Passos Coelho anuncia no Parlamento que contrato com Lusoponte já está assinado

Passos Coelho anuncia no Parlamento que contrato com Lusoponte já está assinado

O tema Lusoponte voltou aos debates parlamentares quinzenais, novamente pela mão do coordenador do Bloco de Esquerda, Francisco Louçã.

Madalena Salema /
O líder bloquista questionou o primeiro-ministro sobre “um despacho do secretário de Estado das Obras Públicas [Sérgio Silva Monteiro] que propõe isentar a Lusoponte de acréscimo de imposto e propõe devolver-lhe 51 milhões de euros desse imposto”.

Na resposta, Pedro Passos Coelho garantiu que não há qualquer isenção e que vai ser feito um acerto com a Lusoponte, porque já foi assinada a revisão do acordo.

“O acordo foi assinado ontem. E não inclui qualquer compensação relativamente àquilo que se designou derramas estaduais, resultante da variação de impostos”, assegurou Passos Coelho, acrescentando que “hoje se fará acerto de modo a que haja restituição [pela Lusoponte] daquilo que a Lusoponte ficou em avanço relativamente à compensação pelas portagens de agosto”.

O chefe do Executivo sublinhou que não há qualquer desautorização em relação a Sérgio Silva Monteiro, porque “só há um Governo”.

As previsões do Banco de Portugal estiveram também em debate, depois de o secretário-geral do PCP, Jerónimo de Sousa, ter falado em “mentira pensada” do Governo sobre o desemprego. Passos Coelho lembrou que há no Orçamento Retificativo um “ajustamento em alta da previsão do desemprego”.

Por outro lado, o secretário-geral do PS, António José Seguro, criticou a lei dos compromissos, afirmando que vai paralisar o país. Passos Coelho discordou e frisou que a legislação apenas aumenta a responsabilidade.

Porém, a frase deste debate parlamentar foi proferida por Heloísa Apolónia, do Partido Ecologista “Os Verdes”. “O senhor primeiro-ministro está a ficar demasiado socrático”, disse, queixando-se de que Passos Coelho não responde àquilo que se lhe pergunta.

(com Sandra Henriques)
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