Inundações e desmoronamentos condicionam 11 vias no distrito do Porto
Registadas no Algarve 31 ocorrências em 24 horas sem danos pessoais
Porto com Plano de Emergência de Proteção Civil ativo até domingo
Ferreira do Zêzere pede ajuda urgente a empresas da construção civil
Forças Armadas mantêm apoio às populações com 2.500 militares no terreno
Armazém solidário para doações de materiais de construção em Leiria
Figueira da Foz promove reuniões pelas freguesias para divulgar medidas de apoio
Prejuízos na agricultura. Ministro garante apoios em duas semanas
O ministro da Agricultura diz que há mais de 1500 pedidos de apoio até dez mil euros, que devem ser pagos em duas semanas.
Nova depressão traz chuva forte para zona do Minho e do Porto
A chuva já regressou, mas na terça-feira vai ser forte e intensa. Terça e quarta-feira são dias críticos com risco de inundações.
Apelo para a reconstrução do Cais Palafítico da Carrasqueira após tempestades
Para salvar este Cais Palafítico a Associação da Comunidade Piscatória da Carrasqueira e a Junta de Freguesia da Comporta lançam um pedido de ajuda para mobilizar a comunidade, autoridades e parceiros para restaurar um ícone do património e turismo português e para que cerca de meia centena de pescadores possa sustentar as suas familias.
Fotografia: Câmara Municipal de Alcácer do Sal
Existem danos em acessos e redes de pesca que atingem cerca de meis centena de pescadores.
O emblemático Cais Palafítico da Carrasqueira, um testemunho singular da tradição piscatória portuguesa e um dos pontos turísticos mais visitados do concelho de Alcácer do Sal, sofreu danos significativos devido às recentes condições meteorológicas adversas. Ventos fortes e marés intensas provocaram a destruição parcial das estruturas em madeira que sustentam esta infraestrutura histórica, colocando em risco a atividade económica local e o bem-estar da comunidade piscatória tradicional da região.
O cais, construído de forma artesanal pela própria comunidade nas décadas de 1950/60 é reconhecido pela sua singularidade arquitetónica e cultural.
Localizado na margem do Estuário do Sado, este cais além de funcionar como infraestrutura de apoio à pesca tradicional, consolidou-se como um dos destinos turísticos emblemáticos da região da Comporta, atraindo visitantes nacionais e internacionais graças à sua estética única e ligação à cultura local.
O Cais Palafítico da Carrasqueira é um dos locais mais visitados do concelho, sendo considerado uma "obra-prima da arquitetura popular", de acordo com o 'site' oficial da Câmara de Alcácer do Sal.
"Único na Europa, está construído em estacas de madeira irregulares, aparentemente frágeis, que servem de embarcadouro aos barcos de pesca que ali acostam", pode ler-se.
Autarca de Leiria diz que "resposta seria mais rápida se atingisse casa de quem governa"
Gonçalo Lopes assumiu ter “uma avaliação muito clara sobre as limitações e os meios empregues no terreno”. Mas considerou que a resiliência de uma empresa como a E-Redes, a principal operadora da rede de distribuição de energia elétrica em Portugal Continental das redes de alta, média e baixa tensão, “deveria ser maior e deviam ter sido acionados mecanismos de apoio mais cedo”.
“Uma empresa que tem responsabilidade de levar energia à casa das pessoas e à qual pagamos todos os meses na nossa fatura, com uma tarifa que é regulada por uma entidade própria, obrigava a outra capacidade de resposta”, declarou, lamentando que “a capacidade de resposta, a nível nacional, tenha sido insuficiente e não tenham sido acionados os meios internacionais necessários para que este restabelecimento seja mais rápido”.
O presidente do município adiantou que havia 17.030 clientes sem eletricidade no concelho, “informação recolhida na plataforma” a que a autarquia tem acesso.
Mau tempo. Governo não exclui aulas suplementares para alunos do secundário
O ministro da Educação não exclui aulas suplementares para os alunos do Secundário afetados pelo mau tempo. 14 escolas do concelho da Marinha Grande reabriram esta manhã.
Só se chega a Valada do Ribatejo de barco
A localidade, no concelho do Cartaxo, tem 600 moradores, que estão preocupados.
