A principal resposta do governo. "Não mentimos"
Pedro Duarte, o ministro dos assuntos parlamentares, assegura quer o executivo vai cumprir as promessas feitas.
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Mas os partidos à direita não pouparam nas críticas ao executivo. Só o parceiro CDS frisou que o Governo "disse a verdade".
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Sobretudo o PS que pediu o debate de urgência, garantindo que o governo minou a confiança dos portugueses.
Terminou o debate de urgência sobre o alívio do IRS
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Por outro lado, o deputado socialista considera que “o rumo da política fiscal da AD ficou muito claro com o fim desta ilusão”, afirmando que “a política fiscal da AD é a mesmo de sempre da direita: dar mais a quem não precisa”
“O Governo quer descer os impostos às grandes empresas e não vai descer os impostos às famílias”, observa.
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"Não nos enganámos nem enganámos os portugueses", diz Pedro Duarte
“A tática é transformar uma notícia boa numa notícia má”, continua, afirmando que “a notícia boa é que os portugueses terão uma descida no IRS de 1500 milhões de euros”.
“A AD está a cumprir de forma rigorosa aquilo que prometeu na campanha eleitoral. Prometemos um alívio fiscal com sentido de responsabilidade. Nunca falámos de choque fiscal porque respeitamos o equilíbrio orçamental”, esclareceu.
“Prometemos uma redução de 1500 milhões de euros e não nos enganámos no valor, não mentimos, não fizemos de conta. Ou se quiser, senhor deputado André Ventura, prometemos 3000 milhões de euros, se somarmos o IRS Jovem e isenções nos prémios de produtividade”, declarou.
“É cristalino. Não nos enganámos nem enganámos os portugueses”, assegurou.
Respondendo a Mariana Mortágua, Pedro Duarte diz que o Governo “não mentiu aos jornalistas”. “Também não quebramos uma relação de confiança com o país, como disse a deputada Alexandra Leitão”.
“Pelo contrário, ao cumprir o que prometemos, reforçamos a nossa relação de confiança com o país”, acrescentou.
"Como demonstra este primeiro mês, agora que a AD está no Governo os impostos estão a descer. Alguns acharão que é pouco. Para esses eu diria que há uma boa solução: votem favoravelmente esta, mas também as outras descidas de impostos, porque é essas que continuaremos a fazer", concluiu.
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“Essa verdade foi afirmada em quatro momentos diferentes: em agosto e setembro de 2023 quando apresentou o plano de redução das taxas de IRS no valor de 1500 milhões de euros; a seguir em outubro de 2023 depois de conhecida a proposta de orçamento de estado; depois quando se integrou essa proposta no programa eleitoral da AD e finalmente quando se integrou integralmente a proposta do programa eleitoral para o programa de Governo”, explicou.
“O Governo vai precisamente aprovar medida de redução do IRS que foi pela primeira vez apresentada e defendida em agosto/setembro de 2023”, acrescentou. “Se isto não é prova de coerência e de consistência, digam-me o que é”, atirou.
Paulo Núncio disse que a segunda pergunta que se impõe é perceber se esta medida “vai no sentido certo ou no sentido errado”.
“A redução da carga fiscal, em particular do IRS, vai sempre no sentido certo e por isso o Governo deve ser saudado por esta medida”, declarou, argumentando que “é uma medida muito mais abrangente do que aquela que foi apresentada pelo PS”.
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"Se querem desamarrar o socialismo, não podemos governar ao lado deles", diz Ventura
O líder do Chega reitera que era o ministro das Finanças quem devia estar neste debate.
“O PSD tem no seu programa a maior redução fiscal em tempo de crescimento económico. Ora, a maior redução fiscal de que há memória não pode ser uma redução de 170 milhões de IRS”, apontou.
Ventura questiona o Governo sobre quais os planos que tem, efetivamente, para a redução fiscal.
