Política
Orçamento 2011
Assis pede "sangue frio" após ruptura com o PSD
O impacto do fracasso nas negociações orçamentais entre o Governo e o PSD atravessou esta quarta-feira o espectro político do país. Entre a esquerda parlamentar, a notícia da ruptura entre as delegações lideradas por Eduardo Catroga e Teixeira dos Santos é encarada como a abertura de um espaço para “políticas alternativas”. Pelo PS, Francisco Assis deixou um apelo para que se evite “fechar por completo as portas” a um entendimento.
Consumada a quebra do diálogo entre socialistas e sociais-democratas, o líder parlamentar do PS representou a Comissão Política do partido numa reunião com o ministro das Finanças, Fernando Teixeira dos Santos. Mais tarde, enquanto Pedro Passos Coelho reunia a Comissão Política do PSD para decidir o que fazer perante a ruptura, Francisco Assis dirigiu-se aos jornalistas para deixar um aviso contra “precipitações”. E pedir “sangue frio”.
“Todos devemos fazer um esforço especial para evitarmos fechar por completo as portas a qualquer entendimento no momento da votação final do Orçamento do Estado. O Orçamento só vai ser discutido e votado na Assembleia da República na próxima semana e teremos então a oportunidade de confrontar os diferentes pontos de vista”, temperou o dirigente socialista, para quem “a preocupação cimeira é justamente a de que se continue a manter abertas as hipóteses que possam conduzir à aprovação do Orçamento do Estado”.
“Tenho plena certeza de que este é um momento muito importante para a vida do país. A não aprovação do Orçamento do Estado poderá provocar uma gravíssima crise financeira, com gravíssimas consequências económicas e sociais, além de originar uma inevitável crise política”, insistiu Assis.
PSD “fez um esforço sério”
Se Francisco Assis lamenta o desfecho dos cinco dias de negociações, o líder parlamentar do PSD, Miguel Macedo, garante que o partido de Pedro Passos Coelho “pode, com inteira verdade, dizer aos portugueses que fez um esforço sério” para viabilizar o Orçamento do Estado.
“Foi um esforço credível para tentar encontrar uma plataforma de entendimento com base num Orçamento que é mau”, declarava Miguel Macedo na Assembleia da República, a poucas horas da reunião da Comissão Política do PSD.
“O PSD vai fazer aquilo que lhe compete, que é reunir os órgãos próprios do partido hoje mesmo, apreciar a situação resultante daquilo que já é público e depois, evidentemente, vai tomar uma posição”, resumia ao início da tarde o dirigente social-democrata.
“Um mau Orçamento”
À direita, o sentido de voto do CDS-PP esteve esta quarta-feira em agenda numa reunião do Conselho Nacional do partido. No passado fim-de-semana, o líder dos democratas-cristãos afirmou compreender que houvesse vozes internas “e até de fora” a defender a abstenção do seu partido. Contudo, optou, “em coerência”, pelo voto contra como “um não de direita”. O deputado Telmo Correia considera agora que existe "uma discrepância" entre a "vozearia" e a realidade, num comentário ao fim das negociações entre Governo e PSD. E reafirma o voto contra do CDS-PP.
Nos antípodas da geografia parlamentar, o deputado do Bloco de Esquerda João Semedo disse ver na ruptura das negociações um dado que “valoriza a necessidade de encontrar propostas alternativas”. Até porque a proposta do Governo constitui “um mau Orçamento” e “não seriam estas negociações que transformariam um mau Orçamento num bom Orçamento”.
“O fracasso destas negociações significa que é preciso dar respostas alternativas à situação dos portugueses e do país, como aquelas que nós apresentámos e vamos agora batermo-nos por elas no debate orçamental”, frisou o deputado bloquista.
Pelo PCP, Bernardino Soares leu o termo das negociações como um indicador de “pequenas divergências no meio de uma grande convergência”. O processo conduzido por Teixeira dos Santos e Eduardo Catroga, considerou o líder do grupo parlamentar comunista, “denunciou bem que há pequenas divergências no meio de uma grande convergência porque, se apareceram pequenas notas de dissonância em relação a esta ou aquela medida, na verdade em relação ao fundamental das medidas do Orçamento do Estado não apareceu nenhuma divergência”.
