Todas as tendas retiradas do Rossio após ordens da PSP e Polícia Municipal

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Todas as tendas retiradas do Rossio após ordens da PSP e Polícia Municipal

Esta madrugada, os manifestantes pela habitação estiveram novamente em protesto no Rossio, em Lisboa. Ao início da manhã voltaram a montar tendas, mas a polícia deu indicações para que fossem retiradas. Acompanhe aqui todas as atualizações.

Joana Raposo Santos, Ana Sofia Rodrigues - RTP / Adicionar como fonte informativa

Foto: Helena Conceição Santos - RTP

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RTP /

Manifestantes preveem aumento da participação ao longo do dia

Em declarações à RTP, um dos manifestantes disse prever que o número de participantes a juntar-se aos protestos no Rossio aumente ao longo do dia.

Sobre as instruções dadas pela PSP e pela Polícia Municipal, Tiago explicou que “tirámos tudo o que influenciasse a saúde e a higiene pública, de maneira a não prejudicar ninguém (…), colaborando com as forças da autoridade”.

E deixou uma garantia: “não iremos desmobilizar”. 
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RTP /

PGR admite suspensão provisória do processo dos manifestantes

O procurador-geral da República disse estar em cima da mesa a suspensão provisória do processo dos manifestantes do acampamento no Rossio. Amadeu Guerra adiantou que todas as soluções estão a ser estudadas.

“Os processos estão em curso”, disse esta manhã, acrescentando que “sempre que é possível e necessário, abrimos inquérito, desde que haja fundamento, independentemente dos factos, das causas, das razões”.

“Muitas vezes abrimos inquéritos para averiguar exclusivamente os factos, porque há indícios, mas depois acabamos por os arquivar porque consideramos que não há crime”, acrescentou.
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RTP /

Manifestantes prometem continuar até terem respostas e acusam Governo de ter medo de tendas

Renata Cambra, antiga líder do Movimento Alternativa Socialista (MAS) e atual porta-voz do partido Trabalhadores Unidos, falou aos jornalistas no Rossio após o diálogo com a Polícia Municipal e deixou uma garantia: “Vamos continuar até termos respostas”.

“Eu, como cidadã, tenho absoluta tranquilidade naquilo que nós temos estado aqui a fazer. Eu sei que nós temos o direito a estar aqui e a protestar”, afirmou, depois de a polícia ter ordenado que as tendas restantes fossem retiradas.

“Até de duas tendas o Governo tem medo”, acusou, dizendo que o Executivo está habituado a protestos “que são feitos por estruturas já um pouco adaptadas, que vêm um dia fazer manifestação para cumprir o calendário”.

“E desta vez estamos a ser consequentes. Nós queremos uma resposta e por isso temos um protesto”, que “pode ir adquirindo diversas formas”, esclareceu.
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RTP /

Polícia Municipal obriga manifestantes a retirarem as duas tendas restantes

A Polícia Municipal acaba de pedir aos manifestantes que retirem as tuas tendas restantes fossem retiradas do Rossio. Os participantes explicaram que as tendas não estavam ocupadas, tratando-se de um ato simbólico.

“Não está sujeito a qualquer tipo de aprovação, mas está sujeito a comunicação. Os senhores não comunicaram manifestação nenhuma para este local. As tendas estão sujeitas a licenciamento”, disse aos manifestantes um agente da Polícia Municipal.

“Eu não vos disse para saírem daqui”, mas “tendas são em parques de campismo”, declarou, citando o decreto-lei 310/2002 que “sujeita a licenciamento a montagem de tendas na via pública”.

“Ou vocês tiram a tenda, ou nós apreendemos a tenda. Eu não tenho nenhum gosto especial em estar a apreender-vos a tenda”.

Uma manifestante respondeu que “o que está a acontecer aqui não é campismo, é um protesto” e “está devidamente enquadrado pela Constituição”.

No fim do diálogo, a polícia concordou em dar dez minutos aos jovens para que removessem as tendas.
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RTP /

Manifestantes convidam Moedas e Montenegro a irem ao Rossio para dialogarem

Entretanto, após as indicações da PSP, na praça do Rossio já praticamente não há tendas montadas. Apenas permanecem no local alguns manifestantes.
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RTP /

Manifestantes retiram tendas mas alguns estendem cartões para se deitarem no chão

Após as indicações da PSP, os manifestantes têm estado a remover as tendas que tinham sido montadas por volta das 6h30 desta manhã.

