, verificou-se que alguns manifestantes retiraram garrafas dos caixotes do lixo, arremessando-as contra os polícias. Foram igualmente utilizadas grades e mesas pertencentes a uma estrutura ali instalada, que foram movimentadas e utilizadas para dificultar a intervenção e o avanço policial”.
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Organização fala em pelo menos seis feridos em Lisboa, três dos quais estarão hospitalizados

Segundo um porta-voz da Acampada de Lisboa, os promotores contabilizaram pelo menos seis feridos, três dos quais terão sido hospitalizados no Hospital de São José.
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Dezenas de manifestantes em vigília pelos detidos na esquadra do Heroísmo

Dezenas de manifestantes juntaram-se em vigília junto à esquadra da PSP do Heroísmo, para onde foram levados os sete detidos na sequência da carga policial na Praça D. João I, protegida pelo corpo de intervenção.

À semelhança da semana passada, após outra carga policial, também hoje os manifestantes se deslocaram para a 3.ª esquadra, junto à estação de metro do Heroísmo, para uma vigília pelos detidos, que esperam que sejam libertados em breve.

Os presentes foram "recebidos", a partir das 7h45, por uma dezena de elementos da Unidade Especial de Polícia, que se posicionaram na porta e ao longo da fachada, retirando do passeio do lado da esquadra alguns manifestantes e obrigando-os a mudarem-se para passeio oposto.

A aparição das forças policiais foi recebida com protestos e gritos de "vergonha".

Segundo a organização, num balanço preliminar divulgado cerca das 5h45, resultaram 35 feridos ligeiros e três graves da carga policial sobre os manifestantes, além de sete detidos, confirmados por um dos advogados do movimento, Tiago Machado.

A polícia carregou sobre os manifestantes que tinham voltado a erguer a Acampada na Praça D. João I, onde desde 10 de outubro decorre um protesto em prol do direito à habitação, destruindo o acampamento e afastando os presentes.

Mais tarde, junto à Câmara do Porto, os manifestantes foram alvo de nova carga, e já na vigília no Heroísmo surgiram elementos do corpo de intervenção à porta da esquadra, para já sem ação.

Ao longo da noite, a PSP e os manifestantes dialogaram sobre a permanência na praça D. João I, com a polícia a apelar a que desmontassem as tendas, condição que permitiria que ali pernoitassem. Os presentes rejeitaram a desmontagem das tendas.

c/ Lusa
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Treze polícias feridos nas acampadas

Treze polícias ficaram feridos na intervenção policial nas acampadas desta madrugada em Lisboa e Porto, anunciou o porta-voz da PSP, que justificou a ação da polícia com o aumento da resistência popular.

Em declarações aos jornalistas na sede da PSP em Lisboa, Sérgio Soares argumentou que o uso da força só aconteceu após os manifestantes atirarem tintas e petardos contra a polícia.

Entre os 13 detidos na intervenção policial nas manifestações pelo direito à habitação, o porta-voz da PSP explicou que seis foram detidos em Lisboa e sete no Porto.

Já dos polícias feridos, todos no Porto, dez eram da polícia de intervenção e três estavam numa unidade à civil.

Um quarto polícia desta unidade à paisana no Porto retirou a arma de fogo quando os manifestantes se aproximaram, admitiu Sérgio Soares.

O porta-voz da PSP disse que as concentrações punham em causa outros direitos, nomeadamente ao descanso, à livre circulação e impediam o trabalho dos jornalistas.

Em resposta aos jornalistas acrescentou que uma faixa utilizada na manifestação de Lisboa também justificou o "uso da força" porque dificultava avanço da polícia.

Questionado pelos jornalistas sobre o facto de a intervenção de hoje ter acontecido mais tarde do que na semana passada, o porta-voz da PSP explicou que houve um período mais longo de mediação, o que se deveu em parte ao facto de haver deputados presentes em Lisboa, nomeadamente Isabel Mendes Lopes e Jorge Pinto, do Livre, e Pedro Delgado Alves, do PS.

c/ Lusa
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Pelo menos 13 detidos

Pouco depois das quatro da manhã, numa ação em simultâneo em Lisboa e no Porto, a polícia de intervenção retirou as tendas e avançou sobre os manifestantes.

O movimento que organizou o protesto no Porto fala em mais de 30 feridos.

Foram confirmadas 13 detenções, seis em Lisboa e sete no Porto.
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