Partidos e candidatos dividem-se nas reações à derradeira mensagem de Ano Novo de Marcelo

Partidos e candidatos à sucessão de Marcelo Rebelo de Sousa, reagiram à curta mensagem de Ano Novo do ainda inquilino de Belém.

RTP /
Palácio de Belém José Sena Goulão - Lusa

PSD e CDS saudaram hoje a mensagem de Ano Novo do Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, elogiando a sua relação com os portugueses e os alertas que deixou sobre o futuro.

Maria Leonor Beleza, vice-presidente dos social-democratas, disse que faz sentido dar a Marcelo "uma palavra intensa de reconhecimento e orgulho pela forma como tem vindo a servir Portugal" e admitiu que o PSD se identifica com os desafios que mencionou na mensagem - mais saúde, educação, habitação, justiça, tolerância e concordância em Portugal, mais emprego e menos pobreza.
Durval Ferreira, vice-presidente e porta-voz do CDS, recordou as dificuldades da presidência de Marcelo, da pandemia de Covid-19 à guerra na Ucrânia, e elogiou-lhe o seu sentido de responsabilidade, referindo "reconhecer que, nos momentos particulares e mais difíceis [do seu mandato], foi um farol de responsabilidade e tranquilidade".
O Livre destacou as diferenças entre a mensagem do Presidente da República e as últimas mensagens do Primeiro-ministro. Para a co-porta-voz do partido, Isabel Mendes Lopes, Marcelo Rebelo de Sousa falou nas qualidades dos portugueses, bem diferente da "mentalidade Cristiano Ronaldo", expressão usada por Luís Montenegro.
O Bloco de Esquerda considera que Marcelo Rebelo de Sousa perdeu uma oportunidade de destacar as precupações atuais dos portugueses. O partido lamenta não terem estado no discurso temas como a habitação e a saúde.

O PCP considera insuficientes as palavras do presidente da República. Os comunistas insistem que é necessário uma mudança nas políticas.
O PAN considera que Marcelo Rebelo de Sousa manifestou preocupações quanto às Presidenciais e na postura do atual governo. Inês Sousa Real sublinha que isso foi possível entender na escolha das citações que escolheu.
Os candidatos a Belém

André Ventura diz que a mensagem do presidente revela que Marcelo Rebelo de Sousa se tornou mais num comentador e analista do que num ator político. O candidato à Presidência da República diz que faltou ao chefe de Estado a capacidade de ação política.

Catarina Martins afirma que faltou na mensagem do presidente da República uma referência à situação da saúde em Portugal e ao aumento do custo de vida dos portugueses. A candidata presidencial realça, no entanto, as palavras de Marcelo Rebelo de Sousa sobre a tolerância e o crescimento da extrema-direita.
António Filipe destacou os "votos generosos" de Marcelo mas não os subscreveu. O candidato presidencial apelou a "mudanças de políticas" que sirvam "os trabalhadores".
Na sua última mensagem de Ano Novo, Marcelo Rebelo de Sousa preferiu não deixar recados evidentes a quem o irá substituir em Belém, apelando a "mais crescimento", mas com críticas e elogios aos portugueses, invocando Eça de Queiróz e "A Ilustre Casa de Ramires".

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