Petardos explodem no Rossio
Embaixada dos EUA emite alerta por protestos em Portugal
Security Alert: U.S. Embassy Lisbon, Portugal -- November 1, 2026
— U.S. Embassy Lisbon (@USEmbPortugal) November 1, 2026
Location: Portugal
Event: Protests and demonstrations on housing and cost of living are occurring across Portugal, including in Lisbon and Porto. Groups have called for continued protests, and recently police have responded with crowd control methods including tear gas. While permits must be filed for demonstration routes, last-minute changes can happen and protests can occur outside planned routes.
Actions to Take:
Avoid Rossio Square in Lisbon and Dom João Square in Porto.
Exercise caution if in the vicinity of large gatherings or protests.
Monitor local media for updates.
Be aware of your surroundings.
Keep a low profile
For safety, notify friends family of your whereabouts.
For Assistance:
American Citizens Services, U.S. Embassy, Lisbon, Portugal
Emergency during Business Hours: +351 21-727-3300
Emergency outside of Business Hours: +351 21-727-3300
Email: conslisbon@state.gov
Website: https://t.co/pOJO6rLVEj
Department of State – Consular Affairs: 888-407-4747 or 202-501-4444
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A embaixada alerta que os percursos das manifestações são sujeitas a autorização, mas "podem haver mudanças de última hora" e "podem ocorrer protestos fora das rotas planeadas".
Na mensagem, a embaixada recomenda aos cidadãos norte-americanos que evitem a Praça do Rossio, em Lisboa, e a Praça Dom João I, no Porto.
Pede ainda atenção e cautela na proximidade de grandes aglomerações ou protestos e que se acompanhe a situação através da imprensa local.
Manifestantes rejeitam convite de Pedro Duarte e decidem voltar a montar tendas no Porto
Os manifestantes decidiram ainda voltar a montar tendas na praça D. João I.
Presidente da República falou com autarcas do Porto e de Lisboa
PSP multa condutores que buzinam em solidariedade com os protestos no Rossio
Cargas policiais. Oposição exige justificações ao Governo
O PS quer ouvir com urgência no Parlamento o ministro da Administração Interna. O Livre exige a demissão de Luís Neves. Apenas os partidos à direita defenderam a atuação da polícia.
PSP diz que há "premeditação" dos manifestantes
A PSP garante que há premeditação dos manifestantes para o confronto.
Secretária de Estado da Habitação disponível para reunir-se com organizações das acampadas
A governante adiantou que no XXV Governo já esteve presente em "mais de 350 reuniões", além daquelas em que está a sua equipa de continuidade do trabalho.
"São municípios, associações profissionais, proprietários, inquilinos, DECO, Cáritas Diocesana de Lisboa, Santa Casa da Misericórdia, associações de moradores de norte a sul do país, cooperativas, já reuni com o Movimento Vida Justa, com o Movimento Porta a Porta. Eu estou disponível e sempre estarei e sempre estive disponível para reunir com todos aqueles que tenham ideias e que sintam necessidade de partilhar as suas ideias", reforçou a secretária de Estado, salientando que "as ideias são bem-vindas de todo lado".
Salientando que o Governo tem um programa, o Construir Portugal, afirmou que está a ser cumprido e vai continuar a ser.
"Acredito que a política pública de habitação, dada a sua abrangência, tem que ser feita com todos, e nós não fazemos normativa e não fazemos política pública fechados no gabinete sozinhos", prosseguiu a secretária de Estado.
Declarando-se "totalmente aberta a todos" e a trabalhar terreno, disse que às vezes é ela própria a pedir as reuniões e outras vezes são as pessoas, entidades, organizações a solicitarem.
"E é assim que eu acho que deve acontecer. Toda a normativa que tem sido publicada tem sido realizada e elaborada numa perfeita auscultação a todos aqueles que interagem", acrescentou.
A orientação é "muito clara: aumentar a oferta pública, criar capacidade no setor da construção, de industrialização para respondermos ao desafio que temos em mãos, inovação nos métodos construtivos e resolvermos também toda esta urgência, enquanto estas casas não estejam no mercado, termos todos os mecanismos do suporte àqueles que são mais vulneráveis", acrescentou Patrícia Gonçalves Costa.
Disponível para reunir-se com todos, a governante considerou que "é até uma oportunidade muito importante" para ouvir, como também para ouvirem a secretaria de Estado da Habitação.
"É importante também dizer isto: todas as reivindicações que são feitas, eu diria que estamos todos em sintonia, é muito mais aquilo que une neste tema da habitação, é uma questão de bom senso, o que as pessoas querem é mais casas, estamos todos alinhados com isto", salientou.
Todos "estes movimentos, todas as pessoas que estão neste momento a manifestar, o que querem é mais casas no mercado e nós estamos a trabalhar para isto", asseverou a governante, para haver mais casas no mercado.
