Legislativas na Madeira. O filme da noite eleitoral
A coligação "Somos Madeira" ficou a um mandato da maioria absoluta, com a eleição de 23 deputados. Durante a campanha, o presidente do Governo Regional garantiu que só iria governar com maioria absoluta, mas a hipótese de demissão já foi entretanto descartada.
No discurso de vitória, Miguel Albuquerque indicou que irá anunciar nos próximos dias um "governo de maioria parlamentar". Nesta eventual geringonça insular, PSD e CDS poderão contar com Iniciativa Liberal ou com o PAN. Ambos os partidos asseguraram a eleição de um parlamentar na Assembleia Regional e ambos se mostraram disponíveis a um entendimento com a coligação vencedora.
Quem não estará certamente neste acordo é o Chega, que conseguiu a eleição de quatro deputados neste escrutínio. O partido de André Ventura mostrou-se indisponível para um entendimento. Por seu lado, o líder do PSD Luís Montenegro foi perentório: "Não vamos governar nem a Madeira nem o país com o apoio do Chega".
Destaque ainda para o partido Juntos Pelo Povo, que garantiu a eleição de cinco deputados. A CDU e o Bloco de Esquerda conseguiram, respetivamente, eleger um representante ao parlamento regional.
A taxa de abstenção nesta eleição não bate recordes, mas recupera uma tendência crescente: 46,66 por cento. Em 2019, a abstenção tinha sido de 44,5 por cento. Desde 1976, ano em que se realizaram as primeiras eleições para a Assembleia Legislativa da Madeira, o recorde de abstenção foi registado em 2015, com 50,33%.
"Não será pela IL que a Madeira não terá uma solução de estabilidade"
PAN de "portas abertas" a coligação pós-eleitoral
"As portas estão todas abertas", afirmou Mónica Freitas, eleita como deputada pelo PAN (Pessoas-Animais-Natureza), aludindo à possibilidade de se coligar com o "Somos Madeira", coligação que venceu as eleições mas não conseguiu assegurar a maioria absoluta.
O PAN "terá que pensar a sua decisão, mas para já é essa a mensagem que queremos transmitir", afirmou Mónica Freitas, aos jornalistas no final do discurso com que celebrou a sua eleição e o regresso do partido à Assembleia Legislativa da Madeira.
O Compromisso partido "será sempre com os madeirense e os porto-santenses", garantiu afirmando que seu objetivo é o de "poder defender" as causas que propôs ao eleitorado e garantindo que irá trabalhar no sentido de levar as suas propostas ao Parlamento.
Eleita hoje deputada na Assembleia Legislativa da Madeira Mónica Freitas celebrou, no deu discurso, "o poder do trabalho de equipa, da dedicação incansável e da crença inabalável" no projeto com que se candidatou.
"Obrigada por nos darem uma oportunidade de fazer diferente, por nos fazerem acreditar que é possível fazer política de outra maneira", disse, sublinhado que "esta eleição é de todas as pessoas que se identificam com as causas e que querem vê-las representadas no Parlamento".
Dedicando a eleição a "todas as pessoas que acreditam numa Madeira mais sustentável, justa, inclusiva e em que ninguém fique para trás", prometeu ainda"trabalhar incansavelmente" para garantir que as propostas do PAN "são levadas ao Parlamento", para que "seja dada voz a quem não tem voz", e para que a oportunidade dada ao partido "seja aproveitada até ao fim do mandato".
Esta é a quarta vez que o PAN concorre a eleições legislativas regionais na Madeira.
Nas primeiras eleições em que concorreu, em 2011, alcançou um mandato, mas nas seguintes falhou a conquista de mandatos, recuperando agora com a eleição de Mónica Freitas.
