Política
Seguro acusa Passos de ser "rápido na propaganda" e "lento” a pagar dívidas
O líder do Partido Socialista, António José Seguro, acusou o primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, de ter sido "lento" a tomar a "decisão fundamental" do pagamento de dívidas do Estado, mas "rápido na propaganda". No debate quinzenal de hoje, a oposição acusou o Governo de não apresentar nenhuma novidade para além do atraso no pagamento das dívidas do Estado, e de faltar ao compromisso com os portugueses para satisfazer instâncias internacionais.
Seguro frisou, depois da intervenção de abertura do primeiro-mnistro no debate quinzenal de hoje, que "não há nenhuma novidade no pagamento de dívidas, a única novidade é o atraso" e lamentou ainda o facto de o Governo não ter entregue o relatório aprovado ontem no Conselho de Ministros à Assembleia da República. Passos Coelho respondeu que o documento em causa é público.
O secretário-geral do PS lembrou que, desde que Passos Coelho é primeiro-ministro, as dívidas do Estado "aumentaram 531 milhões de euros". "Se fizesse como eu, trabalho no país, fosse aos hospitais, universidades, sabia que esta lei de compromissos vai paralisar o país", afirmou António José Seguro. O líder do PS acusou ainda o primeiro-ministro de aplicar uma lei dos compromissos que vai "paralisar o país".
Para o chefe de Governo, a lei "não só não vai paralisar os serviços como vai obter uma maior responsabilização de toda a gente", nomeadamente dos agentes públicos e dos "fornecedores do Estado", que "estarão muito atentos" porque os contratos que não respeitem a lei serão nulos.
O secretário-geral do PS afirmou que “nunca houve uma diferença tão grande do ponto de vista ideológico entre o PS e o PSD”, pelo que desafiou Passos a desenvolver um trabalho "em conjunto" para "reduzir rapidamente" as "elevadas rendas" do mercado energético e alterar o estatuto das entidades reguladoras. O primeiro-ministro manifestou "satisfação pelo interesse” mas disse não acompanhar Seguro na questão da energia, uma vez que o executivo já iniciou o processo de negociação em setembro.
O líder parlamentar do PSD reiterou hoje a disponibilidade do seu partido para dialogar com a oposição sobre a introdução de limites legais ao défice e à dívida. "Nós, PSD, estamos cá, de espirito aberto, com lealdade democrática e com margem de cedência e convergência, fá-lo-emos em matéria de Estado, fá-lo-emos na 'regra de ouro', na reforma do poder local, nas leis eleitorais, até no sistema de regulação", afirmou o líder da bancada social-democrata, Luís Montenegro.
Depois da intervenção de António José Seguro, Passos Coelho diz que o PS é que está cada vez mais distante do consenso europeu. "O nosso consenso europeu não tem sede em Berlim", respondeu Seguro.
“Uma economia que persegue os portugueses”
"Alguém está a enganar alguém", acusou Jerónimo de Sousa no início da sua intervenção, lembrando as previsões do Boletim da Primavera do Banco de Portugal, que apontam para “uma estagnação da economia e uma liquidação, entre este ano e 2013, de 207 mil postos de trabalho”.
"O Senhor primeiro-ministro fala como se o pacto de agressão fosse uma bíblia ou uma vaca sagrada", disse o líder do Partido Comunista Português, acusando o Executivo de faltar à verdade. Acrescentou ainda que o Orçamento Retificativo se traduz num "ataque às condições de vida de muitos portugueses” e que o "primeiro compromisso de um Governo da República deve ser com o seu povo" e não com instâncias internacionais.
"O Senhor primeiro-ministro fala como se o pacto de agressão fosse uma bíblia ou uma vaca sagrada", disse Jerónimo de Sousa, líder do PCP.
