"As regras quando são incumpridas têm de ter consequências"
"Vale a pena dizer que muitas vezes na politica de emigração, como em outras politicas, se esquece que os comportamentos, os movimentos, precisam de ter regras e as regras quando são incumpridas têm de ter consequências", afirmou Leitão Amaro, ao falar numa cerimónia que contou também com a presença do ministro da Administração Interna, Luís Neves.Nenhum dos ministros falou à margem do evento ou respondeu a perguntas dos jornalistas.
Localizada na Rua Barão de Forrester, no centro do Porto, foi inaugurada esta segunda-feira a nova ala modular do Centro de Instalação Temporária da Unidade Habitacional de Santo António, instalações vizinhas de vários prédios habitacionais.
No início da intervenção de Luís Neves, ouviu-se a palavra "palhaço".
Comissão de honra pede intervenção de Seguro
Um grupo de apoiantes de António José Seguro, que integram a sua comissão de honra, reclamou uma tomada de posição pública do Presidente da República sobre a atuação policial em manifestações pela habitação.
Manifestantes voltam a protestar no Porto e em Lisboa
Os protestos estão agendados para a tarde desta segunda-feira na Praça D. João I, no Porto, e no Rossio, em Lisboa.
Manifestantes ouvidos no Juízo de Pequena Criminalidade apoiados por vigília
Lei das manifestações de 1974 é a "lei que está em vigor", alerta Aguiar-Branco entre apelos a entendimentos
IGAI abre processo após intervenções policiais em Lisboa e no Porto na madrugada de domingo
A Inspeção-Geral da Administração Interna (IGAI) abriu um processo na sequência das intervenções policiais que aconteceram na madrugada de domingo, no Rossio, em Lisboa, e na Praça D. João I, no Porto.
Em resposta enviada à Lusa, a IGAI explicou que "na sequência das notícias e imagens divulgadas publicamente, foi determinada a abertura de processo administrativo para apuramento das circunstâncias" das duas intervenções policiais, das quais resultaram feridos.
O objetivo deste processo será a "avaliação dos procedimentos adotados", referiu ainda a IGAI.
Jornal da Tarde | 26 de outubro de 2026A entidade que fiscaliza a atividade das polícias acrescentou que aguarda as informações pedidas à direção nacional da PSP e ao Ministério Público sobre a intervenção policial que aconteceu no dia 15 de outubro e que, além do processo aberto pela IGAI, motivou também a abertura de um inquérito por parte do Ministério Público.
Durante a madrugada de domingo, a PSP dispersou, à bastonada e com recurso a cães, as manifestações pelo direito à habitação em Lisboa e no Porto, após mais de duas horas de tensão e ordens para que as pessoas saíssem e as tendas fossem retiradas.
Os manifestantes não acataram as ordens, invocando o direito constitucional à manifestação.
Segundo a PSP, registaram-se, no total, 33 feridos e 33 detidos por desobediência. Em comunicado, as organizações das acampadas referiam dezenas de feridos.
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Ex-MAI vê "componente política" na ação policial e risco de instrumentalização na PSP
O antigo ministro da Administração Interna Eduardo Cabrita defende na RTP Antena 1 que a PSP não se deve deixar instrumentalizar. Para o ex-governante socialista, o Governo tem contribuído para o clima de violência dos últimos dias em redor dos protestos pela habitação, apontando ainda que, depois da carga policial deste fim de semana, há na decisão de intervir "uma componente que é de decisão política".
Para o antigo ministro, o debate transformou-se numa questão de ordem pública em vez de serem abordados os problemas da habitação. Após a intervenção policial que aconteceu em Lisboa e no Porto na noite de sábado para domingo, que resultou em 31 detidos e 33 feridos, Cabrita considera que é preciso "defender a imagem e o prestígio que a PSP tem".
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Manhã tranquila no Rossio. Tribunal começa a ouvir detidos em Lisboa à tarde
Os detidos, apurou a equipa de reportagem da RTP no Juízo Local de Pequena Criminalidade de Lisboa, só deverão começar a ser ouvidos a partir das 14h00. No Porto, pouco depois das 9h30, o cenário era também de tranquilidade.
A Polícia Municipal manteve uma presença discreta na Praça de D. João I. Para a tarde está prevista mais uma assembleia popular.
Detidos em carga policial presentes a tribunal
- Os 27 detidos na madrugada de domingo em Lisboa são esta segunda-feira presentes a tribunal. São acusados de desobediência. Em comunicado, a Polícia de Segurança Pública alegou ter levado a cabo todas as diligências para que as tendas instaladas na Praça do Rossio fossem retiradas de forma voluntária. Perante a recusa dos manifestantes, a força de segurança afirma que que teve de intervir;
- Os detidos devem começar a ser ouvidos durante a manhã no Campus de Justiça, em Lisboa;
- Os detidos no Porto também vão ser presentes a tribunal. Trata-se de seis pessoas detidas por alegada desobediência que, entretanto, foram libertadas. À porta da esquadra houve uma vigília de manifestantes;
- Os confrontos da madrugada de domingo provocaram vários feridos. Em Lisboa, pelo menos 27 pessoas deram entrada nos hospitais de São José e Santa Maria, entre as quais três agentes das forças de segurança. No Porto, os organizadores da manifestação referem 37 feridos. A PSP afirma que foram seis;
- O ministro da Administração Interna, Luís Neves, veio sublinhar que "ninguém fica satisfeito com feridos", insistindo na ideia de que a polícia atuou como devia;
- No Porto, não houve tendas, mas centenas de pessoas estiveram na Praça de D. João I. Os manifestantes prometem continuar com o protesto e pedem a intervenção do presidente da República, como garante dos direitos previstos na Constituição;
- Em Lisboa, os organizadores do protesto decidiram manter as ações de luta. Não passaram a noite no Rossio, mas marcaram uma vigilia para esta segunda-feira no Campus de Justiça. Para a tarde de terça-feira, está prevista uma concentração frente à Assembleia da República, onde decorrerá o debate na generalidade da proposta de Orçamento do Estado para 2027;
- Figuras da sociedade portuguesa escreveram uma carta aberta a António José Seguro. Pedem ao chefe de Estado que se faça ouvir. Consideram mesmo que o silêncio não acalma a violência e que só a palavra do presidente pode repor a tranquilidade pública e a primazia do respeito pelos direitos cívicos dos cidadãos. Entre os signatários estão nomes como os de Helena Roseta, Pedro Abrunhosa, Pilar del Río, Ricardo Sá Fernandes ou Paulo de Morais;
- A PSP já identificou o homem que terá incentivado um ataque à casa do primeiro-ministro. Foi intercetado na tarde de domingo e interrogado na Divisão de Investigação Criminal da PSP, onde foi constituído arguido. Em causa está a presumível instigação pública à pratica de um crime.
Cargas policiais fizeram recuar manifestantes no Porto e em Lisboa
A madrugada foi violenta em Lisboa e no Porto quando a polícia carregou sobre aqueles que se manifestavam pelo direito à habitação.
Dezenas de manifestantes feridos após cargas da polícia
Em Lisboa, 27 pessoas entraram nos hospitais de São José e Santa Maria. No Porto, os organizadores garantem que há 37 feridos, a PSP assegura que são seis.
Manifestação em Barcelona termina com 128 pessoas detidas
Em Barcelona, 128 pessoas foram detidas depois de uma manifestação não autorizada ter terminado em pilhagens, incêndios e atos de vandalismo.