Miguel Albuquerque anuncia para os próximos dias um governo de maioria parlamentar
IL abre porta a Miguel Albuquerque para governar
Luís Montenegro: "Não vamos governar nem a Madeira nem o país com o apoio do Chega"
Foto: Paulo Novais - Lusa
Chega propõe-se "ser a voz do que não têm voz" na Madeira
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JPP assinala melhor resultado de sempre com cinco deputados
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Foto: Homem de Gouveia - Lusa
Questiona ainda se Miguel Albuquerque irá "uma vez na vida cumprir com a sua palavra" e apresentar a demissão ao falhar a maioria absoluta.
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Foto: Homem de Gouveia - Lusa
Coligação PSD/CDS pode falhar a maioria absoluta
O partido Juntos Pelo Povo já assegurou quatro mandatos e o Chega garantiu três deputados. A CDU conta com um mandato.
Faltam ainda atribuir 14 mandatos.
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Em segundo lugar nesta projeção surge o PS, com um resultado entre os 18 e os 21 por cento (entre 9 e 12 mandatos). De acordo com as projeções da Universidade Católica, o partido Juntos Pelo Povo (JPP) alcança entre 9 e 12 por cento dos votos (ou seja, terá entre 4 a 6 mandatos).
Segue-se no Chega, que poderá ter uma votação entre 8 e 10 por cento (elegendo assim entre 3 e 5 mandatos).
A Iniciativa Liberal poderá ficar entre os 2 e os 4 por cento de votos, enquanto a CDU e o Bloco de Esquerda deverão obter entre 2 a 3 por cento dos votos.
Estes três partidos deverão garantir a eleição de um representante na Assembleia Regional.
Por fim, o PAN poder ter entre 1 e 3 por cento de votação, mas corre o risco de não eleger qualquer representante. Na melhor das hipóteses, o partido poderá garantir um mandato.
Abstenção nos 44-48%. PS diz que "boa adesão manifesta desejo de mudança"
Projeção da abstenção. PSD destaca estimativa "inferior a 50%"
Projeção da Católica para a RTP. Eleições na Madeira com 44 a 48 por cento de abstenção
A confirmarem-se estes dados, a abstenção poderá ficar acima dos 44,5% por cento registados nas eleições de 2019.
Desde 1976, ano em que se realizaram as primeiras eleições para a Assembleia Legislativa da Madeira, o recorde de abstenção foi registado em 2015, com 50,33%.
Afluência às urnas de 39,9% até às 16h00
Estes números ficam abaixo do que se verificou em 2019. À mesma hora, há quatro anos, a afluência às urnas era de 40,79%. Em 2015, a percentagem de participação foi de 37,48%.
Até às 12h00 de hoje, tinham votado na Madeira 20,98% dos eleitores inscritos.
Todas foram já objeto de decisão e notificação
As queixas visaram um cartaz colocado a 500 metros de uma mesa de voto, o apelo ao voto em transporte organizado por iniciativa de um presidente de junta de freguesia, o impedimento, por parte de um delegado, da apresentação de uma reclamação, diálogo entre um candidato e eleitores junto de mesas de voto e casos de alegada pressão de delegados de partidos sobre eleitores.
Eleitorado "tem sido assíduo"
A perspetiva da equipa de reportagem da RTP em São Martinho
"Estou reformado, deito-me mais cedo". Jardim evita "protagonismos"
Percentagem de eleitores que votaram nas primeiras horas das legislativas é semelhante a 2019
No anterior ato eleitoral, em 2019, a afluência às urnas era de 20,97 por cento até à mesma hora. Em 2015 a taxa de participação era de 17,21 por cento.
Candidatos advertem contra abstenção ao votarem na Madeira
Emissão especial da RTP3 dedicada às eleições na Madeira começa às 18h30
Ao final da manhã, o representante da República para a Madeira garantia que estas eleições regionais decorriam com normalidade. Em declarações aos jornalistas, Ireneu Barreto apelou ao voto.
"Pelas informações que tenho, todas as secções de voto abriram, sem problemas", indicou, após votar. "Faço votos, está um dia lindo, as pessoas têm tempo para votar, para ir à serra ou ir à praia", prosseguiu.
