Orçamento do Estado aprovado
Chega, IL, Livre, PCP e BE votaram contra a proposta do Governo PSD/CDS-PP.
Este é o terceiro Orçamento do Estado apresentado pelos governos de coligação PSD/CDS-PP chefiados por Luís Montenegro.
C/Lusa
Leitão Amaro pede a parlamento que não escolha a subversão e cita Presidente da República
Saudades da "Geringonça". PSD acusa José Luís Carneiro de falta de vergonha
Chega responsabiliza PS pela crise na habitação
O líder do Chega defendeu "uma lei para todos" e que faça uma "penalização permanente a quem fez das casas o seu investimento e a sua vida". "Uma lei de equilíbrio para todos e para resolver um problema que aqueles senhores criaram", disse, referindo-se ao Partido Socialista.
"Da parte do Partido Socialista, houve apenas uma resposta, `deixaremos tudo na mesma’", criticou.
IL contra o orçamento "moderado" do Estado
Partido Socialista deixa passar OE2027, mas critica medidas propostas
José Luís Carneiro espera que o documento seja melhorado na especialidade e que o primeiro-ministro cumpra as garantias que deu ao PS: “Nós não faltaremos aos portugueses".
"Mesmo para os que desejam a queda imediata do Governo, lembro-lhes que essa seria a melhor desculpa para este não cumprir os seus deveres e honrar os seus compromissos", acrescentou o líder socialista.
Jorge Pinto arrasa proposta do Orçamento do Estado
“A estabilidade política não deve ser feita à custa da estabilidade e do sacrifício da vida dos portugueses", esclareceu, no encerramento do debate.
Apesar de inviabilizar um Orçamento que é “contra o país”, Jorge Pinto distinguiu a posição do Livre do voto contra do Chega que, quando necessário, “dá a mão ao Governo”.
PCP vota contra orçamento
Fabian Figueiredo critica inação do Governo: "No palácio ninguém sabia o preço do pão"
"No palácio ninguém sabia o preço do pão”, apontou.
"Quando a rua se queixa, o palácio tem sempre uma palavra. (…) ‘Irrelevante’ é a palavra que os palácios usam para a rua até ao dia em que a rua chega à porta do palácio", denunciou o líder parlamentar do Bloco de Esquerda.
Aos “11 dias de nada” de Luís Montenegro desde o início das manifestações, Fabian Figueiredo responde com a inviabilização do Orçamento do Estado. Na especialidade, garante que colocará em discussão "aquilo que o palácio não percebe".
CDS quer um "orçamento aprovado" pela estabilidade
PAN abstém-se na generalidade. "Abstenção não é aprovação"
JPP viabiliza OE2027 na generalidade com exigências para as ilhas
O deputado único eleito pelo JPP para a Assembleia da República apelou à regulamentação de um novo regime para o pagamento de viagens de avião e a retoma da ligação marítima de mercadorias e de passageiros para as ilhas.
Terminado o momento de debate, prosseguem as intervenções de encerramento de cada partido.
Ministro da Defesa comenta operação policial: queremos "poupar Portugal à loucura"
João Almeida, do CDS, reacende debate e apoia autoridades
O deputado do CDS referiu que “o radicalismo será combatido em Portugal” e reforçou a posição do Governo, “orgulhoso” das autoridades de segurança.
A intervenção ficou, em contrapartida, marcada pela garantia de que as pessoas e a melhoria das condições de vida são as prioridades do Executivo, no que toca aos militares e antigos combatentes. “A defesa nacional voltou a ter relevância política”, saudou.
PCP exige melhorias para os militares
A deputada considera que um investimento nas forças armadas portuguesas deve satisfazer os interesses da pátria e da paz.
“Onde está a prometida melhoria das condições de vida dos militares? (…) Se há dinheiro, é só para a Nato?”, concluiu.
Governo valoriza Defesa e forças de segurança no orçamento
Ministro da Habitação apelou à aprovação da nova das lei das rendas sem preconceitos ou demagogia
Miguel Pinto Luz disse ainda que a indignação merece ser ouvida mas que a resposta deve ser dada com medidas concretas.
Terminou primeira parte do debate
Governo anuncia apoio de até 80% à aquisição de carros elétricos para mais carenciados
"Manteremos ainda os incentivos à aquisição de veículos elétricos para a população em geral, com regras semelhantes às do passado, mas com uma dotação de 50 milhões de euros", indicou a ministra.
