Costa conclui que Albuquerque foi voz sincera sobre pensões

por Pedro Valador, Andreia Novo, Rui Castro - RTP

Foto: Estela Silva, Lusa

António Costa diz que a coligação vai fazer cortes na Segurança Social e que não os quer pôr no seu programa. O secretário-geral do PS acredita que a ministra das Finanças foi sincera quando falou em poupar 600 milhões de euros nas pensões e acusa o Governo de falta de coragem para assumir o que vai fazer.

Foi no discurso que fez cair o pano sobre jornadas dedicadas à promoção do emprego, em Braga, que o secretário-geral socialista considerou que a ministra das Finanças falou com "sinceridade", quando estimou serem necessários cortes nas pensões a pagamento.
"Quando na próxima semana nos reunirmos em convenção nacional e aprovarmos um programa de governo, esse é um programa de governo que os portugueses conhecem e é mesmo o que queremos fazer e não teremos nada na manga nem escondido", prometeu António Costa.


"Depois de terem passado uma semana numa tentativa bastante atabalhoada de explicar aquilo que não precisava de nenhuma explicação porque era claríssimo, ao fim de uma semana o que vêm dizer é que desistiram de pôr no programa de governo deles a solução para a Segurança Social porque não têm coragem de escrever preto no branco aquilo que realmente querem fazer na Segurança Social", atirou Costa.

Para o líder do PS, Maria Luís Albuquerque foi a única voz a desvender as verdadeiras intenções do Executivo de coligação: "Ela foi mesmo a única que falou com sinceridade sobre o verdadeiro programa da coligação de direita".

O Governo, acusaria ainda Costa, "procura fazer algo terrível" ao país, nomeadamente "olhar para a questão da sustentabilidade da Segurança Social como sendo uma guerra entre gerações".

"Eu não aceito, nenhum de nós pode aceitar, ser colocado na situação de escolher entre o futuro dos meus filhos e o presente da minha mãe", vincou.