“Temos que nos entender. Não podemos estar a propor descidas que aqueles senhores [socialistas] já fizeram ou concretizaram. Se querem desagravar e desamarrar o socialismo, não podemos governar ao lado deles”, concluiu.
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Livre diz que programa do Governo é "ambíguo e omisso"
Jorge Pinto diz que o Livre continua com dúvidas. “Continuamos sem saber onde é que o Governo pretende usar o excedente orçamental”, afirmou, exigindo saber se o Governo vai ou não apresentar um orçamento retificativo e o que pretende fazer para responder aos problemas dos portugueses.
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Alexandra Leitão volta a acusar Montenegro de “ambiguidade e dissimulação”
Em resposta ao PSD, que desafiou o PS a dizer se Luís Montenegro mentiu, a líder parlamentar afirmou que “o senhor primeiro-ministro disse exatamente o mesmo que disse em campanha eleitoral: com a mesma ambiguidade e dissimulação que faz com que até agora não estejamos esclarecidos”.
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“É capaz de dizer a este parlamento e ao país que o primeiro-ministro disse, aqui, coisa diferente do que disse em campanha eleitoral e que estava escrito na página 35 do programa do Governo apresentada a esta Câmara?”, questionou.
“É ou não verdade que o Governo se comprometeu e vai apresentar na próxima sexta-feira em conselho de ministros uma redução de impostos sobre a classe média”, acrescentou.
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PS acusa Governo de "embuste" e diz que "já perdeu a credibilidade"
“Ainda agora tomaram posse e já se furtam a dar explicações ao Parlamento e aos portugueses”, afirmou.
"É um Governo que ora se veste de arrogância, quando diz que 'os outros estão todos errados, nós é que estamos certos', ora se veste de vítima para mascarar a sua própria incompetência para governar", disse Alexandra Leitão, afirmando que este Governo “já perdeu a credibilidade e minou a sua relação de confiança com os portugueses”.
“Sobre a promessa do maior alivio fiscal para os trabalhadores, ficamos a saber que dos 1500 milhões que constavam do programa eleitoral da AD, 1300 mil milhões já resultam do orçamento de estado para 2024 do governo do PS. Aliás, com o voto contra da bancada do PSD”, observou.
“A grande medida de alívio fiscal é afinal de apenas 200 milhões”, disse a líder parlamentar da bancada socialista, acrescentando que “o Governo da AD limita-se a apresentar um mero ajuste, seis vezes inferior ao que já tinha sido implementado pelo executivo anterior”
“Feitas as contas, 88% da medida do PSD é do PS e já estava concretizada", asseverou.
“O aproveitamento propositado de uma ambiguidade voluntária é um embuste”, disse, acusando o Governo de Luís Montenegro de ter dado “uma machadada na credibilidade dos políticos e na confiança na democracia”.
Alívio fiscal em debate. PS diz que Miranda Sarmento começa mal e deve explicações
O debate de urgência sobre o anúncio de redução da carga fiscal - ponto de partida para a primeira grande polémica a envolver o Executivo Montenegro - teve lugar na tarde desta quarta-feira a pedido dos socialistas.
Foto: Partido Socialista
Ao contrário do que foi solicitado pelo PS, não foi o ministro das Finanças a marcar presença neste debate de urgência, mas sim o ministro dos Assuntos Parlamentares.
Ouvido pela Antena 1, o deputado socialista Carlos Pereira diz que Miranda Sarmento está a começar mal o mandato e que deve explicações.
Carlos Pereira sublinha ainda que, mais do que esclarecimentos sobre as mudanças no imposto, o PS quer ainda questionar o Governo sobre o que diz ser um modo de atuação que merece críticas.
Na sequência da polémica, o ministro das Finanças disse à RTP que os 1.500 milhões de euros, anunciados por Luís Montenegro, não se iriam somar aos cerca de 1.300 milhões de redução de IRS já inscritos no Orçamento do Estado para este ano.