Registadas 11.957 ocorrências nos últimos 10 dias, revela Proteção Civil
A Proteção Civil registou 11.957 ocorrências relacionadas com as tempestades entre o dia 01 de fevereiro e as 12:00 de hoje em Portugal continental, adiantou o comandante nacional.
Mário Silvestre disse que estão empenhados 42.135 operacionais na resposta à situação de calamidade e 16.664 meios no terreno.
O comandante nacional da proteção civil falava na conferência de imprensa na sede Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC), em Carnaxide, Oeiras, no distrito de Lisboa.
De acordo com Mário Silvestre, a noite passada "foi tranquila", traduzindo "um cenário de estabilidade".
"Temos a registar nesta noite 54 ocorrências, que, mais uma vez, refere a estabilidade aparente que tivemos", salientou.
Presidente eleito em contacto com autarcas de zonas afetadas pelo mau tempo
Poucas horas depois de ter sido eleito Presidente da República, António José Seguro está a trabalhar a partir da residência, nas Caldas da Rainha. Passou a manhã em contacto telefónico com autarcas das zonas afetas pelas intempéries para avaliar a situação e estar a par do processo de recuperação.
Tomou conhecimento de mais uma morte no concelho de Leiria e manifesta o pesar e endereça condolências família da vítima.
Seguro deverá sair diretamente de casa nas Caldas da Rainha para o Palácio de Belém para a reunião com o Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, às 16h00.
Rio Douro "estável" mas alertas e medidas preventivas são para manter
Ministro garante que "grande maioria" das escolas já reabriu
Em declarações aos jornalistas em Braga, Fernando Alexandre sublinhou que "a quase totalidade" dos alunos já teve aulas na semana passada.
"As escolas que ainda não abriram praticamente iam todas reabrir hoje, algumas amanhã [terça-feira], há uma escola em Leiria que é uma situação mais complexa, que é uma escola grande e que a intervenção vai demorar duas, três semanas, mas a empresa já está lá a trabalhar", referiu, citado pela Lusa, acrescentando o caso do Agrupamento Vieira de Leiria, na Marinha Grande, cuja cobertura foi "totalmente arrancada" mas "à partida" estará reposta na terça-feira.
O ministro disse que os municípios têm procurado locais alternativos, como bibliotecas, para que as aulas possam funcionar.
Em causa escolas sobretudo em Leiria, Pombal e Marinha Grande, mas também de outros concelhos vizinhos, que sofreram danos consideráveis essencialmente com a depressão Kristin, mas algumas também foram atingidas pelas cheias do último fim de semana.
"Temos também feito um seguimento escola a escola com o abastecimento elétrico, que é um dos casos mais problemáticos", disse ainda Fernando Alexandre, garantindo que, nos casos de Leira, Pombal e Marinha Grande, hoje está já garantido o acesso à energia em todas as escolas, "seja com a energia da rede, seja através de geradores".
O governante admitiu que, para já, não há um problema de recuperação de aprendizagens, porque "não há muitos dias perdidos", até porque muitas das escolas estavam em pausas letivas.
"Neste contexto, aquilo que é fundamental é garantir que os alunos voltam à escola, e isso está a ser feito. E depois, obviamente, a partir do momento em que retomamos a normalidade, se verá a necessidade de haver aulas suplementares, de haver reposição de aulas e tudo isso para garantir que, obviamente, os alunos, sobretudo aqueles que vão ser avaliados no ensino secundário, não são prejudicados por esta situação", acrescentou.
O governante afastou a hipótese de ensino online, até porque, como frisou, não haveria condições para isso.
"Eu tenho dificuldade em falar com alguns diretores, eu com uma diretora só consigo falar quando ela vai para cima do telhado, quase, para termos a ideia do que é que estamos a falar", observou.
E-Redes investiga acidente de trabalho mortal em Leiria
Aviso laranja a partir de terça-feira: chuva forte sobretudo na zona do Minho e do Porto
As autoridades pedem "particular atenção para estes rios que estão mais para norte", devido à previsão de precipitação para "estas bacias" que é "bastante elevada".