Em junho, o Governo abriu um novo concurso de 10 milhões de euros para apoiar compra de veículos elétricos, que esgotou em poucas horas.
Entre as medidas para as pessoas mais vulneráveis, Graça Carvalho sublinhou o lançamento de um novo ciclo de incentivos à renovação de edifícios, à eletrificação de consumos e à energia renovável que, até 2032, deverá abranger mais de 50 mil casas.
A ministra adiantou ainda que o Governo irá apoiar até 9.000 veículos elétricos para microempresas e, "noutra iniciativa inédita, a aquisição de veículos pesados mais sustentáveis, assim como a rede de postos de carregamento".
Está também previsto o cofinanciamento da aquisição de 700 autocarros elétricos para zonas de baixa densidade, destinados, por exemplo, à mobilidade dos trabalhadores e da população estudantil nestes territórios, disse.
Na indústria, Graça Carvalho destacou um novo programa, de 100 milhões de euros, para descarbonizar os setores de elevado consumo de gás natural, como a cerâmica e o vidro.
A governante salientou ainda um novo ciclo de concessões das barragens, que "permitirá usar parte das receitas futuras para recuperar áreas degradadas e restaurar ecossistemas, incluindo linhas de água", lógica que será adotada para futuras concessões.
c/ Lusa
Ministra do Ambiente defende que "REN é essencial para a soberania do país"
OE combate vulnerabilidades das pessoas, dos setores económicos e do território, diz ministra do Ambiente
PAN anuncia abstenção na votação na generalidade
"Portugal conseguiu executar o PRR a 100%"
Associação 25 de Abril critica intervenções policiais desproporcionadas e pede respeito por direitos
A Associação 25 de Abril condenou hoje "intervenções policiais desproporcionadas" contra cidadãos em manifestações pela habitação e apelou aos responsáveis políticos para que assegurem o "pleno respeito pelos direitos constitucionais" e a procura de soluções.
Em comunicado, a associação, presidida pelo militar de Abril coronel Vasco Lourenço, diz acompanhar "com profunda preocupação" os acontecimentos dos últimos dias, marcados por protestos pelo direito à habitação e cargas policiais em Lisboa e no Porto.
"As imagens e os relatos de intervenções policiais que consideramos desproporcionadas, dirigidas contra cidadãos que exercem o seu direito de protesto, não podem deixar indiferente uma Associação que tem nas suas origens a luta pela liberdade, pela democracia e pelo respeito dos direitos fundamentais", lê-se no comunicado.
A associação alerta que "a autoridade do Estado não se afirma através da repressão injustificada, mas pelo respeito pela Constituição, pela legalidade democrática e pela confiança que as instituições merecem dos cidadãos".
"O 25 de Abril de 1974 pôs termo a um regime ditatorial em que a repressão constituía um instrumento de manutenção do poder", realça esta associação, acrescentando que a Constituição da República consagrou direitos, liberdades e garantias "que representam conquistas fundamentais da democracia e que não podem ser relativizados por conveniências políticas ou por interpretações restritivas do exercício da cidadania".
A associação apela aos responsáveis políticos e às autoridades competentes "para que assegurem o pleno respeito pelos direitos constitucionais, promovam o esclarecimento rigoroso de eventuais excessos na atuação policial e privilegiem o diálogo e a procura de soluções para os problemas que estão na origem destas manifestações".
Os dirigentes reconhecem às forças de segurança "a missão indispensável de garantir a ordem pública, proteger os cidadãos e assegurar o cumprimento da lei", mas salientam que essa missão "deve ser sempre exercida com respeito pelos princípios da necessidade, adequação e proporcionalidade, sem recurso a formas de atuação que possam comprometer os direitos que lhes compete proteger".
"A manutenção da ordem pública não pode ser confundida com a repressão do protesto social, nem o exercício legítimo da autoridade pode dispensar o bom senso, a ponderação e o respeito pela dignidade humana", sustentam.
A invocação do cumprimento da lei "não dispensa os responsáveis políticos de ponderarem a conformidade constitucional das normas aplicadas, nem os exonera do dever de promover soluções que previnam o agravamento das tensões sociais", defendem.
A Associação 25 de Abril considera "especialmente preocupante qualquer atuação que, em vez de favorecer o diálogo e a confiança nas instituições democráticas, possa contribuir para o distanciamento entre os cidadãos e o Estado ou para a radicalização de conflitos que devem encontrar resposta no âmbito da democracia".
