BE pede coragem para instituir a saúde como um direito e não como um negócio

| Política

O BE defendeu hoje, quando se discute uma nova Lei de Bases da Saúde no parlamento, que este é o momento para "ter coragem" e "instituir a saúde como um direito" e não como um negócio.

Na abertura do debate potestativo do BE sobre a nova Lei de Bases da Saúde, o deputado bloquista Moisés Ferreira considerou que apesar dos "ganhos inquestionáveis" que trouxe ao país o Serviço Nacional de Saúde (SNS), este "teve sempre os seus inimigos", voltando-se para PSD e CDS, que votaram contra a sua criação e aprovaram, em 1990, uma Lei de Bases que "foi um ajuste de contas com o 25 de Abril".

"O Bloco de Esquerda lança o repto: este é o momento para ter coragem. É tempo de instituir a Saúde como um direito e fechar a porta aos que querem fazer da saúde um negócio", apelou.

De acordo com Moisés Ferreira, "enquanto a saúde for um negócio" e "enquanto o que estiver no centro da política de saúde for o interesse de meia dúzia de grupos que parasitam o orçamento público, os utentes ficarão sempre prejudicados".

Segundo o deputado do BE, "não vale a pena puxar do argumento estafado de que não há dinheiro".

"Se não falta dinheiro para acorrer a bancos ou para sustentar o negócio dos grupos económicos na saúde, então, por maioria de razão, não poderá faltar dinheiro para construir um SNS que garanta todos os cuidados de saúde a todas as pessoas", defendeu.

 

 

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