CDS em congresso para reeleger Nuno Melo como presidente do partido
Arrancou este sábado o congresso do CDS, onde Nuno Melo, enquanto candidato único, será reeleito presidente. Vão também ser escolhidos os novos órgãos. Os centristas comemoram ainda os 50 anos da fundação do partido, fruto da Revolução do 25 de Abril.
Foto: Paulo Novais - Lusa
Nuno Melo considera que "se o CDS tivesse ido a votos sozinho", os resultados do partido seriam melhores do que em 2022
O presidente do CDS destaca a coligação da AD como um acordo “quase patriótico” que fez com que “o PS e PS e as esquerdas fossem derrotados”.
“O CDS acrescentou muito a esta coligação”, afirmou.
Sobre as declarações de Pedro Passos Coelho, que revelou que a Troika considerava que Paulo Portas não era de confiança, Nuno Melo disse não estar interessado “em discutir questões de 2014”.
“Aquilo que se conseguiu nesse governo foi patriótico e Portugal deve ao PSD e ao CDS o fim de um ciclo de intervenção externa da Troika e a devolução da sanidade às contas públicas”, destacou.
Nuno Melo promete manter partido no Parlamento
Nuno Melo garante que "o CDS não foi muleta nem o PSD foi barriga de aluguer nas últimas legislativas. Na abertura do 31º congresso do partido, o líder dos centristas afirmou que o CDS foi determinante para a vitória da AD nas últimas eleições.
Cecília Meireles elogia trabalho "notável" de Nuno Melo
Cecília Meireles, ex-deputada, atualmente afastada da política ativa, deixa elogios ao atual líder do CDS por ter conseguido que o partido regressasse ao Parlamento.
Para Cecília Meireles, a "grande mais valia" do partido é a sua capacidade de juntar pessoas que pensam algumas questões de forma diferente.
A ex-deputada aproveitou ainda para lembrar outras causas que considera prioritárias, como o acesso aos cuidados de saúde.
Manuel Monteiro alerta para a necessidade de uma "voz própria" do CDS
Em entrevista à RTP, o ex-presidente do CDS-PP considera que o Governo não se pode esquecer que tem dois partidos. Um receio perante os anos em que os centristas tiveram uma força política mais "débil".
Sobre as palavras de Paulo Núncio sobre o aborto durante a campanha, Manuel Monteiro considera que o CDS deve poder ter as suas próprias iniciativas sem colocar em causa a colaboração com o PSD.
Para o ex-presidente do CDS, é "desejável" que os valores da direita sejam defendidos "por quem acredita na democracia". Questionado sobre a nova declaração de princípios que prevê "respeitar as orientações pessoais de cada um", Manuel Monteiro diz ter "o maior respeito pelas orientações sexuais de cada um".
"Um homem que entende ser, na sua liberdade, homossexual, continua a ser um homem. Uma mulher que, na sua liberdade, entende ser homossexual, continua a ser uma mulher", afirmou.
E acrescentou: "Todas as pessoas, homossexuais, heterossexuais, têm que ter a mesma dignidade perante a lei, mas não podemos considerar que é tudo igual. A diferença das pessoas também tem de ser respeitada".
Ainda dentro do mesmo tema, admite não concordar com o uso da expressão "casamento" nas uniões entre casais do mesmo sexo e refere que "a legislação portuguesa não permite a poligamia".
"Há limites à liberdade individual e ainda bem", acrescenta.
Questionado sobre as palavras de Pedro Passos Coelho e uma aproximação ao Chega, Manuel Monteiro afirma que André Ventura não é de direita. Apesar de ser um "excelente comunicador", o líder do Chega "dirá em cada momento aquilo que é agradável às pessoas".
No entanto, defende Manuel Monteiro, os eleitores do partido que André Ventura representa "não podem ser ignorados".
Em concreto sobre o CDS, o ex-presidente do CDS reconhece que o partido já estava em declínio eleitoral antes da liderança de Francisco Rodrigues dos Santos.
Pedro Mota Soares: "A notícia da morte do CDS foi manifestamente uma mentira"
O antigo ministro destaca que o CDS é um partido "aberto" a todos, conservadores ou mais liberais. Pedro Mota Soares considera que o partido foi fundamental na construção da democracia portuguesa.