Portanto, "acho que cada um sente à sua maneira a dor e cabe ao Governo trabalhar com a maior urgência como tem estado a trabalhar para diminuir o tempo da concretização destas soluções para que rapidamente".
Patrícia Gonçalves Costa disse que o XXIV Governo "assumiu a habitação como uma prioridade" e sublinhou que foi desenhado o programa Construir Portugal, que define como "o maior programa de investimento em habitação pública desde sempre" para aumentar a oferta pública, o que permitirá regular os preços.
Além das soluções de médio/longo prazo, a governante refere que a curto prazo há "o maior pacote fiscal associado à habitação" para se conseguir trazer "todas as casas que estão devolutas e que estão em condições no mercado" para o arrendamento.
"Definimos benefícios fiscais precisamente para captar o interesse dos proprietários em colocar as suas casas no mercado", disse, apontando que desde 2015 há desinvestimento na habitação pública, a que se soma um setor de construção desagregado e sem capacidade de resposta, o aumento dos preços de materiais de construção, a crise, aguerra na Ucrânia.
"Claro que agora esta crise grita e as pessoas sentem", admitiu. A governante salientou que atualmente há cerca de 200 mil pessoas "que beneficiam de um apoio à renda".
Em 2025, "tivemos um investimento de cerca de 300 milhões de euros" e "neste momento já vamos com uma execução de 187 milhões de investimento em apoio à renda", exemplificou.
Esses programas "também estão a ser redesenhados para chegarem mais rápido e abranger o maior número de famílias e depois temos também o maior programa, a maior ambição de pôr o património público ao serviço da habitação e da habitação acessível", disse.
Neste momento, "estamos (...) a trabalhar nas parcerias público-privadas em que temos 14 imóveis do Estado que vão, numa primeira fase, em 2027, lançar concursos de concessão para a construção de 5.000 casas".
(Lusa)
PSP garante ter imagens de agressões a três agentes à paisana no Porto
Segundo a polícia, os três agentes foram agredidos com socos e pontapés em várias partes do corpo, tendo as agressões continuado mesmo quando se encontravam caídos no chão e depois de se conseguirem levantar.
A PSP explicou ainda que as agressões "ocorreram sensivelmente em simultâneo" com os acontecimentos registados em imagens divulgadas publicamente, nas quais é possível ver um agente isolado com uma arma de fogo na mão.
De acordo com a polícia, os quatro agentes integravam a mesma equipa e, "quando foram identificados como elementos policiais, vários manifestantes correram na sua direção, obrigando-os a fugir para tentarem proteger-se das agressões".
"O uso passivo da arma de fogo por um dos polícias de forma dissuasora terá evitado ser agredido, tal como foram os três outros polícias que compunham a equipa", explicou a PSP.
A polícia acrescentou que, nas imagens divulgadas pelo CCCV (Centro de Comando e Controlo de Videovigilância), são visíveis as agressões de que os agentes foram alvo.
Relativamente aos ferimentos, a PSP indicou que um dos agentes sofreu lesões na grelha costal, mãos, costas e braço esquerdo, na sequência dos pontapés de que foi vítima.
Um segundo polícia sofreu lesões na grelha costal, bacia e costas, enquanto o terceiro apresentou ferimentos no joelho e tornozelo direitos.
Os três agentes receberam tratamento numa unidade hospitalar e tiveram posteriormente alta médica.
Estes três agentes integram o grupo de 13 agentes da PSP feridos, todos no Porto, sendo os restantes da polícia de intervenção.
Os cinco polícias do corpo de intervenção assistidos no hospital sofreram irritações oculares e broncoespasmos por terem sido atingidos com sprays de tinta, sendo que já tiveram todos alta hospitalar. Houve outros cinco assistidos no local pelo INEM.
Os manifestantes da Acampada do Porto denunciaram a atuação da PSP como "desproporcionada, inconstitucional e sem fundamento legal" contra um protesto pacífico.
Manifestantes do Porto a caminho da Câmara Municipal
Assembleia popular da acampada de Lisboa termina com apelos à luta
Uma das responsáveis da organização, já numa das intervenções finais, responsabilizou diretamente o primeiro-ministro, Luís Montenegro, "pela escalada de violência nestes protestos", e pelos feridos.
"Quanto mais nos agridem mais nós voltamos em força. (...) Temos um Governo cobarde que procura atrair a violência para um processo pacífico. Não nos vergamos", afirmou.
"Montenegro, és responsável direto pela escalada de violência nestes protestos. Pelos feridos. Mostra a cara", disse, ao microfone.
Depois do encerramento da assembleia popular, sem votações de medidas nem iniciativas, os milhares de pessoas que se encontravam no Rossio começaram a desmobilizar, mas permanecendo uma parte para o concerto da orquestra da acampada que deve começar pelas 19:30.
Hoje ainda haverá cantina popular.
Na segunda-feira volta a reunir-se a assembleia popular da acampada de Lisboa no Rossio pelas 21:00.