"A noite passada foi tranquila, relativamente ao nível de ocorrências", afirmou o responsável, tendo sido registadas apenas 54 ocorrências.
Moradores pedem ajuda para salvar bens e conter derrocada em Mafra
Valença realojou 34 moradores devido ao risco de cheia do rio Minho
Figueiró dos Vinhos apela ao uso responsável da energia no concelho
Benavente pede ao Governo isenção temporária de portagens na A13 e A10
Freguesia de Valada ainda isolada
Freguesia de Ereira continua isolada
Ministro da Agricultura fala em prejuízos de pelo menos 750 milhões de euros
Distrito de Aveiro com 26 vias interditas ou condicionadas
Autoridades de prevenção na aldeia da Ereira, em Montemor-o-Velho
População de Castanheira de Pêra pode pedir apoio à autarquia local
Homem morre eletrocutado durante reparações na rede elétrica em Leiria
56 mil clientes da E-Redes continuam sem energia
Destes, a maioria, 38 mil, em Leiria, seguindo-se mais oito mil em Santarém, dois mil em Coimbra e outros dois mil em Castelo Branco.
Retomada a ligação ferroviária Formoselha-Coimbra
Retomada a normalidade em Alcácer do Sal
Reabriu maior parte das escolas da Marinha Grande
Um terço das casas e das famílias da Marinha Grande continua sem eletricidade, assim como muitas infraestruturas públicas
Proteção Civil indica ligeira melhoria nas zonas inundadas
Situação preocupante no norte do país
Estradas cortadas e danificadas em Arruda dos Vinhos
Chuva continua e vai ser mais forte amanhã a norte
A depressão Marta já passou, mas a chuva ainda não. Há aviso amarelo da meteorologia para Viana do Castelo, Braga, Porto, Aveiro, Coimbra, Leiria e Lisboa.
O vento vai soprar com menos intensidade, mas há um agravamento da agitação marítima.
Estradas ainda cortadas
Em santarém, a estrada nacional 365 continua submersa. A estrada que faz a ligação entre a ponte de Reguengo e Valada no Cartaxo continua interdita.
Retomada circulação na linha ferroviária da Beira Baixa
A circulação ferroviária na Linha da Beira Baixa, entre o Entroncamento e Castelo Branco, que estava suspensa devido ao mau, da última semana de janeiro, foi retomada, informou hoje a CP - Comboios de Portugal pelas 06:00.
Numa informação enviada à Lusa, a CP indica que devido a diversas ocorrências provocadas pelo mau tempo, desde 28 de janeiro, continua suspensa a circulação na Linha do Douro, entre Régua e Pocinho, a Linha do Oeste e Urbanos de Coimbra.
Mantém-se com constrangimentos a Linha do Norte, estando a ser efetuados os serviços de longo curso de forma parcial e serviços regionais entre Entroncamento e Soure e entre Tomar e Lisboa.
Na Linha da Beira Alta, o serviço intercidades entre Coimbra e Guarda realiza-se com recurso a material circulante diferente do habitual.
O Comboio Internacional Celta continua com circulação suspensa determinada pelo operador espanhol, sem previsão de retoma.
Na Linha de Cascais, os comboios circulam com alterações nos horários.
Catorze pessoas morreram em Portugal desde 28 de janeiro na sequência da passagem das depressões Kristin, Leonardo e Marta, que provocaram também muitas centenas de feridos e desalojados.
A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, o fecho de estradas, escolas e serviços de transporte, e o corte de energia, água e comunicações, inundações e cheias são as principais consequências materiais do temporal.
As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo são as mais afetadas.
O Governo prolongou a situação de calamidade até dia 15 para 68 concelhos e anunciou medidas de apoio até 2,5 mil milhões de euros.
68 concelhos ainda em situação de calamidade. Estado do tempo piora amanhã
O Governo prolongou a situação de calamidade até dia 15. Onze distritos do continente e as ilhas do grupo central dos Açores estão hoje sob aviso amarelo, o menos grave, por precipitação persistente e ocasionalmente forte, indica o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA). Apesar de uma ligeira acalmia no dia de hoje, o tempo piora de novo amanhã.