"Os militares de Abril assumiram, em 1974, a responsabilidade histórica de contribuir para a construção de uma sociedade livre, justa, solidária e em paz. É em nome desses mesmos valores, e não de qualquer alinhamento partidário, que a Associação 25 de Abril entende ser seu dever levantar a voz sempre que estejam em causa direitos e liberdades fundamentais", lê-se no comunicado.
Chega anuncia voto contra na generalidade
"O melhor apoio social é um salário digno", diz ministro da Economia
Pinto Luz garante que desmilitarização do campo de tiro de Alcochete começa em janeiro
"Nós falhávamos o PRR com as casas do PS"
Pinto Luz diz que Governo tem em marcha "o maior investimento de sempre em habitação pública"
Ministro garante que Orçamento não faz cortes na Saúde
Livre vai votar contra proposta do Governo na generalidade
Miranda Sarmento atira ao PS: "Consegue falar de habitação sem corar de vergonha"
"Os impostos estão a diminuir é para as grandes empresas", acusa PCP
"Diz que baixam impostos, mas verdadeiramente os impostos estão a diminuir é para as grandes empresas e quem está a pagar são os trabalhadores. É esta a verdade que o Governo pretende esconder e que revela uma profunda injustiça fiscal", acusou a comunista.
IL lança repto ao Governo
"O Chega trata os números pior do que trata os imigrantes"
Livre lança desafio para IVA máximo voltar aos 21%
"Temos um bom orçamento", diz CDS
"Faça justiça social e aceite as nossas propostas", pede Chega ao ministro
PSD questiona governo sobre forma como encara eventuais medidas extra de outros partidos e fala de pressão da extrema-esquerda sobre PS
"Nunca neste século tivemos um governo com tanta desfaçatez"
"Nunca neste século os salários e os rendimentos das famílias cresceram tanto"
Governo endereça condolências a Espanha
Arranca o segundo dia de debate do Orçamento do Estado
Crise na habitação. "Não me parece justo o que tem estado a acontecer", lamenta Lídia Jorge
É com preocupação e tristeza que a escritora e antiga conselheira de Estado olha para os acontecimentos dos últimos dias em Lisboa e no Porto. Em entrevista à RTP Antena 1, Lídia Jorge afirma que não gostou de ver "pessoas a escorrer sangue numa manifestação" e desafia os políticos a "voltar atrás" na nova Lei do Arrendamento Urbano.
Natural do Algarve, Lídia Jorge lembra que há setores com falta de profissionais na região, como é o caso da saúde, porque eles "não têm uma casa".
Os protestos - maioritariamente impulsionados por jovens - são, na leitura da escritora, legítimos e até inevitáveis. "Se eu tivesse a idade deles juntava-me, sem dúvida", garante Lídia Jorge, que foi mesmo desafiada pela fadista Ana Moura, há uma semana, para se unir às manifestações.
Nesta entrevista para o programa da RTP Antena 1 Consulta Pública, a autora de "Os Memoráveis" ou do mais recente "Misericórdia" apela ao Governo para que ouça quem está nas ruas e para ceder: é preciso que "voltem para trás e que façam as pazes com a população". Sobre a intervenção da polícia para dispersar os manifestantes no Rossio, em Lisboa, e na Praça Dom João I, no Porto, com recurso a bastões e a cães, Lídia Jorge declara: "Não me parece justo o que tem estado a acontecer".
A escritora pede às autoridades para provarem o que dizem quando mencionam a existência de infiltrados nos protestos. "Nós não temos esses dados. Se eles os têm, expliquem-nos", insiste, caso contrário "deixem as pessoas manifestarem-se". Das mãos de Lídia Jorge, de 80 anos, nasceu o discurso proferido nas cerimónias oficiais do Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades, em 2025; um discurso que ficou célebre pela defesa da empatia, da inclusão e da valorização da diversidade.
Agora, perante um cenário de revolta e de insatisfação, a escritora salienta a urgência da "conciliação" em nome do direito à habitação.
A entrevista pode ser ouvida na íntegra no programa Consulta Pública.
Professora nos Açores saltou de ilha em ilha até efetivar e agora não consegue pagar casa
A falta de habitação é um problema transversal ao continente e ilhas. Prova dessa realidade é a vida de uma professora de 42 anos que vive agora em São Miguel e que, depois de dez anos a percorrer as nove ilhas, ficou finalmente efetiva, mas não consegue uma casa a preços aceitáveis.