Paulo Núncio: "A defesa da vida continua a ser uma causa do CDS"
Em entrevista à RTP, o líder parlamentar do CDS comentou as palavras de Manuel Monteiro, que afirmou no seu discurso perante o Congresso que o CDS "não tem de pedir desculpas" por ser contra o aborto. Paulo Núncio assinala que "a defesa da vida, desde o início da conceção até à fase final, continua a ser uma causa do CDS".
Sobre o acordo de coligação com o PSD, Paulo Núncio recusa que haja "linhas vermelhas" em determinados valores. "São matérias de consciência, não fazem parte do programa de Governo", salienta.
O centrista ressalva que cada partido mantém a sua independência e os seus valores.
Destacando que PSD e CDS são "partidos diferentes", Paulo Núncio assinala que o CDS "sempre foi um partido aberto a conservadores e liberais.
Telmo Correia destaca que CDS foi partido "decisivo" nas eleições
Em entrevista à RTP, o histórico centrista considera que o CDS foi decisivo nas eleições legislativas para a mudança de ciclo político em Portugal, com o Governo de Luís Montenegro.
Enquanto secretário de Estado da Administração Interna, refere que preencheu o questionário entregue a todos os membros do Governo.
CDS não foi "muleta do PSD nem PSD barriga de aluguer"
Durante a manhã e antes do início dos trabalhos do congresso do CDS, vários notáveis do partido sublinharam a especificidade do partido.
Nuno Melo: "Nestas eleições, o CDS não foi muleta e o PSD não foi barriga de aluguer"
"Nestas eleições, o CDS não foi muleta e o PSD não foi barriga de aluguer", vinca o líder dos centristas. Nuno Melo considera que ambos os partidos foram essenciais para "a derrota das esquerdas" e o fim de um ciclo político.
Neste novo contexto, o CDS irá contribuir com a sua "singularidade", um partido que "não é o PSD".
Ideia do IVA Zero foi "copiada" pelo PS, acusa Nuno Melo
O líder do partido agradeceu ainda aos que suportaram o tempo de ausência da Assembleia da República e não desistiram do partido.
Numa crítica direta ao último governo, Nuno Melo acusa o PS de ter roubado a ideia do IVA Zero ao CDS. "Não nos importamos nada que as ideias, quando boas, sejam copiadas por quem seja", acrescentou.
Nuno Melo: "A democracia também deve muito ao CDS"
"Cercados em reuniões, em congressos, por forças extremistas" e correndo muitas vezes "risco de vida", assinala. "A democracia também deve muito ao CDS", vinca o presidente do partido.
Numa homenagem aos líderes do partido e ao trabalho autárquico, Nuno Melo reconhece que a ausência do Parlamento durante dois anos foi um ciclo "obviamente difícil". No entanto, salienta que o CDS não vive de "fogachos parlamentares" e que resistiu sempre.
"O CDS voltou a ser determinante oito anos depois de maus governos de esquerdas", vinca Nuno Melo.
Nuno Melo começa a discursar
Nuno Melo chega ao congresso. CDS tem de "atualizar a mensagem" e "chamar pessoas"
O "CDS não foi muleta do PSD nem PSD foi barriga de alugeuer do CDS", defendeu.
Nuno Melo reconheceu contudo que há muito a fazer, tendo por isso dado o título "Tempo de Crescer" à sua moção, a única apresentada a votos.
O CDS tem de "atualizar a mensagem" e "chamar pessoas", afirmou.
Paulo Núncio. "Já não estamos em 2013, estamos em 2024"
Trabalhos atrasados
Os congressistas estão a chegar ao Pavilhão Cidade de Viseu para esbarrarem em portas fechadas.
João Almeida recusa que CDS seja um partido "fantasma"
31.º Congresso Nacional arranca em Viseu
O congresso irá eleger os novos orgãos do partido e reeleger Nuno Melo enquanto presidente. O ministro da Defesa do atual governo da AD, é o único candidato e irá apresentar uma moção intitulada "tempo de crescer".
Os militantes deverão igualmente sublinhar a especificidade partidária do CDS e rejeitar que o seu regresso ao Parlamento com a recente eleição de dois deputados, após dois anos de ausência, se deva ao auxílio da aliança formada como o Partido Social Democrata.
O início dos trabalhos, que irão decorrer no Pavilhão Cidade de Viseu, está marcado para sábado às 10h00.