Segundo as previsões atualizadas do IPMA, na terça-feira os distritos de Viana do Castelo, Braga, Vila Real, Porto, Aveiro e Viseu terão avisos laranja de precipitação forte, o segundo mais grave, com os distritos de Bragança, Guarda, Castelo Branco, Coimbra e Leiria com aviso amarelo.
Ainda se sentem os efeitos da depressão Marta, com um quadro de precipitação no litoral, mais intensa nas regiões Centro e Sul, e com neve nos pontos mais altos da serra da Estrela.
Mário Silvestre alertou ainda para um agravamento das condições meteorológicas na terça-feira na região Norte, sobretudo na zona do Minho e do Porto.
O risco significativo de inundações, sublinhou, mantém-se nos rios Mondego, Tejo, Sorraia e Sado, enquanto os rios Vouga, Águeda, Lima, Cávado, Ave, Douro, Tâmega, Lis e Guadiana continuam sob risco de cheia.
O plano especial de emergência para a Bacia do Tejo mantém-se no nível vermelho, o mais elevado.
Arruda dos Vinhos pede estado de calamidade
Arruda dos Vinhos e Alcácer do Sal são as zonas mais afetadas pela fúria da tempestade
Foto: Filipa Venâncio - RTP
Entretanto, em Alcácer do Sal, a subida das águas voltou a ditar um cenário de emergência, com a cidade a acordar inundada pelo segundo dia consecutivo.
Onze mil desalojados em Espanha e milhões de euros em prejuízos
As tempestades também têm estado a atingir a Espanha. O Governo de Pedro Sánchez vai declarar a Andaluzia uma "zona gravemente afetada por emergência civil" depois da passagem das tempestades Leonardo e Marta.
As autoridades receiam ainda a subida das águas do rio Guadalquivir que está a ameaçar várias localidades.
Os prejuízos das tempestades na Andaluzia são muito elevados, há centenas de casas debaixo de água, estradas destruídas e muitas colheitas perdidas.
Proteção Civil alerta para chuva intensa nos próximos dias, aumento dos caudais e deslizamento de terras. O risco "mantém-se"
A Proteção Civil continua em alerta devido a um possível "aumento dos caudais". No habitual briefing Mário Silvestre, comandante nacional da Proteção Civil explicou que nas próximas horas mantém-se a instabilidade, com a previsão de chuva intensa para os próximos dias.
"Continuamos a apelar porque todo o cuidado é pouco nestas situações e, sobretudo, para as pessoas que vivem nas zonas ribeirinhas, que tomem todas as precauções necessárias para a eventual subida das águas", referiu o comandante nacional da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC), Mário Silvestre.
No 'briefing' das 19:00 sobre o ponto de situação na prevenção e apoio às zonas e populações afetadas pelo mau tempo, na sede da ANEPC, em Carnaxide, Oeiras (distrito de Lisboa), Mário Silvestre referiu que ainda se sentem os efeitos da depressão Marta, com um quadro de precipitação no litoral, mais intensa na regiões Centro e Sul, e com neve nos pontos mais altos da serra da Estrela.
Mário Silvestre alertou ainda para um agravamento das condições meteorológicas na terça-feira na região Norte, sobretudo na zona do Minho e do Porto.
O risco significativo de inundações, sublinhou, mantém-se nos rios Mondego, Tejo, Sorraia e Sado, enquanto os rios Vouga, Águeda, Lima, Cávado, Ave, Douro, Tâmega, Lis e Guadiana continuam sob risco de cheia.
Até às 18:00 de hoje, na sequência das depressões meteorológicas desde o final de janeiro, foram ativados nove planos distritais e 117 planos municipais e emitidas 19 declarações de situação de alerta. O plano especial de emergência para a Bacia do Tejo mantém-se no nível vermelho, o mais elevado.
O comandante sublinhou que a precipitação é o principal fator a espoletar as cedências do terreno e alertou para que a população redobre os cuidados, como não atravessar estradas inundadas, manter-se em locais elevados, desligar eletricidade e gás, proteger equipamentos elétricos e medicamentos, e manter crianças e animais em segurança.
Também devem ser reportadas fissuras no solo, quedas de árvores ou deslizamentos e não se aproximar de cabos elétricos caídos, que podem ainda estar em carga.