A opinião do PCP é partilhada pelo Partido Ecologista “Os Verdes” (PEV), que considera “lamentável” a “novela a que o PS e o PSD têm sujeitado o país nos últimos tempos”. “O cenário que teria sido preferível para o país é que todos os partidos da Oposição tivessem dito, desde o início, que não aceitariam este horrível Orçamento do Estado”, reagiram em comunicado os parceiros dos comunistas na CDU.
“Todos devemos fazer um esforço especial para evitarmos fechar por completo as portas a qualquer entendimento no momento da votação final do Orçamento do Estado. O Orçamento só vai ser discutido e votado na Assembleia da República na próxima semana e teremos então a oportunidade de confrontar os diferentes pontos de vista”, temperou o dirigente socialista, para quem “a preocupação cimeira é justamente a de que se continue a manter abertas as hipóteses que possam conduzir à aprovação do Orçamento do Estado”.
“Tenho plena certeza de que este é um momento muito importante para a vida do país. A não aprovação do Orçamento do Estado poderá provocar uma gravíssima crise financeira, com gravíssimas consequências económicas e sociais, além de originar uma inevitável crise política”, insistiu Assis.
PSD “fez um esforço sério”
Se Francisco Assis lamenta o desfecho dos cinco dias de negociações, o líder parlamentar do PSD, Miguel Macedo, garante que o partido de Pedro Passos Coelho “pode, com inteira verdade, dizer aos portugueses que fez um esforço sério” para viabilizar o Orçamento do Estado.
“Foi um esforço credível para tentar encontrar uma plataforma de entendimento com base num Orçamento que é mau”, declarava Miguel Macedo na Assembleia da República, a poucas horas da reunião da Comissão Política do PSD.
“O PSD vai fazer aquilo que lhe compete, que é reunir os órgãos próprios do partido hoje mesmo, apreciar a situação resultante daquilo que já é público e depois, evidentemente, vai tomar uma posição”, resumia ao início da tarde o dirigente social-democrata.
“Um mau Orçamento”
À direita, o sentido de voto do CDS-PP esteve esta quarta-feira em agenda numa reunião do Conselho Nacional do partido. No passado fim-de-semana, o líder dos democratas-cristãos afirmou compreender que houvesse vozes internas “e até de fora” a defender a abstenção do seu partido. Contudo, optou, “em coerência”, pelo voto contra como “um não de direita”. O deputado Telmo Correia considera agora que existe "uma discrepância" entre a "vozearia" e a realidade, num comentário ao fim das negociações entre Governo e PSD. E reafirma o voto contra do CDS-PP.
Nos antípodas da geografia parlamentar, o deputado do Bloco de Esquerda João Semedo disse ver na ruptura das negociações um dado que “valoriza a necessidade de encontrar propostas alternativas”. Até porque a proposta do Governo constitui “um mau Orçamento” e “não seriam estas negociações que transformariam um mau Orçamento num bom Orçamento”.
“O fracasso destas negociações significa que é preciso dar respostas alternativas à situação dos portugueses e do país, como aquelas que nós apresentámos e vamos agora batermo-nos por elas no debate orçamental”, frisou o deputado bloquista.
Pelo PCP, Bernardino Soares leu o termo das negociações como um indicador de “pequenas divergências no meio de uma grande convergência”. O processo conduzido por Teixeira dos Santos e Eduardo Catroga, considerou o líder do grupo parlamentar comunista, “denunciou bem que há pequenas divergências no meio de uma grande convergência porque, se apareceram pequenas notas de dissonância em relação a esta ou aquela medida, na verdade em relação ao fundamental das medidas do Orçamento do Estado não apareceu nenhuma divergência”.
A opinião do PCP é partilhada pelo Partido Ecologista “Os Verdes” (PEV), que considera “lamentável” a “novela a que o PS e o PSD têm sujeitado o país nos últimos tempos”. “O cenário que teria sido preferível para o país é que todos os partidos da Oposição tivessem dito, desde o início, que não aceitariam este horrível Orçamento do Estado”, reagiram em comunicado os parceiros dos comunistas na CDU.