"Se não votarmos, dispensamo-nos de nos preocupar com a cidadania, com o modo como a nossa região vai ser governada", completou o representante da República, citado pela agência Lusa.No último ato eleitoral, em 2019, a abstenção foi de 44,5 por cento.
As 292 secções de voto distribuídas por 54 freguesias de 11 concelhos do arquipélago mantêm-se em funcionamento até às 19h00, quando serão conhecidas as projeções de resultados. Em jogo estão 47 lugares na Assembleia Legislativas regional, disputados num círculo eleitoral único. Concorrem PTP, JPP, BE, PS, Chega, RIR, MPT, ADN, PSD/CDS-PP (coligação Somos Madeira), PAN, Livre, CDU (PCP/PEV) e IL.
Há quatro anos, os social-democratas elegeram 21 deputados, o que ditou a perda da maioria absoluta que o partido conservava desde 1976. O PSD formou então um executivo de coligação com o CDS-PP, que elegeu três deputados. O PS conquistou 19 mandatos, o JPP três e a CDU um.
O que devemos saber sobre as Eleições Legislativas da Madeira?
Foi em 1976 que a Madeira se tornou uma região autónoma da República Portuguesa, passando a ser constituída por órgãos governativos como a Assembleia Legislativa – um parlamento unicameral composto, atualmente, por 47 deputados – e o Governo Regional. À semelhança do que aconteceu com os Açores, este arquipélago passou a ter autonomia devido às mudanças políticas e administrativas, após o 25 de Abril, como parte de um processo mais amplo de descentralização do Governo central em Lisboa, com o objetivo de conceder às regiões mais poder e controlo sobre os assuntos locais.
Graças ao Estatuto Político-Administrativo que lhe foi conferido, a Madeira tem autonomia para tomar decisões e desenvolver políticas em várias áreas – incluindo Finanças, Educação e Saúde – e ter um governo próprio, independente do Governo de Portugal Continental, liderado por um presidente eleito pelos eleitores locais.
As eleições do próximo fim de semana são para a Assembleia Legislativa da Madeira e para o Governo Regional, isto é: os eleitores vão votar em quem querem a liderar o Governo e quem querem que os represente no parlamento regional.
Como o nome indica, a Assembleia Legislativa é o órgão que tem competências para legislar sobre matérias de interesse regional, podendo definir medidas e políticas específicas para a Madeira. Esta é composta por 47 deputados regionais, eleitos por sufrágio universal direto e secreto, através das eleições regionais. Atualmente, os deputados cumprem um mandato de quatro anos e representam os interesses dos cidadãos da Madeira no processo legislativo regional.
O presente Governo Regional da Madeira é liderado por Miguel Albuquerque, na sequência da coligação que o PSD e o CDS-PP criaram, em 2019, após a perda da maioria dos social-democratas. No domingo, os madeirenses têm a oportunidade de votar para escolher o próximo líder do executivo regional.
À semelhança do que se verifica nas Eleições Legislativas para o Governo em Portugal Continental, o presidente do Governo Regional da Madeira é eleito pela Assembleia Legislativa e deve contar com a confiança e apoio dos parlamentares que a constituem. Este órgão executivo é responsável pela implementação das políticas e programas aprovados na Assembleia.
Considerando os resultados eleitorais, os 21 deputados do PSD e os três do CDS-PP garantem, em coligação, a maioria na Assembleia Legislativa. Na oposição lidera o PS, representado por 19 deputados, seguido do JPP com três parlamentares e a CDU com um.
Tradicional tendência social-democrata
É de reconhecer que a situação política na Região Autónoma da Madeira é única, uma vez que é o mesmo partido que governa desde 1976. Passados 47 anos, desde que foi conferida a autonomia ao arquipélago, as sondagens indicam que o Partido Social Democrata irá continuar a liderar o Governo Regional, mas novamente em coligação com o CDS.