Algumas dezenas reuniram-se no Funchal solidários com os manifestantes em Lisboa e Porto
O voto de protesto foi aprovado por unanimidade pela cerca de meia centena de presentes, tendo sido destacada a importância da participação à iniciativa nacional agendada para 14 de novembro e ficado marcada uma nova reunião para domingo, dia 8, a partir das 17:00, naquele mesmo espaço.
A porta-voz do grupo, Inês Tecedeiro, afirmou que várias associações na Madeira estão a apelar à participação nesta ação de 14 de novembro, sendo expectável uma grande adesão.
Reconheceu que a realidade regional é distinta da nacional. "Somos todos portugueses", frisou, contudo, destacando a necessidade de apoiar os que "partilham a mesma luta" no combate à falta de habitação.
Praticamente em simultâneo, a partir das 04:30 de hoje, a Polícia de Segurança Pública (PSP) avançou sobre os manifestantes concentrados nas acampadas em Lisboa e no Porto para que desmobilizassem, retirando tendas e detendo 13 pessoas, tendo-se registado vários feridos, inclusive polícias.
Em Lisboa, escassos minutos após o início da carga policial da PSP, com petardos e bastonadas, a Praça D. Pedro V ficou vazia. Os manifestantes foram expulsos à bastonada pelos vários acessos ao Rossio.
No Porto, a PSP destruiu o acampamento montado na Praça D. João I. Os manifestantes resistiram, gritando que a sua ação era pacífica, à medida que a força policial avançou, com recurso a bastões e a cães, empurrando-os até à Rua Dr. Magalhães Lemos
Na Madeira, o movimento Porta a Porta esteve hoje também a contactar a população no concelho da Ribeira Brava, tendo a porta-voz, Tânia Sousa, declarado ser do conhecimento geral que se vive "uma grave crise na habitação".
"As rendas estão cada vez mais caras, comprar casa tornou-se quase impossível e muitas famílias, mesmo trabalhando, não conseguem ter uma casa que possam pagar, disse.
Na nota divulgada, o movimento realça que "o Funchal é a terceira cidade do país onde é mais caro comprar ou arrendar casa sendo que, para muitas famílias, os encargos com habitação que já ultrapassam 80% do rendimento do agregado familiar".
Destaca que o protesto social aumenta contra "a dimensão do problema da habitação e a ausência de respostas adequadas por parte do Governo da República dos Governos Regionais e das autarquias".
Por isso, na Madeira, defende ser "fundamental dar expressão à justa luta pelo direito à habitação e exigir a rejeição da proposta do governo, que constitui um verdadeiro pacote de medidas favoráveis aos despejos contrárias aos interesses dos inquilinos".
O Porta a Porta convida a população para a iniciativa nacional a 14 de novembro, às 11:00, na rua Dr.Fernão de Ornelas, no Funchal.
"Queremos mostrar que a Madeira não fica calada perante esta crise e que juntos podemos exigir soluções", sublinha, reforçando que "esta luta é de todos e para todos, para que possamos lutar pôr um futuro digno e pôr futuras gerações".
(Lusa)
Manifestantes decidem em assembleia popular se aceitam encontrar-se com Pedro Duarte
“A decisão será tomada hoje na assembleia popular”, disse Daniel Barbosa, membro do movimento, em declarações à RTP.
Manifestantes entoam canções de intervenção em novo protesto em Évora
O protesto, decidido na assembleia popular realizada na sexta-feira, arrancou às 16:30 e, durante uma hora e meia, ouviram-se canções e palavras de ordem, como "tem gente sem casa e casa sem gente" ou "o povo unido jamais será vencido".
Sob o olhar atento de dois agentes da PSP, os manifestantes montaram uma tenda e caixas de cartão imitando casas e alguns empunhavam cartazes com mensagens como "Não à violência, sim ao diálogo" e "Encostem-me à parede por pedir habitação".
Enquanto entoavam palavras de ordem, algumas pessoas ergueram cravos vermelhos, num dia em que a Praça do Giraldo esteve cheia de turistas e também de estudantes universitários, já que se assinalou hoje o Dia da Universidade de Évora.
Desta vez, não se realizou a habitual assembleia popular, indicou à agência Lusa Bento Anastácio, um dos dinamizadores dos protestos em Évora, referindo que o próximo protesto está marcado para sexta-feira, às 18:00.
Também em declarações aos jornalistas, Leonor Mire, outra das dinamizadoras, fez um balanço positivo da iniciativa, assinalando que o protesto de hoje juntou "mais pessoas e de várias gerações".
"As pessoas estão exaltadas", devido à intervenção da PSP nas acampadas de Lisboa e Porto, afirmou, considerando que "não há justificação para o Governo reagir assim".
