País
Segurança Social encerra lar ilegal em Sintra após investigação da RTP
O programa “A Prova dos Factos” investigou um lar em Catribana, onde idosos terão morrido por falta de cuidados.
Após a reportagem da RTP, a Segurança Social tomou a decisão de encerrar “de forma urgente e imediata” o lar em causa, onde se encontravam ainda quatro idosos, que terão ficado ao cuidado de familiares, dois deles, e encaminhados para outros cuidados de resposta social “sob responsabilidade da Segurança Social”.
Ontem, o programa "A Prova dos Factos" da RTP revelava a existência deste lar a funcionar clandestinamente com vários idosos a dormir em camas improvisadas e alguns deles amarrados na mesma posição mais de 14 horas.
De acordo com um dos relatos à RTP, haverá uma teia de ligações que envolve enfermeiros, médicos, a corporação local de bombeiros e o Hospital Amadora/Sintra.
A Segurança Social, que fez uma fiscalização há três anos, regressou a esse lar na semana passada apenas depois de "A Prova dos Factos" ter feito perguntas sobre as condições de funcionamento e decidiu-se hoje pelo seu encerramento.
"O Instituto da Segurança Social encerrou hoje, dia 24 de janeiro, de forma urgente e imediata, o lar ilegal situado na Rua das Flores n.º 9 Catribana, Sintra, onde se encontravam 4 idosos", pode ler-se num comunicado da Segurança Social.
O texto aponta ainda que haverá "indício de transferência de idosos desde a última ação de fiscalização realizada no dia 14 janeiro", tendo sido também este sábado "efetuada ação de fiscalização a outra casa da mesma entidade proprietária, na Assafora, tendo-se constatado que estava vazia".
"O lar ilegal situado na Rua das Flores n.º 9 Catribana já tinha sido alvo de ordem de encerramento pela Segurança Social e já tinha sido aplicada, à entidade proprietária, processo de contraordenação, com coimas no valor de 26.000€ e 23.000€, com sanção acessória de interdição do exercício da atividade de apoio social e da inibição do exercício da profissão ou atividade decorrente da infração praticada", acrescenta o comunicado.