No início da campanha, sondagens realizadas pela Intercampus e divulgadas pelo Jornal da Madeira, previam que a coligação Somos Madeira podia conseguir uma maioria absoluta. Se a lista do PSD/CDS conseguisse os 34,6 por cento que indicavam estes primeiros estudos, a coligação que está no executivo atualmente podia eleger até 26 deputados.
As mesmas previsões indicam que apenas 16,1 por cento dos eleitores teriam intenção de votar no Partido Socialista que, nesse caso, só elegeria 12 parlamentares, mas mantendo-se ainda como líder da oposição.
Uma sondagem da Universidade Católica para a RTP e Antena 1, divulgada esta semana, revela que a coligação que governa a Região Autónoma da Madeira tem 50 por cento das intenções de voto e que os dois partidos juntos somam mais do que nas últimas eleições. Já o PS fica em segundo lugar com menos de metade: 23 por cento, muito abaixo do resultado obtido há quatro anos.
Apesar da histórica governação social-democrata na Madeira, o partido que outrora elegia Alberto João Jardim para o Governo Regional perdeu a maioria absoluta e teve de recorrer, nas últimas eleições de há quatro anos, ao CDS para se manter na liderança mais um mandato. E como popularmente se diz: “em equipa que ganha não se mexe”. Por isso, este ano e pela primeira vez, PSD e CDS-PP estão a concorrer às Legislativas da Madeira em coligação.
Na Madeira o PSD tem um histórico de vitórias eleitorais sucessivas, ao longo de quase cinco décadas, e perdeu em 2019, pela primeira vez, a maioria absoluta que detinha desde 1976. A coligação em funções no executivo atual fez um balanço positivo dos últimos quatro anos de governação e assume ter como objetivo assegurar a maioria absoluta, nestas eleições, para manter o rumo de “estabilidade, progresso e desenvolvimento” do arquipélago.
Eleitorado madeirense
De acordo com dados do recenseamento eleitoral, estão registados perto de 254 mil eleitores para votar no domingo, na Madeira. Analisando os números, disponíveis no site da Secretaria-Geral do Ministério da Administração Interna no início de setembro, há menos quase quatro mil eleitores do que em 2019, nas últimas legislativas. A ilha da Madeira perdeu 4.087 eleitores, mas o Porto Santo ganhou 194.
Já o Funchal é o concelho com mais eleitores, com 104.917, seguindo-se Santa Cruz, com 39.705, e Câmara de Lobos, com 32.402. O concelho com menos eleitores inscritos é Porto Moniz, com 3.020.
Há ainda outro fator a considerar quando a questão é o número de eleitores: o número de votantes efetivos. Nas eleições de 2019, o PSD perdeu a maioria absoluta com 39,42 por cento dos votos (56.448 votos) e, com pouca diferença, a primeira força da oposição, o PS, conseguiu os 35,76 por cento (51.207 votos). Todavia, o valor da abstenção foi superior: 44,5 por cento.
Isto é, pouco mais de metade dos eleitores madeirenses inscrito em 2019 foram às urnas para votar na Assembleia Legislativa da região. Dos cerca de 258 mil madeirenses que estavam recenseados para votar, apenas 143 mil votaram efetivamente. Comparativamente a 2015, contudo, a abstenção diminuiu – o que não acontecia há mais de 30 anos – e, se a tendência se mantiver, nas eleições de 24 de setembro de 2023, pode ser uma boa notícia para os candidatos.
Madeira. PSD procura recuperar maioria absoluta em coligação com o CDS-PP
Em particular para os partidos com novas lideranças – como é o caso do PCP, IL e BE – estas eleições regionais são um primeiro teste nas urnas. O objetivo de todos eles é eleger deputados para a Assembleia Legislativa contra a maioria absoluta de direita.