(Lusa)
Ventura acusa Montenegro de "total inépcia" e defende "propostas de emergência"
O presidente do Chega rejeitou a ideia "de egoísmo, de falta de empatia e de não saberem o país em que vivem" por parte dos manifestantes pelo direito à habitação, e contrapôs: "Eles sabem o país onde vivem. É Luís Montenegro que não sabe o país onde vive".
"Esta não devia ser uma questão de ordem pública. Só nasceu uma questão de ordem pública porque o primeiro-ministro desapareceu de cena durante vários dias ou semanas, porque no momento em que o país mais precisava de si o primeiro-ministro, o ministro da Administração Interna, o ministro da Habitação não souberam olhar de frente para o país e dizer: compreendemos a vossa insatisfação, vamos apresentar um grande pacote de medidas para corresponder ou tentar corresponder à resolução desses problemas", considerou.
Livre exige demissão de MAI e expõe cargas policiais a organizações
Em causa estão, para o Livre, "graves violações de direitos protegidos pela Convenção Europeia de Direitos Humanos e pelo Pacto Internacional sobre os Direitos Civis e Políticos".
Na mesma nota, o Livre condena a ação policial nas "manifestações pacíficas pelo direito à habitação", considerando "profundamente preocupante" a "nova intervenção com recurso à violência" na madrugada de hoje em Lisboa e no Porto.
O partido recorda que os deputados Isabel Mendes Lopes, Jorge Pinto e Paulo Muacho estiveram em Lisboa e Filipa Pinto no Porto "procurando contribuir para evitar uma escalada de tensão e o recurso à força policial".
"É particularmente grave que estes acontecimentos se repitam, num contexto em que milhares de pessoas procuram chamar a atenção para uma crise habitacional que continua sem respostas de Luís Montenegro à altura", refere o partido.
O Livre sustenta que "manifestar-se por uma habitação digna não é uma ameaça à democracia, é exercer um direito fundamental e exigir que o Estado cumpra as suas responsabilidades".
Treze manifestantes foram detidos e treze polícias ficaram feridos na intervenção policial nas acampadas de hoje em Lisboa e Porto, anunciou o porta-voz da PSP, que justificou a ação da polícia com o aumento da resistência popular.
Presidente da Câmara do Porto convida manifestantes para reunião na próxima terça-feira
Nesta carta a que a Antena 1 teve acesso sugere-se uma reunião com os manifestantes para a próxima terça-feira, dia 3, às 18h00, nos Paços do Concelho.
A reunião pretende abordar dois temas: a compatibilização do direito à manifestação com a disponibilidade dos espaços urbanos e a possibilidade da existência de acampamentos ocasionais, bem como a preparação e eventual agendamento de uma reunião alargada sobre a atual situação do acesso à habitação e debate sobre potenciais respostas para a mesma.
Na carta dirigida aos manifestantes, a Câmara do Porto lamenta os acontecimentos que, mais uma vez, ocorreram esta madrugada.
PCP pede debate de urgência sobre atuação da polícia nas acampadas
Em declarações aos jornalistas no Rossio, António Filipe, do PCP, diz que há “direitos fundamentais que estão a ser violados, nomeadamente com a violência policial”.
“Tem que haver responsabilidade política relativamente a uma violação tão grosseira de direitos fundamentais como aquela que assistimos na última madrugada”, disse.
Centenas de pessoas na praça D. João I no Porto
Manifestantes começam a concentrar-se no Rossio
Amnistia Internacional critica uso excessivo e desproporcionado da força pela polícia
Na nota, a organização de defesa de direitos humanos afirma que as pessoas "têm o direito de exercer o direito de manifestação e estão a usá-lo para exigir medidas urgentes em matéria de direito à habitação" e, citado no documento, o diretor-executivo da Amnistia afirma que a resposta da polícia, "com bastonadas e força excessiva", que está a provocar feridos e hospitalizações, "é uma escolha".
"Pode, e tem de ser parada pelas autoridades portuguesas", afirmou João Godinho Martins.
"A Amnistia Internacional voltou a ter observadores na manifestação em Lisboa. Continuamos a documentar e a manifestar preocupação com o uso excessivo da força pela polícia. Vamos contactar com urgência o Ministro da Administração Interna com a informação de que dispomos sobre violações de direitos humanos e instar à adoção imediata das medidas necessárias para garantir que o direito de manifestação é respeitado e facilitado", disse o responsável, citado no mesmo comunicado.
A Amnistia Internacional pede ao Governo que garanta "a responsabilização da polícia pelo uso excessivo da força", afirmando que vai continuar a pressionar pelo "direito de reunião pacífica em Portugal".
A organização pede ainda respostas económicas e sociais ao problema da habitação, na base dos protestos que duram há semanas em Portugal, com maior incidência em Lisboa e Porto.
O advogado Ricardo Sá Fernandes, que representa manifestantes da Acampada de Lisboa, disse hoje que vai avançar com participação criminal contra o ministro da Administração Interna e o diretor nacional da PSP após a carga policial desta madrugada.