Imposto sobre combustíveis pesa mais em famílias de rendimento intermédio
As famílias pobres estão a usar cada vez mais os transportes públicos, as famílias com rendimentos médios são as que pagam a fatia maior do ISP e as famílias com rendimentos mais elevados são as que utilizam mais as deduções com saúde e educação. Estas são algumas conclusões do estudo "Portugal Fiscal" feito pela Fundação Francisco Manuel dos Santos.
Quanto ao IRS “mais de metade da receita (56 por cento) foi paga em 2025 pelos 7,6 por cento de agregados com rendimentos mais elevados.” O estudo aponta ainda que são as famílias com rendimentos mais elevados que utilizam mais as deduções com saúde e educação às “quais se associa maior literacia fiscal.”
O documento destaca o peso do Imposto Municipal sobre Imóveis (IMI) e do Imposto Municipal sobre as Transmissões Onerosas de Imóveis (IMT) no conjunto dos impostos diretos arrecadados pelos municípios em 2024. O IMT e o IMI juntos foram responsáveis pela maior parte dessa receita, “respondiam por 3.229 milhões de euros, de entre 4.052 milhões de euros” dessa receita.
Sobre a Justiça Tributária, os autores do estudo afirmam que “os juízes que ingressam nos tribunais administrativos e fiscais possuem um nível de habilitações modesto”. Quanto aos Tribunais Administrativos e Fiscais (TCA), a “morosidade tem sido um obstáculo à resolução de litígios, apresentando grandes desigualdades no território”. O estudo dá o exemplo do Tribunal Administrativo e Fiscal do Sul que “levaria mais de cinco anos a eliminar todos os processos tributários pendentes no final de 2025”.
“Em 2025, os impostos e as contribuições para a Segurança Social representaram 37,3% do PIB português. No ano anterior, 39% da receita total arrecadada pelo Estado proveio de impostos sobre o consumo (como o IVA), 27,5% sobre o rendimento e património (como o IRS e IRC) e 33,5% das contribuições para a Segurança Social.”
Este estudo faz parte do projeto "Fiscalidade e Futuro", que engloba mais quatro volumes temáticos dedicados às questões que a política fiscal portuguesa enfrenta.
Plenário retoma debate na generalidade da proposta de Orçamento do Estado após manifestação
- A proposta de Orçamento do Estado para o próximo ano vai ser votada esta quarta-feira, na generalidade, com aprovação garantida pela abstenção dos socialistas. A sessão plenária tem início marcado para as 10h00. O debate e a votação na especialidade têm lugar entre os dias 18 e 23 de novembro. A votação final global acontece no dia 24;
- O final da tarde e a noite de terça-feira, primeiro dia do debate na generalidade, foram dominados pelos protestos de milhares de manifestantes diante das escadarias da Assembleia da República, em São Bento. Ecoaram críticas ao Governo de Luís Montenegro e apelos a uma greve geral ibérica. Os manifestantes acabariam por decidir não montar tendas junto ao Parlamento;
- No Porto, a manifestação foi igualmente pacífica. Centenas de pessoas estiveram concentradas na Praça de D. Joao I até ao inicio da noite. Os manifestantes decidiram que não haveria tendas. Apelaram ainda à particpação na manifestação nacional convocada para o dia 14 de novembro contra o aumento do custo de vida;
- Debaixo de críticas da oposição à esquerda, o primeiro-ministro abriu o primeiro dia de debate da proposta de Orçamento do Estado com elogios à PSP. Após sucessivas cargas policiais sobre manifestantes no Porto e em Lisboa, Luís Montenegro quis sustentar que as forças de segurança foram cuidadosas e competentes e atuaram com proporcionalidade;
- Na antecâmara do debate parlamentar, o presidente da República, António José Seguro, quebrara o silêncio para sublinhar que não gostou do que viu na Praça do Rossio, em Lisboa, e na Praça D. João I, no Porto, instando ao diálogo para solucionar a crise da habitação;
- Na discussão da proposta de Orçamento do Estado, Luís Montenegro procurou responder às criticas de que o documento não responde ao agravamento do custo de vida, alegando mesmo que, em dois anos e meio, aumentou o rendimento das famílias em cinco mil milhões de euros;
- Da bancada do Chega, saiu a conclusão de que "o Orçamento do Estado é mau" e "tem zero medidas para melhorar a vida dos portugueses". Por sua vez, a Iniciativa Liberal estimou que o documento "continua a pôr esforço em cima dos portugueses";
- O PS, que irá viabilizar a proposta na especialidade, por via da abstenção, prometeu apresentar medidas em sede de especialidade;
- O PCP exortou à retirada da "lei dos despejos e aumento das rendas" e propugnou que a crise da habitação "não se resolve à bastonada", ao passo que o Livre acusou o primeiro-ministro de "acicatar os ânimos". O Bloco de Esquerda acusou o chefe do Governo de ter "mandado bater em manifestantes pacíficos" e voltou a reclamar a demissão do presidente do Instituto de Habitação e Reabilitação Urbana;
- O JPP capitalizou o debate para defender que os "madeirenses e os açorianos não podem continuar a pagar o imposto invisível por viver numa ilha", referindo-se aos "custos associados à insularidade". E o PAN defendeu a necessidade de o país dispor de um Orçamento do Estado com "contas certas, não apenas com Bruxelas, mas acima de tudo com a fatura do dia a dia das famílias".