Por sua vez, o grande objetivo do PSD é recuperar a maioria absoluta que perdeu em 2019, quebrando um ciclo que se mantinha há 43 anos.
No total, são 13 as forças políticas que disputam os 47 lugares no parlamento regional, num círculo eleitoral único. Para além do ADN e do Livre, que se estreiam em eleições regionais, vão também a votos o PSD/CDS-PP, CDU (PCP/PEV), PTP (Partido Trabalhista Português), JPP (Juntos Pelo Povo), BE, PS, Chega, RIR (Reagir, Incluir, Reciclar), MPT (Partido da Terra), PAN e IL.
PSD/CDS tenta assegurar maioria
Depois de ter perdido, pela primeira vez em 43 anos, a maioria absoluta naquele arquipélago nas últimas eleições, o PSD, em coligação com o CDS, procura conseguir assegurar uma maioria desta vez.
A sondagem da Universidade Católica para a RTP e Antena 1, divulgada esta terça-feira, aponta para que a aliança consiga atingir esse objetivo, com 50 por cento das intenções de voto – mais do que o PSD e CDS somaram juntos nas últimas eleições.
Apesar de favoráveis, Miguel Albuquerque olha com cautela para as sondagens, advertindo para o excesso de triunfalismo e para o risco de maior abstenção.
Em entrevista à Antena 1, Miguel Albuquerque rejeitou ainda a hipótese de formação de alianças, à esquerda ou com o Chega, e disse não acreditar na estabilidade dos acordos de incidência parlamentar.
Em termos de propostas, Miguel Albuquerque admite a criação de uma taxa turística e diz querer baixar os impostos a cidadãos e empresas. O presidente da Madeira avisa, no entanto, que não vai reduzir o IVA, argumentando que “o IVA não tem impacto sobre o rendimento”.
“Vamos continuar a reduzir os impostos, mas essa redução deve ser sempre progressiva em relação ao rendimento porque senão estamos a praticar uma injustiça social que eu não aceito”, disse Miguel Albuquerque em entrevista à RTP Madeira.
PS quer ser alternativa para uma “Madeira melhor”
O gestor e deputado regional Sérgio Miguel Sousa Gonçalves, líder do PS madeirense, é o cabeça de lista do principal partido da oposição na região.
O deputado assumiu que o seu objetivo é reunir os votos para "mudar a Madeira". “Nós queremos construir uma Madeira melhor e temos as condições para construir essa Madeira melhor”, afirmou, acusando Miguel Albuquerque de não ter cumprido nenhuma das suas promessas desde 2015, quando ganhou as eleições.
“A Madeira mudou para pior em 2015, quando Miguel Albuquerque muito prometeu e pouco ou nada cumpriu”, disse Sérgio Gonçalves.
Sérgio Gonçalves nasceu em abril de 1979 e tornou-se militante socialista em dezembro de 2019, quando foi eleito deputado para a Assembleia Legislativa da Madeira, sendo então o 16.º nome na lista de candidatos.
O gestor sucedeu na liderança da estrutura regional do PS a Paulo Cafôfo - atual secretário de Estado das Comunidades -, que se demitiu e renunciou ao cargo de deputado na Assembleia Legislativa da Madeira na sequência do mau resultado nas autárquicas de setembro de 2021.
JPP quer ser a terceira força política
O arqueólogo Élvio Sousa volta a encabeçar a lista do Juntos Pelo Povo, o partido que surpreendeu nas regionais de 2015, ao conseguir eleger na sua estreia cinco deputados.
O partido tem como objetivo acabar com os gastos do governo regional, afirmando que este é o governo “maior e mais gastador e despesista da história da autonomia regional”.
Élvio Sousa propõe, por isso, a redução de até 15 por cento das despesas da administração pública.
O partido propõe ainda baixar os impostos de forma progressiva, nomeadamente reduzir o IRS para a classe média.
A agricultura é também um dos focos do partido, que diz querer lutar contra o regime de “semiescravatura” que afeta os agricultores da produção de vinha, banana e cana-de-açúcar na região.