"Isto é uma noite negra na história da democracia portuguesa. Isto é absolutamente inultrapassável, intolerável, ultrapassou todos os limites. E, por isso, o ministro e o diretor da polícia podem ter a certeza que terão participações criminais por abuso de poder", afirmou advogado Ricardo Sá Fernandes.
Treze manifestantes foram detidos e treze polícias ficaram feridos na intervenção policial nas acampadas de hoje em Lisboa e Porto, anunciou o porta-voz da PSP, que justificou a ação da polícia com o aumento da resistência popular.
Em declarações aos jornalistas na sede da PSP em Lisboa, Sérgio Soares argumentou que o uso da força só aconteceu após os manifestantes atirarem tintas e petardos contra a polícia.
Entre os 13 detidos na intervenção policial nas manifestações pelo direito à habitação, o porta-voz da PSP explicou que seis foram detidos em Lisboa e sete no Porto.
Já dos polícias feridos, todos no Porto, 10 eram da polícia de intervenção e três estavam numa unidade à civil.
Um quarto polícia desta unidade à paisana no Porto retirou a arma de fogo quando os manifestantes se aproximaram, admitiu Sérgio Soares.
(Lusa)
Acampada do Porto convoca nova concentração na Praça D. João I
Em comunicado, o movimento criticou a carga policial na madrugada de hoje, que terminou com sete detidos e vários feridos, acusando a PSP de cercar a Praça D. João I e voltar a "suprimir o direito de manifestação", numa atuação que considera "desproporcionada, inconstitucional e sem fundamento legal aplicável contra um protesto pacífico".
A Acampada do Porto contestou ainda a intervenção de quatro agentes à paisana, referindo que, cerca das 05:15, os manifestantes reunidos nos Aliados, inclusive para contar feridos e detidos, "são confrontados com um grupo de quatro civis a procurar focalizar em manifestantes sozinhas e vulneráveis, cercando-as e tentando sequestrá-las".
Depois de confrontadas, essas pessoas, agentes a PSP à paisana, "revelaram-se violentas, armadas e dispostas a recorrer à intimidação com arma de fogo, com bala armada na câmara, apontada à cabeça de manifestantes", denunciou.
Sobre esta questão, a PSP disse que uma equipa de quatro polícias à civil se encontrava na Avenida dos Aliados "a monitorizar as deslocações e movimentações dos manifestantes, tendo sido detetada por um grupo destes, que agrediu três dos polícias".
"Perante esta situação, um dos polícias efetuou recurso passivo da arma de fogo como meio de dissuasão", advogou a PSP.
No comunicado da Acampada do Porto, o movimento indicou que "na madrugada de hoje, 21 dias após o início dos protestos pela habitação, a PSP cercou a praça da acampada e desmantelou o protesto, invocando o limite horário do decreto-lei n.º 406/74, anterior à Constituição".
"A intervenção, com recurso a bastonadas, detenções e muitas dezenas de meios policiais, atingiu cidadãos que se manifestavam pacificamente", lê-se no comunicado, que apresenta a cronologia do que aconteceu.
De acordo com o movimento, durante um protesto "documentadamente pacífico", a Rua do Bolhão foi ocupada por "pelo menos 12 carrinhas" da Unidade Especial de Polícia (UEP), com o Corpo de Intervenção da PSP, bem como "um autocarro, uma carrinha da brigada cinotécnica e duas viaturas 4x4", acrescentando que na Praça D. João I se acumularam desde cedo pelo menos seis carros-patrulha e três carrinhas de Brigadas de Intervenção Rápida.
O porta-voz da PSP, Sérgio Soares, interrogado hoje de manhã pelos jornalistas sobre o número de efetivos envolvidos nas operações de hoje de Lisboa e Porto, disse que a polícia nunca divulga esses dados, mas admitiu que houve um reforço em relação às forças mobilizadas na semana passada.
Na cronologia dos acontecimentos, a Acampada do Porto indicou que às 00:31 a polícia invocou o decreto-lei de 1974 "para limitar o direito à manifestação, afirmando que este cessa à 00:30 e exigindo a remoção das tendas", tendo à 00:53 a Acampada reafirmado a postura de "pacifismo" e expondo a "inferioridade hierárquica" deste diploma legal face à Constituição da República Portuguesa.
A partir das 01:10, os manifestantes formaram um cordão humano, tendo às 03:07 os acessos à praça sido cortados e às 03:45 as "carrinhas da UEP e demais meios de repressão violenta, acumulados na Rua do Bolhão, começam a chegar" ao local da acampada, relatou o movimento, referindo que às 04:32 "a UEP aplica pressão no cordão humano pelo flanco do Bolhão, sem nunca procurar detenções pacíficas".
"Vimos `uma só bastonada` ser aplicada por vários agentes com especial gosto e brutalidade, em direção a manifestantes particulares", acusou a Acampada do Porto, indicando que, depois de superarem o cerco policial, os manifestantes recuaram pela Rua Passos Manuel até aos Aliados "em constante esforço para manter a índole pacífica depois de agredidos".