Os participantes contestaram a indicação, já que a lei prevê que a partir dessa hora podem realizar-se manifestações, e a PSP justificou a decisão com a necessidade de desocupar o espaço público.

Alguns manifestantes que retiraram as tendas estenderam cartões com mantas no chão, onde se deitaram.
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RTP /

PSP dá dez minutos a manifestantes para retirarem tendas do Rossio

A Polícia de Segurança Pública acabou de dar indicação aos manifestantes que permanecem no Rossio, em Lisboa, para retirarem as tendas do local em dez minutos.

“Mais cinco, dez minutos”, “não mais do que isso” foram as instruções de um agente da PSP no local, em diálogo com alguns manifestantes.

“Palavra dada, palavra cumprida”, acrescentou, dizendo que “não se alterou absolutamente nada” relativamente às ordens que a polícia tem dado.
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RTP / Adicionar como fonte informativa

Líder do PS volta a pressionar Governo para que recue na lei das rendas

José Luís Carneiro defende que é tempo de ouvir os protestos que vêm das ruas e retomar o diálogo. Declarações ouvidas ontem à noite pelo repórter João Alexandre na Comissão Politica do PS se reunir para aprovar a abstenção no Orçamento de Estado.

Nurphoto via AFP

José Luís Carneiro reafirmou ontem à noite a vontade do partido socialista de construir pontes e deixou praticamente as mesmas ideias - que hoje estão escritas no Diário de Notícias, num artigo assinado pelo líder socialista - com o título: “recue senhor primeiro-ministro”.

O PS pede ao governo que retire a proposta de lei das rendas e que abra negocia
ções com os socialistas para criar uma garantia pública para o mercado de arrendamento.

O Estado passaria a assegurar o pagamento das rendas em caso de incumprimento - protegendo ao mesmo tempo senhorios e inquilinos.

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RTP /

Manifestantes reerguem tendas

Depois de uma noite em que não foram colocadas tendas, esta manhã podiam já ser vistas algumas tendas no Rossio a partir das 6h30. Os manifestantes dizem que as regras das manifestações apontam interdições entre a uma e meia da manhã e as seis e meia, pelo que a essa hora, houve quem decidisse montar de novo a tenda.

"A provocação veio do Governo. Não estamos a fazer nenhuma provocação. Estamos simplesmente a exercer o nosso direito", diz Bruno, um dos manifestantes.
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Declarações inflamatórias do MAI

Carlos Bastos Leitão, superintendente-chefe da PSP defende que as declarações mais recentes do Ministro da Administração Interna inflamam os protestos. 

Considera que a lei está desadequada e é preciso rever a Constituição.
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PSP vai permitir o protesto pela habitação em Lisboa

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Carla Quirino - RTP / Adicionar como fonte informativa

Tendas em Atenas. Depois de Espanha e Portugal, milhares enchem as ruas gregas

Cerca de 10 mil estudantes saíram esta quarta-feira à rua em várias cidades da Grécia para protestar contra o custo da habitação e dos estudos, numa mobilização também marcada pelo acampamento diante do Parlamento, em Atenas.

George Vitsaras - EPA

As tendas chegaram à Praça Syntagma, no coração de Atenas. Depois de manifestações estudantis e protestos contra o custo de vida em vários países europeus, também os estudantes gregos avançaram para a rua e passaram a noite junto ao Parlamento para denunciar o aumento das rendas, o custo dos estudos e as condições da educação pública.

A contestação ganhou dimensão nacional esta quarta-feira, com manifestações que juntaram estudantes, professores e outros trabalhadores.

Segundo a polícia, citada pela Reuters, cerca de 10 mil pessoas participaram pacificamente nas manifestações no centro e nos subúrbios de Atenas, com protestos a encherem também outras cidades gregas. 

A televisão pública grega ERT avançou igualmente que em Salónica participaram aproximadamente 2.000 a 2.500 pessoas e, em Patras, mais de 3.000, de acordo com a estação pública. 

Em Atenas, professores exigiram mais investimento público na educação, melhores instalações e turmas menos numerosas. Os professores do ensino primário e médicos participaram também em paralisações relacionadas com salários e falta de pessoal. 
Tendas em frente ao Parlamento
A imagem mais simbólica da contestação surgiu na Praça Syntagma. Na noite de terça-feira, estudantes instalaram tendas junto ao Parlamento e permaneceram no local durante a noite, antes da manifestação desta quarta-feira. 