Deputado na Assembleia Legislativa há oito anos, o arqueólogo, com 45 anos, também desempenha o cargo de secretário-geral do partido e apresenta-se a mais um sufrágio num clima de crispação com o irmão, o presidente do JPP, que recusou integrar a candidatura por ter sido relegado para segundo lugar na lista.
CDU quer eleger mais um deputado
Edgar de Freitas Gomes da Silva é o coordenador do Partido Comunista Português da Madeira e o primeiro candidato da CDU (PCP/PEV) na corrida eleitoral.
O secretário-geral do partido, Paulo Raimundo, disse que o verdadeiro "voto útil contra o PSD é na CDU” e mostrou-se confiante num bom resultado nas regionais. Os comunistas têm apenas um deputado na Assembleia Regional e querem recuperar um segundo, que foi perdido nas últimas eleições.
Durante a campanha eleitoral, o partido colocou a tónica na luta pela justiça social, “por uma região onde o combate as desigualdades seja a grande prioridade da intervenção política".
Edgar Silva filiou-se no PCP, tendo sido escolhido para ser candidato, como independente, nas regionais de 1996. Foi sucessivamente eleito até à legislatura que agora termina.
Chega tenta lugar na Assembleia
Miguel Castro é o líder da estrutura regional do Chega na Madeira que procura assegurar a estreia do partido na Assembleia Legislativa.
A possibilidade de o partido concorrer a estas eleições estava em aberto, depois de o ADN ter interposto um recurso tendo em conta a decisão dos juízes do palácio Ratton, que obrigou à realização de uma nova convenção do partido, já que a última foi considerada nula.
Miguel Castro, empresário no setor da restauração e atividades turísticas, foi o cabeça de lista à presidência da Câmara Municipal do Funchal em 2021, num ato eleitoral em que o Chega foi o quarto mais votado.
PTP procura regresso à Assembleia
O empresário José Quintino Mendes Costa, eleito presidente do PTP na Madeira em 2019, encabeça uma candidatura que visa o regresso do partido ao hemiciclo da Assembleia Legislativa.
O PTP, que conseguiu manter três deputados no parlamento regional entre 2011 e 2015, ficou reduzido a um parlamentar no mandato seguinte e nas eleições de 2019 ficou de fora do hemiciclo.
Embora admita algumas dificuldades, Quintino Costa diz que o PTP pretende nestas eleições "regressar ao parlamento para estar ligado à população da Madeira e à autonomia”.
O Partido Trabalhista Português estabeleceu os problemas na área da Saúde na Madeira como o grande foco da campanha e defendeu o fim do “faroeste das linhas de espera” nos hospitais.
BE diz que “faz falta” no parlamento
O Bloco de Esquerda aposta no seu antigo deputado regional e ex-coordenador Roberto Almada como cabeça de lista do partido para regressar à Assembleia da Madeira.
Roberto Almada defende que o BE “faz falta no parlamento”, considerando que a oposição “é muito branda”.
“Precisamos de acrescentar aos que lá estão a voz do BE para que o parlamento tenha mais força na fiscalização dos atos do governo”, defendeu.
A redução das listas de espera nos hospitais para cirurgias e consultas é também uma das prioridades para os bloquistas.
O cabeça de lista defende que “é preciso garantir a autossustentabilidade do serviço público de saúde da região autónoma da Madeira”.
RIR quer evitar maioria absoluta do PSD/CDS
O partido Reagir, Incluir, Reciclar concorre a estas eleições com o professor do primeiro ciclo Roberto Vieira como cabeça de lista.
Roberto Vieira foi o rosto do Movimento Partido da Terra (MPT) na Madeira durante anos, mas abandonou o partido e apresentou-se como primeiro candidato do RIR nas regionais de 2019.