Perante esta situação, o movimento interrogou: "Qual é o fundamento legal concreto da intervenção? Que perigo atual ou circunstância objetiva justifica a retirada das tendas? Que autoridade determinou efetivamente a intervenção?"
(Lusa)
CDS diz que manifestantes "tiveram várias oportunidades de evitar o que aconteceu"
“Houve apelos à violência contra a polícia. Isso não é aceitável num estado de direto”, disse João Almeida em declarações aos jornalistas.
Em reação aos acontecimentos da última madrugada, o deputado considera que a polícia “agiu com ponderação” e que os manifestantes “estavam no terreno por sua vontade e tiveram várias oportunidades de evitar o que aconteceu”.
“Só depois de várias horas e de vários apelos é que ocorreu a intervenção, perante a desobediência e radicalismo daqueles que não acataram as instruções da polícia e que agrediram agentes”, afirma.
João Almeida diz ainda ver “com muita preocupação” a reação do secretário-geral do PS, afirmando que José Luís Carneiro “tem responsabilidades diretas” na crise da habitação.
O deputado do CDS lembra ainda que o líder dos socialistas foi ministro da Administração Interna e durante esse tempo, “a polícia teve intervenções semelhantes àquilo que aconteceu esta madrugada”.
“Não pode ser irresponsável e negar agora aquilo que defendeu no passado”, diz João Almeida.
Pequena franja de manifestantes põe em causa cumprimento da lei, diz MAI
"Abuso de poder". Defesa dos manifestantes vai fazer queixa contra MAI e diretor da PSP
A defesa dos manifestantes vai avançar com uma queixa contra o ministro da Administração Interna e o diretor nacional da PSP por "abuso de poder". Foram detidas 13 pessoas na última madrugada.
Das primeiras a sair foi Célia Monteiro, uma das "mães pela Acampada". Foi o filho que foi buscar a mãe à esquadra.
À saída da esquadra do Martim Moniz, em Lisboa, o advogado dos manifestantes garantiu que vai avançar nos tribunais contra Luís Neves e contra o diretor nacional da PSP.
Ao todo, 13 pessoas foram detidas: sete no porto, seis em Lisboa. Uma delas é um jovem lituano que estava apenas por perto.
A organização da Acampada diz que mais de 50 pessoas ficaram feridas, três com gravidade.
Os manifestantes falam num tratamento desigual nas próprias urgências.
Treze agentes da PSP também ficaram feridos.
Os detidos são presentes a juiz esta segunda-feira, às dez da manhã no Porto e às duas da tarde em Lisboa.
Polícia acusada de usar bastões, cães e tasers contra manifestantes no Porto
A carga policial no Porto avançou depois de os manifestantes terem recusado retirar as tendas e continuado a gritar palavras de ordem. A polícia empurrou a multidão pelas ruas próximas da Praça D. João I até à desmobilização na Avenida dos Aliados.
Mecanismo de Prevenção de Tortura diz ser cedo para dizer se houve excessos da polícia
O Mecanismo Nacional de Prevenção de Tortura e Maus-tratos acompanhou toda a operação policial da última madrugada, mas indica que ainda é cedo para dizer se houve excessos.
Luís Neves: "O meu lugar está permanentemente à disponibilidade do primeiro-ministro"
O ministro da Administração Interna reagiu aos confrontos durante as manifestações, assegurando que a ação policial não foi uma decisão política e que a polícia tem "autonomia técnica".
Luís Neves assegurou ainda que a "ação inicial da polícia" não foi "uma ação violenta" e expressou total confiança relativamente à PSP.
"Ninguém pode negar que a PSP fez este enorme esforço" de diálogo, referiu o ministro em declarações aos jornalistas em Leiria.
Garantiu ainda que o Governo "está totalmente disponível para auscultar" quem "tenha propostas", nomeadamente membros da sociedade civil.
Sobre a decisão anunciada há momentos pelo PS, que vai chamar Luís Neves com carácter de urgência ao Parlamento para dar explicações, o ministro afirmou que o seu lugar "está permanentemente" à disponibilidade do primeiro-ministro.
Questionado acerca do polícia à paisana que mostrou uma arma de fogo durante a manifestação, o ministro afirmou que a "utilização de qualquer arma tem de ser justificada", mas disse não ter ainda informação que permita esclarecer esse tema.
PS vai chamar com urgência Luís Neves ao Parlamento para explicar operações policiais
"O uso desproporcionado da força é inaceitável numa democracia", acrescentou.
Polícia à paisana foi "forçado" a "recorrer à arma de fogo como elemento dissuasor", diz sindicato
PCP acusa Governo de dar "orientação para a ação repressiva" da polícia
“Em vez de soluções, o Governo, explorando acontecimentos que só o responsabilizam, assume o propósito da limitação das liberdades, nomeadamente da liberdade de manifestação”, refere o PCP.
