Autárquicas 2021. Castelo Branco

por RTP
Foto: António José - Lusa | Grafismo: RTP

Conheça os candidatos, os números do concelho e os resultados das últimas eleições autárquicas de 2017.

Na contagem decrescente para as Eleições Autárquicas, que terão lugar no final do mês de setembro, a RTP realiza um ciclo de 22 debates. Reveja aqui o debate de Castelo Branco na íntegra.
Candidatos à Presidência da Câmara
Felicidade Alves é a candidata à Câmara Municipal pela CDU. Tem 70 anos e é professora aposentada. Durante a década de 1990 representou a CDU na Assembleia de Freguesia de Castelo Branco durante três mandatos. A candidata pertence à Comissão de Reformados de Castelo Branco da USCB, integra a Comissão para a Igualdade de Castelo Branco da USCB e pertence à Comissão Concelhia de Castelo Branco do PCP.

O PSD apresenta João Belém. É natural de Portalegre, mas vive em Castelo Branco há mais de 40 anos. Tem 67 anos e é professor jubilado. Foi deputado da Assembleia da República no decurso da V Legislatura e integrou durante anos a Comissão Política Distrital do PSD de Castelo Branco.

O candidato do PS é Leopoldo Rodrigues, atual presidente da Junta de Freguesia de Castelo Branco. Tem 57 anos e é natural de Castelo Branco. É licenciado em História, professor e atualmente diretor da Delegação do Instituto do Emprego e Formação Profissional (IEFP) de Castelo Branco.

Luís Correia, de 57 anos, é candidato pelo "Sempre - Movimento Independente”. Em 2013 e 2017 foi candidato pelo PS à Câmara Municipal de Castelo Branco e venceu as duas eleições com maioria absoluta. Em 2020, após decisão do Tribunal Constitucional, Luís Correia perdeu o mandato autárquico depois de ter sido alvo de três decisões condenatórias. Em causa esteve a assinatura de contratos com uma empresa detida pelo seu pai enquanto presidente da Câmara, uma violação da lei de incompatibilidades (processo administrativo).

Em fevereiro deste ano foi absolvido do crime de prevaricação (processo crime) na primeira instância e aguarda decisão do recurso apresentado pelo Ministério Público.

Luís Correia concorre como independente depois da direção do PS ter decidido não o apoiar devido ao processo judicial de que foi alvo na sequência do exercício do mandato como autarca.

O Bloco de Esquerda apresenta Margarida Paredes. A antropóloga e escritora, de 68 anos, é licenciada em Estudos Africanos pela Faculdade de Letras de Lisboa e doutorada em Antropologia pelo ISCTE. Foi professora e investigadora e integra o “Livre” desde 2015. É natural de Coimbra e fixou-se em Castelo Branco há dois anos. Margarida Paredes foi candidata pelo Livre às legislativas de 2019. Regressou nessa altura a Portugal depois de ter vivido no estrangeiro.

Rui Amaro Alves
é candidato em nome do movimento independente “Castelo Branco Merece Mais” (MPT). Tem 37 anos e é natural do Violeiro, em São Vicente da Beira. O candidato é professor no Instituto Politécnico de Castelo Branco e especialista em planeamento regional e urbano. Foi diretor-geral do Ordenamento do Território e vice-presidente do Instituto Geográfico Português.

O Chega concorre com Rui Paulo Sousa.
O empresário agrícola de 53 anos, licenciado em Gestão, é natural da cidade de Castelo Branco. A sua primeira experiência política foi como militante do Aliança, tendo sido cabeça de lista às legislativas em 2019 pelo distrito de Santarém. Nesse mesmo ano tornou-se militante do Chega. É coordenador da Comissão de Ética do partido e mandatário financeiro nacional para as eleições autárquicas de 2021. Rui Paulo Sousa foi diretor de campanha de André Ventura nas presidenciais.
Castelo Branco em númerosPopulação: 52 272 (- 6,8% em relação a 2011)
Número de eleitores: 48 392
Desemprego: 4,9%
Setor com mais trabalhadores: Comércio (20%)
Rendimento médio mensal: 995€

Notas metodológicas:
A RTP reuniu os dados de cada concelho capital de distrito no que diz respeito à população residente, rendimento médio mensal, setores dominantes na economia e taxa de desemprego. Para além destes concelhos, damos destaque a outros quatro concelhos por decisão editorial. São eles: Almada, Amadora, Figueira da Foz e Odemira.
Nos casos de Odemira, Faro e Lisboa, por terem um número elevado de estrangeiros residentes, incluímos também a percentagem de cidadãos estrangeiros no total da população.
A nível da população, conta o número absoluto de pessoas apurado no Censos 2021 e a variação percentual em relação ao Censos anterior (2011). Já o número de eleitores diz respeito a junho de 2021, conforme consta em Diário da República n.º116/2021, Série de 2021-06-17.
Quanto ao rendimento médio mensal, contabiliza-se o valor em euros do rendimento dos trabalhadores por conta de outrem em 2019. Para efeitos de comparação, a média nacional era de 1.206€, mas apenas seis concelhos analisados igualam ou estão acima desse valor.
Em relação ao setor com mais trabalhadores, é apresentado nesta infografia o que obteve a percentagem mais elevada de respostas por concelho, ou seja, aquele que em cada concelho emprega mais pessoas. Os dados são relativos a 2019, mas refletem a tendência dos últimos anos.
Contamos ainda com os dados do desemprego, com a percentagem de desempregados inscritos no IEFP em 2020. Para comparação, a percentagem nacional foi de 5,8 por cento.
Por fim, lembramos também os resultados de há quatro anos, nas Eleições Autárquicas de 1 de outubro de 2017.
Fontes: INE, PORDATA, IEFP, Secretaria-Geral da Administração Interna
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