MPT quer eleger dois deputados
O Partido da Terra, que concorre às eleições regionais com o empresário Valter Rodrigues como cabeça de lista, tem como objetivo eleger dois deputados para o parlamento.
O partido propõe um aumento dos ordenados e destaca as áreas da habitação, agricultura e da saúde, considerando que a saúde na região “está uma miséria”. Em entrevista à RTP Madeira, Valter Rodrigues explica que o partido propõe ainda a aplicação de uma taxa turística.
Valter Rodrigues estrou-se como candidato do MPT nas regionais de 2019 e diz ter “ressuscitado” o partido na região.
Candidato do ADN quer lutar pela “liberdade e direitos”
Miguel Pita, ex-militante do Chega, é o cabeça de lista na estreia da Alternativa Democrática Nacional em eleições regionais.
Antes de se filiar à ADN, Miguel Pita era militante do Chega e foi o rosto de várias manifestações contra as medidas restritivas no âmbito da pandemia da covid-19 aplicadas na Madeira.
Miguel Pita assume como prioridades nestas eleições “defender a Constituição, as pessoas e evitar o excesso de poder”.
O cabeça de lista afirma que “o ideal” seria fazer com que a ADN fosse um grupo parlamentar, mas assume que “não é fácil” e que não têm “o poder dos outros partidos”.
Mónica Freitas quer levar o PAN de novo ao parlamento regional
A assistente social Mónica Freitas foi convidada pelo PAN para encabeçar a candidatura às eleições regionais e tem como objetivo levar o partido de novo ao parlamento regional.
Em entrevista à RTP Madeira, Mónica Freitas disse que “o foco principal é conseguir termos uma representatividade para podermos dar voz às nossas principais bandeiras”.
Inicialmente, o PAN apresentou como cabeça de lista o presidente da comissão política do partido na Madeira, Joaquim Sousa, mas alterou a sua decisão alegando "uma incompatibilidade".
Licenciada em Serviço Social e em Igualdade de Género, Mónica Freitas é militante do PAN desde 2021 e é a única mulher cabeça de lista das forças políticas concorrentes às presentes eleições.
Livre estreia-se em eleições regionais
Tiago Camacho, operador de armazém que entrou para a política em 2017, é o cabeça de lista na estreia do Livre em eleições regionais.
Em entrevista à RTP Madeira, o candidato explicou que o foco do partido é a habitação, considerando que a situação na região “é preocupante”.
Natural do Funchal, com 33 anos, Tiago Camacho já tem alguma experiência em atos eleitorais - encabeçou as listas do partido nas autárquicas, para a Câmara Municipal do Funchal, e pelo círculo da Madeira nas legislativas nacionais antecipadas de janeiro de 2022.
IL confiante na eleição de dois deputados
O Iniciativa Liberal concorre às eleições regionais com Nuno Morna como cabeça de lista.
O técnico de aeronáutica da NAV explicou em entrevista à RTP Madeira que o partido tem como objetivo a eleição de um grupo parlamentar na assembleia legislativa regional da Madeira, ou seja, a eleição de pelo menos dois deputados.
“Consideramos que cumpriremos os serviços mínimos se elegermos um deputado. Tudo o que não seja isto ou ganharmos as eleições será uma derrota, da qual tiraremos as consequências devidas”, declarou.
“Apresentem-nos propostas que sejam liberais em termos económicos, propostas que não tenham a ver com o retirar a capacitação das pessoas, propostas relacionadas com a baixa de impostos e a estrutura de liberdade de cada um e nós estaremos sempre disponíveis. Venham elas de onde vierem, do governo ou da oposição”, afirmou.
Nuno Morna, de 61 anos, foi um dos fundadores do partido, tendo sido membro do Conselho Nacional. O técnico de aeronáutica, ator e produtor teatral foi o cabeça de lista nas eleições regionais da Madeira em 2019, sem conseguir o mandato, e surgiu em terceiro ligar na lista nacional do partido nas europeias desse ano.
com Lusa