O partido acusa o Executivo de dar “orientação para a ação repressiva das forças policiais” e exige “o apuramento cabal das responsabilidades políticas da ação repressiva em curso”.
INEM fala em nove pessoas assistidas em Lisboa e 16 no Porto, todos feridos ligeiros
Já no Porto, 16 pessoas foram assistidas, seis das quais transportadas para o Hospital de Santo António.
Todos os feridos, em Lisboa e no Porto, foram classificados como ligeiros.
Seguro já conversou com primeiro-ministro e provedora de Justiça
A informação foi transmitida à agência Lusa por fonte oficial da Presidência da República, depois de ter sido divulgado que António José Seguro tinha pedido informações ao Governo e à Provedoria de Justiça sobre o que se passou nas manifestações de Lisboa e do Porto, em que houve novas cargas policiais, e sobre a situação dos detidos e feridos.
c/ Lusa
Acampada de Lisboa promove concentração contra violência policial e diz que dez pessoas estão hospitalizadas
Por isso, o movimento vai organizar hoje, às 17h00, no Rossio, uma concentração contra a violência policial e pela habitação.
"Esta noite, a Acampada de Lisboa voltou a ser alvo de violência policial. Pelas 04:15, a PSP carregou indiscriminadamente sobre manifestantes, provocando feridos e destruindo estruturas comunitárias da acampada. Esta é a terceira intervenção policial violenta contra a Acampada de Lisboa em menos de três semanas", expôs o movimento.
Além de feridos, houve seis manifestantes detidos, tendo sido já libertados, prevendo-se que sejam presentes a juiz na segunda-feira.
c/ Lusa
Pedro Nuno Santos apela à participação nas manifestações e condena carga policial
"Assistimos a mais duas cargas policiais em Lisboa e no Porto sem que a ordem tivesse sido posta em causa pelos manifestantes. Até quando vamos permitir que isto continue a acontecer?", questionou.
O antigo líder socialista escreveu ainda que "há, pelo menos, uma resposta que podemos dar: sermos cada vez mais os que participam nas manifestações pelo direito à habitação mas também pela defesa da nossa democracia e pelo direito de manifestação".
Defesa dos manifestantes vai participar criminalmente contra ministro e diretor da PSP
O advogado falava aos jornalistas junto à esquadra da Rua da Palma, em Lisboa, para onde foram levados manifestantes detidos após a carga policial contra a acampada pelo direito à habitação, durante a madrugada de hoje.
Para a defesa dos manifestantes, "os únicos autores de crimes nestas circunstâncias são o ministro da Administração Interna, Luís Neves, e o diretor nacional da PSP, Coelho de Moura".
Quanto aos seis manifestantes detidos em Lisboa após a carga policial desta madrugada, Ricardo Sá Fernandes referiu que "estes jovens e alguns menos jovens não cometeram nenhum crime", porque a ordem que lhes foi dada de dispersão da Praça D. Pedro IV, no Rossio, onde estavam concentrados, com tendas montadas, "é uma ordem ilegítima".
"Isto foi um abuso de poder, é absolutamente intolerável que 50 anos depois do 25 de Abril tenhamos que assistir a uma atuação digna dos tempos antes do 25 de Abril", expôs.
c/ Lusa
Presidente da República pediu informações "com todo o detalhe" sobre o que se passou esta madrugada
Segundo fonte oficial da Presidência da República, António José Seguro "solicitou informações e esclarecimentos, com todo o detalhe, sobre o que se viveu esta madrugada nas manifestações em Lisboa e Porto e o que está a passar-se com os manifestantes detidos e com todas as pessoas feridas".
Segundo a agência Lusa, as informações foram solicitadas ao Governo e à Provedoria de Justiça, tendo em conta o acompanhamento feito pelo Mecanismo de Prevenção.
c/ Lusa
Repórter de imagem da CMTV foi agredido à bastonada pela PSP no Porto
Força "desmedida". Sete manifestantes detidos pela PSP no Porto foram libertados
Foram apreendidas quase 100 tendas em Lisboa e Porto
A PSP termina o comunicado assegurando que "respeita e garante o exercício do direito de reunião e de manifestação, constitucionalmente consagrado", mas ressalvando que "o exercício destes direitos deve, contudo, decorrer de forma pacífica, com respeito pelos direitos dos restantes cidadãos".
"A PSP considera igualmente importante sublinhar que o exercício do direito de manifestação não pode justificar atos de vandalismo ou de dano no património público, que pertence a todos os cidadãos e deve ser preservado. Neste contexto, importa recordar os danos provocados no edificado público, designadamente na estátua de D. Pedro IV, situada no centro da Praça D. Pedro IV (Rossio), em Lisboa".