Não foi a primeira ação do género. A 13 de outubro, estudantes já tinham montado tendas na mesma praça para denunciar os custos da habitação. 

A ERT, televisão pública grega, relatou que os estudantes exigiam medidas para enfrentar o problema habitacional, aumento do apoio à renda, melhoria das residências universitárias e apoio económico aos estudantes e às famílias. 
Acampanento junto ao Parlamento grego | George Vitsaras - EPA

Esta semana, as tendas espalharam-se também por outras cidades. O Kathimerini reportou acampamentos de protesto em Salónica, Ioannina e Patras, enquanto os estudantes exigiam mais residências universitárias, limites às rendas e aumento dos apoios à habitação. “Sobreviver aqui é muito difícil”
O peso das rendas está no centro dos testemunhos recolhidos nas manifestações.

“Sobreviver aqui é muito difícil, a renda é realmente muito elevada e as casas são muito pequenas. Os nossos pais não conseguem ter dinheiro para chegar ao fim do mês e pagar a renda, a eletricidade, a nossa vida aqui”, afirmou à Reuters Georgia Foukidou, estudante universitária de 21 anos, que participou no protesto em Atenas. 

A imprensa grega recolheu relatos semelhantes. Nina Nifakou, presidente da associação de estudantes da Escola de Ciências Administrativas, Económicas e Sociais da Universidade da Ática Ocidental, afirmou que os estudantes chegam a "pagar 600 euros por um pequeno estúdio" e que o "problema da habitação atingiu um ponto crítico", de acordo com a publicação greekreporter.

Também Panagiotis Moschonas, estudante de Engenharia de 20 anos, criticou o apoio público existente. Segundo declarou à Associated Press, citado na APnews, o subsídio equivale a cerca de 120 euros mensais e “não chega sequer para metade de uma renda”.Habitação, salários e perda de poder de compra
A contestação surge num contexto de forte pressão sobre os orçamentos familiares. Segundo a Reuters, o salário médio mensal na Grécia ronda os 1.500 euros e permanece ao nível nominal de 2009, enquanto o poder de compra real de muitos gregos continua entre os mais baixos da União Europeia.

A conjugação de rendas elevadas, inflação e custos energéticos tem dificultado particularmente o acesso dos mais jovens à habitação nas cidades. 

Os estudantes reclamam, entre outras medidas, rendas mais baixas, um aumento do subsídio destinado à habitação, mais residências universitárias e maior financiamento das universidades. Meios gregos referem ainda reivindicações de alimentação e transportes gratuitos para estudantes. 

A ministra da Educação, Sofia Zacharaki, reconheceu a pressão que os custos da habitação exercem sobre as famílias e afirmou que estão em curso projetos no valor de mais de 733 milhões de euros para novas residências de estudantes e melhoria das instalações existentes. Protesto grego olha para o resto da Europa
A dimensão europeia da contestação é assumida pelos próprios manifestantes. Em Atenas ouviu-se o slogan “Da Grécia à França, queremos educação pública e gratuita”, segundo a Reuters. 

Nas manifestações surgiram ainda cartazes em francês. A Associated Press registou mensagens equivalentes a “Estudar ou sobreviver”, enquanto o Kathimerini enquadra as manifestações gregas numa vaga mais ampla de protestos europeus relacionados com o custo de vida e os serviços públicos. 

“Estudar ou sobreviver” | George Vitsaras - EPA

A ligação a Espanha aparece também de forma explícita nas imagens da Reuters: a agência descreve o acampamento de 20 de outubro na Praça Syntagma como um protesto contra os custos da habitação e o subfinanciamento da educação “em solidariedade com estudantes em França e Espanha”. 
Três mil polícias nas ruas de Atenas
O protesto decorreu sob um forte dispositivo de segurança. Cerca de 3.000 agentes foram mobilizados em Atenas, perante receios de que se repetissem na capital grega situações de violência verificadas noutros protestos europeus. 

A polícia de choque acompanhou de perto a manifestação e foram efetuados controlos e revistas de sacos a pessoas que se dirigiam para o protesto, de acordo com a APnews.

As autoridades encerraram preventivamente estações de metro no centro da cidade. Os estabelecimentos comerciais situados ao longo do percurso adotaram também medidas de precaução, com lojas e cafés a baixarem as proteções metálicas.

Segundo a Kathimerini, 21 pessoas foram levadas pela polícia para interrogatório, mas não há indicação imediata de detenções. O jornal refere que, apesar do forte dispositivo policial, não foram registados distúrbios na manifestação principal.
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