Manifestantes erguem tendas em frente à Assembleia da República
Milhares de pessoas participam na manifestação pelo direito a habitação frente a Assembleia da República.
Protesto pela habitação. Deputados ao lado de manifestantes
Vários deputados juntaram-se aos manifestantes às portas da Assembleia da República.
Montenegro elogia trabalho "cuidadoso" e "competente" da PSP perante os protestos
Milhares de pessoas concentraram-se diante do Parlamento. Os manifestantes escolheram um novo local para o protesto pelo direito à habitação, no dia em que teve início a discussão do Orçamento do Estado entre os partidos.
Luís Montenegro acredita que OE2027 "é bom para os portugueses"
No debate parlamentar sobre o Orçamento do Estado para 2027, o primeiro-ministro respondeu às críticas dos que consideram que a proposta não acompanha o aumento do custo de vida.
Habitação. Detidos devem escolher individualmente entre suspensão ou julgamento
Os manifestantes detidos no Rossio na última semana ponderam se aceitam a suspensão do processo ou se vão a julgamento. Em caso de suspensão, terão de pagar uma multa de 150 euros, valor que será revertido a uma instituição social.
PSP divulga nas redes sociais vídeo para mostrar agressões aos polícias
A PSP divulgou hoje nas redes sociais um vídeo para mostrar que os agentes também foram alvo de violência por parte dos manifestantes nas intervenções policiais na madrugada de domingo, defendendo que "a violência não pode ser tolerada".
"Procuramos sempre o entendimento e a conciliação entre todos. Contudo, a violência não pode ser tolerada. As agressões dirigidas à Polícia são inaceitáveis e não serão toleradas. A segurança de todos constrói-se com respeito mútuo", escreve a PSP nas redes sociais num texto que acompanha o vídeo para mostrar a sua versão dos acontecimentos na madrugada de domingo em Lisboa e no Porto.
A PSP refere também que a missão da polícia "no espaço público é acompanhar e apoiar quem exerce a sua voz, equilibrando esse direito com as liberdades de toda a comunidade", acrescentando que privilegia "um constante esforço de diálogo, mediação e sensibilização junto dos manifestantes" e procura "sempre o entendimento e a conciliação entre todos".
Segundo a PSP, registaram-se, no total, 33 feridos e 33 detidos por desobediência. Em comunicado, as organizações das acampadas referiam dezenas de feridos.
A Inspeção-Geral da Administração Interna (IGAI) abriu um processo na sequência das intervenções policiais que aconteceram na madrugada de domingo em Lisboa e no Porto.
Também a provedora de Justiça pediu à PSP, com caráter de urgência, informações sobre a carga policial na madrugada de domingo sobre os manifestantes.
Os partidos de esquerda criticaram a intervenção policial e pediram esclarecimentos ao primeiro-ministro e a intervenção do Presidente da República.
António José Seguro apelou hoje ao diálogo sobre a habitação "e nunca à violência", afirmando que não gostou das imagens que viu, mas que aguarda o resultado dos inquéritos sobre a atuação policial sobre manifestantes.
Os manifestantes exigem a reversão da nova lei do arrendamento, o fim das demolições e dos despejos sem alternativa habitacional, um travão à aquisição de habitação por fundos imobiliários, o aumento da habitação pública, a recuperação de imóveis devolutos para fins habitacionais e tetos "verdadeiramente acessíveis" à renda.
Lei das Manifestações de 1974. PGR não vai pedir revisão da legislação
A Procuradoria-Geral da República tem um parecer que determina a constitucionalidade do decreto-lei que regula o direito à manifestação, elaborado quatro meses após a Revolução de abril.
Foto: Paulo Novais - Lusa