PSP diz que oito dos 13 polícias feridos foram assistidos no hospital
Relativamente aos polícias, foram registados 13 feridos, “dos quais oito necessitaram de transporte a unidade hospitalar para receber assistência médica”.
A PSP frisa que o balanço de feridos é ainda provisório, sendo expectável que possa vir a ser atualizado.
Polícia à paisana retirou arma de fogo quando manifestantes se aproximaram
PSP diz que manifestantes no Rossio arremessaram garrafas e artigos de pirotecnia
“A Polícia de Segurança Pública (PSP) desenvolveu, hoje, a partir das 04h30, uma operação policial na Praça D. Pedro IV (Rossio), em Lisboa, e na Praça D. João I, no Porto, com o objetivo de repor a legalidade na utilização e ocupação daqueles espaços públicos”, começa por dizer.
“A PSP interveio na sequência da necessidade de repor a legalidade na ocupação da Praça D. Pedro IV, em Lisboa, e da Praça D. João I, no Porto, assegurando a desocupação dos espaços públicos, cuja utilização se encontrava condicionada pela instalação e manutenção de estruturas de acampamento sem a necessária autorização legal”.
No decurso das intervenções “foram registadas situações de resistência ativa por parte de alguns dos presentes, que dificultaram a atuação policial”, garante a polícia.
Segundo a PSP, no Rossio foram arremessados diversos objetos contra os polícias, designadamente “garrafas, artigos de pirotecnia e tinta, existindo suspeitas de que esta última pudesse conter uma mistura de produto inflamável”.
“Posteriormente, já na zona da Praça da Figueira, verificou-se que alguns manifestantes retiraram garrafas dos caixotes do lixo, arremessando-as contra os polícias. Foram igualmente utilizadas grades e mesas pertencentes a uma estrutura ali instalada, que foram movimentadas e utilizadas para dificultar a intervenção e o avanço policial”.
Organização fala em pelo menos seis feridos em Lisboa, três dos quais estarão hospitalizados
Dezenas de manifestantes em vigília pelos detidos na esquadra do Heroísmo
Os presentes foram "recebidos", a partir das 7h45, por uma dezena de elementos da Unidade Especial de Polícia, que se posicionaram na porta e ao longo da fachada, retirando do passeio do lado da esquadra alguns manifestantes e obrigando-os a mudarem-se para passeio oposto.
A aparição das forças policiais foi recebida com protestos e gritos de "vergonha".
Segundo a organização, num balanço preliminar divulgado cerca das 5h45, resultaram 35 feridos ligeiros e três graves da carga policial sobre os manifestantes, além de sete detidos, confirmados por um dos advogados do movimento, Tiago Machado.
A polícia carregou sobre os manifestantes que tinham voltado a erguer a Acampada na Praça D. João I, onde desde 10 de outubro decorre um protesto em prol do direito à habitação, destruindo o acampamento e afastando os presentes.
Mais tarde, junto à Câmara do Porto, os manifestantes foram alvo de nova carga, e já na vigília no Heroísmo surgiram elementos do corpo de intervenção à porta da esquadra, para já sem ação.
Ao longo da noite, a PSP e os manifestantes dialogaram sobre a permanência na praça D. João I, com a polícia a apelar a que desmontassem as tendas, condição que permitiria que ali pernoitassem. Os presentes rejeitaram a desmontagem das tendas.
c/ Lusa
Treze polícias feridos nas acampadas
Em declarações aos jornalistas na sede da PSP em Lisboa, Sérgio Soares argumentou que o uso da força só aconteceu após os manifestantes atirarem tintas e petardos contra a polícia.
Entre os 13 detidos na intervenção policial nas manifestações pelo direito à habitação, o porta-voz da PSP explicou que seis foram detidos em Lisboa e sete no Porto.
Já dos polícias feridos, todos no Porto, dez eram da polícia de intervenção e três estavam numa unidade à civil.
Um quarto polícia desta unidade à paisana no Porto retirou a arma de fogo quando os manifestantes se aproximaram, admitiu Sérgio Soares.
O porta-voz da PSP disse que as concentrações punham em causa outros direitos, nomeadamente ao descanso, à livre circulação e impediam o trabalho dos jornalistas.
Em resposta aos jornalistas acrescentou que uma faixa utilizada na manifestação de Lisboa também justificou o "uso da força" porque dificultava avanço da polícia.
Questionado pelos jornalistas sobre o facto de a intervenção de hoje ter acontecido mais tarde do que na semana passada, o porta-voz da PSP explicou que houve um período mais longo de mediação, o que se deveu em parte ao facto de haver deputados presentes em Lisboa, nomeadamente Isabel Mendes Lopes e Jorge Pinto, do Livre, e Pedro Delgado Alves, do PS.
c/ Lusa
Pelo menos 13 detidos
O movimento que organizou o protesto no Porto fala em mais de 30 feridos.
Foram confirmadas 13 detenções, seis em Lisboa e sete no Porto.