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Marcelo e a resposta à tempestade. "Há tiradas mais felizes e outras menos felizes"

Marcelo e a resposta à tempestade. "Há tiradas mais felizes e outras menos felizes"

O presidente da República continua a visitar as zonas mais afetadas pelas intempéries. Em declarações aos jornalistas, considerou que, em momentos de "aperto", por vezes "não é fácil responder" a algumas questões.

Joana Raposo Santos - RTP /
Foto: Miguel A. Lopes - Lusa

O presidente da República considerou esta quarta-feira que, por vezes, “há umas tiradas ou afirmações que são mais felizes e outras menos felizes”, o que “irrita as pessoas”.

As declarações surgem depois de a ministra da Administração Interna ter dito desconhecer o que falhou no atraso da disponibilização de meios aos territórios mais afetados pelo mau tempo.

Já o ministro da Economia afirmou, sobre as famílias afetadas pela tempestade, que "é suposto terem tido o ordenado do mês passado", pelo que poderão usá-lo até terem disponíveis as ajudas do Governo.

Esta manhã, em Ourém, onde está a acompanhar os danos causados pelo mau tempo, Marcelo Rebelo de Sousa declarou que “quando há um momento de aperto, de aflição, de não saber bem qual é a situação no terreno, as pessoas de repente são apanhadas em perguntas, em questões que não é fácil responder”.

“Portanto, de vez em quando, há umas tiradas ou afirmações que são mais felizes e outras menos felizes”, acrescentou.Questionado sobre se se refere à ministra da Administração Interna, que disse esta semana não saber o que falhou na disponibilização de meios, o presidente respondeu que não se refere “a nada em especial”.


“Isso acontece a toda a gente, a mim próprio também me tem acontecido. De repente chego a um sítio – já me aconteceu da última vez – e tinha uma informação, depois a informação não era correta”, frisou.

“A pessoa, com boa vontade, de boa-fé, precipita-se”, explicou o chefe de Estado. “E, pelo meio, muitas vezes isso não corresponde à realidade. E isso irrita as pessoas”.
Jornal da Tarde | 4 de fevereiro de 2026

Novamente confrontado pelos jornalistas com as declarações da ministra Maria Lúcia Amaral, o presidente insistiu que “ainda hoje andamos à procura de explicações de porque é que nuns sítios está a funcionar melhor e noutros pior, porque é que foi mais forte o efeito da catástrofe num município do que noutro”, algo que “num momento inicial” é difícil de determinar.

Marcelo Rebelo de Sousa deu o exemplo de sítios onde painéis solares “voaram um quilómetro” e ao lado “os outros ficaram na mesma”.

“E eu perguntei ‘mas porque é que foi isto?’, e o dono da fábrica dizia ‘eu não percebo’”, relatou.

O presidente disse ainda que seria “muito bom” que as ajudas anunciadas pelo Governo chegassem já na próxima semana. “Estou confiante de que vai acontecer, é uma questão de pôr a plataforma a funcionar”.
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