País
Termina hoje o prazo para correção dos exames nacionais do ensino secundário
O prazo inicial era 10 de julho, mas foi alargado para esta terça-feira após várias falhas na plataforma de correção de exames.
Nos últimos dias os professores queixaram-se ainda da falta de folhas de continuação, o que impedia a correção na totalidade.
Os resultados devem ser afixados na sexta-feira. Foram digitalizadas mais de 300 mil provas.
O processo tem vindo a ser marcado por vários problemas, atrasos, que têm obrigado os professores a trabalhar ao fim de semana ou a fazer horas extraordinárias. A porta-voz do movimento Escola Pública, Cristina Mota, disse na última noite à Antena 1 que ainda havia professores a serem convocados à ultima hora. Ontem mesmo o ministro da Educação dizia que mais de 90 por cento das provas estavam já corrigidas.
Processo finalizado a tempo?
Questionados no Bom Dia, da RTP, as estruturas representativas dos professores não conseguiam responder se acreditavam se seria possível todas as provas estarem corrigidas esta terça-feira.
Para Pedro Barreiros, secretário-geral da FNE, mais do que uma crença, essa deve ser "uma exigência" e deixou críticas à falta de planificação, além dos erros existentes.
Francisco Gonçalves, da Fenprof, admite que poderá haver "uma percentagem de provas que não será possível classificar", sendo este o "cenário mais provável".
Refere que, até esta terça-feira, data limite para finalizar o processo de correção, continua a falta de credibilidade da plataforma e a manutenção de erros, os mesmos que tinham sido reportados ao longo de todo o processo: provas que não estão completas, provas que desaparecem, convocação de professores de última hora, até durante a noite.
A Fenprof critica ainda um "padrão na linguagem do Ministério", de atribuir culpas de erros no processo a outros.
O presidente da Associação Nacional de Diretores diz que o ministro da Educação fez bem ao pedir desculpa aos professores.
Filinto Lima aplaude a auditoria a todo o processo que foi anunciada por Fernando Alexandre e afirma que a digitalização “é o caminho” e que para o ano espera já não haver problemas.
Filinto Lima aplaude a auditoria a todo o processo que foi anunciada por Fernando Alexandre e afirma que a digitalização “é o caminho” e que para o ano espera já não haver problemas.
Acredita que as pautas estarão afixadas na sexta-feira, depois de essa confiança ter ficado reforçada numa reunião que tiveram com o Ministério da Educação.
José Miguel Antunes, da Confederação da Associação de Pais (CONFAP) , disse que há alunos a serem instigados por professores e diretores para pedir a reavaliação da prova, mesmo antes de serem afixadas as pautas.
A CONFAP faz um apelo a que um eventual pedido de reavaliação seja feito só depois de os alunos poderem ver a prova e quanto a pedidos de indemnização quanto a atrasos, chama a atenção para a dificuldade de provar um prejuízo quando os resultados deverão ser publicados na mesma semana que estava inicialmente prevista.
"É preciso conta, peso e medida" para as reclamações, afirma.
Foi a primeira vez que o processo foi feito em formato digital.
Os resultados deveriam ter sido publicados esta terça-feira, mas o governo decidiu adiar a publicação por causa de erros reportados durante a correção dos exames.