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Chega vota contra proposta de Orçamento do Estado para 2026 na votação final global

Chega vota contra proposta de Orçamento do Estado para 2026 na votação final global

O líder parlamentar do Chega anunciou que o partido vai votar contra a proposta do OE2026 na votação final global, depois de já ter votado contra na generalidade.

RTP /
Pedro A. Pina - RTP

O Chega vai votar contra a proposta de Orçamento do Estado na próxima quinta-feira, quando os deputados fizerem a votação final global do documento que continua a ser discutido no Parlamento na fase da especialidade.

O anúncio foi feito esta segunda-feira pelo líder parlamentar do Chega, Pedro Pinto, numa resposta a um deputado do PS.

Durante o debate em plenário das normas avocadas, no terceiro dia de discussão na especialidade do Orçamento do Estado para 2026, Pedro Pinto estabeleceu que a principal diferença entre o Chega e o PS nesta discussão orçamental está na votação da próxima quinta-feira.

"Vou-lhe recordar que, na próxima quinta-feira de manhã, quando os senhores se levantarem para se absterem neste orçamento, nós vamos votar contra. Está aqui a grande diferença. É que nós somos coerentes. Os senhores não são coerentes. Criticam o orçamento, dizem que é a maior carga fiscal de sempre, mas depois, na altura de votar, vão se encostar ao PSD. Demagogia e hipocrisia socialista", acusou.

Pedro Pinto fez o anúncio num pedido de esclarecimento a uma intervenção do deputado socialista Carlos Pereira, que interveio sobre a proposta do PS para converter o fim do desconto no ISP na redução do IVA num conjunto de bens alimentares essenciais - chumbada na sexta-feira e avocada para o plenário desta manhã.

O Chega votou contra na votação na generalidade e André Ventura, depois de ser questionado sobre se esse sentido de voto valia também para a votação final global, indicou que o Chega faz "as coisas passo a passo" e levava a sério o período de negociações com os outros partidos.

A 28 de outubro, na votação na generalidade, o Chega votou contra, ao lado da Iniciativa Liberal, Livre, PCP e Bloco de Esquerda.

O documento foi, no entanto, viabilizado pela abstenção do PS. O PAN e o JPP também se abstiveram.

c/ Lusa

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