O PCP perguntou onde está a "equidade nos sacrifícios" de que fala o Governo e Francisco Louçã, líder do Bloco de Esquerda, afirma que o empobrecimento vai continuar no próximo ano, e acusou o primeiro-ministro de não querer discutir os resultados da sua política. "Uma economia que cresce zero por cento e que não sai desta desgraça é uma economia que persegue os portugueses", disse o líder do BE, sublinhando que o "primeiro-ministro insiste numa política fanática que vai destruindo a economia".
"O Governo não faz propaganda, nem vende ficção", respondeu o primeiro-ministro à oposição, frisando que as exportações vão continuar com um comportamento positivo e que não haverá recessão em 2013. "Eu gostaria que ninguém fosse profeta da desgraça", acrescentou.
BE acusa Governo de fazer venda de "favorecimento" que indicia "corrupção"
Francisco Louçã considerou hoje que a venda do BPN ao BIC foi de "favorecimento" e indicia "corrupção", depois de o primeiro-ministro defender esta solução como "a mais barata" para os contribuintes, citando a Comissão Europeia.
O coordenador do BE disse que Passos Coelho “é absolutamente incapaz de nos explicar porque é vende por 40 milhões aquilo em que o Estado gastou oito mil milhões” acusando o governo de “destruir a economia”.
“Isto chama-se favorecimento e chama-se corrupção", afirmou Francisco Louçã, líder da bancada do BE
A deputada dos Verdes, Heloísa Apolónia, disse hoje a Passos Coelho que está a ficar "demasiado socrático" e já não responde às perguntas, depois de o primeiro-ministro não apresentar esclarecimentos sobre se a revisão curricular do Governo levará à dispensa de professores, depois de a Federação Nacional dos Professores denunciar que “colocará mais de 10 mil professores no desemprego”.
Passos Coelho não respondeu nem comentou a reforma apresentada esta semana pelo ministro de Educação. "O senhor primeiro-ministro está a ficar demasiado socrático. Não responde. Não está a responder às questões que colocamos diretamente e que afetam diretamente vida portugueses", alertou Heloísa Apolónia.
O secretário-geral do PS lembrou que, desde que Passos Coelho é primeiro-ministro, as dívidas do Estado "aumentaram 531 milhões de euros". "Se fizesse como eu, trabalho no país, fosse aos hospitais, universidades, sabia que esta lei de compromissos vai paralisar o país", afirmou António José Seguro. O líder do PS acusou ainda o primeiro-ministro de aplicar uma lei dos compromissos que vai "paralisar o país".
Para o chefe de Governo, a lei "não só não vai paralisar os serviços como vai obter uma maior responsabilização de toda a gente", nomeadamente dos agentes públicos e dos "fornecedores do Estado", que "estarão muito atentos" porque os contratos que não respeitem a lei serão nulos.
O secretário-geral do PS afirmou que “nunca houve uma diferença tão grande do ponto de vista ideológico entre o PS e o PSD”, pelo que desafiou Passos a desenvolver um trabalho "em conjunto" para "reduzir rapidamente" as "elevadas rendas" do mercado energético e alterar o estatuto das entidades reguladoras. O primeiro-ministro manifestou "satisfação pelo interesse” mas disse não acompanhar Seguro na questão da energia, uma vez que o executivo já iniciou o processo de negociação em setembro.
O líder parlamentar do PSD reiterou hoje a disponibilidade do seu partido para dialogar com a oposição sobre a introdução de limites legais ao défice e à dívida. "Nós, PSD, estamos cá, de espirito aberto, com lealdade democrática e com margem de cedência e convergência, fá-lo-emos em matéria de Estado, fá-lo-emos na 'regra de ouro', na reforma do poder local, nas leis eleitorais, até no sistema de regulação", afirmou o líder da bancada social-democrata, Luís Montenegro.
Depois da intervenção de António José Seguro, Passos Coelho diz que o PS é que está cada vez mais distante do consenso europeu. "O nosso consenso europeu não tem sede em Berlim", respondeu Seguro.
“Uma economia que persegue os portugueses”
"Alguém está a enganar alguém", acusou Jerónimo de Sousa no início da sua intervenção, lembrando as previsões do Boletim da Primavera do Banco de Portugal, que apontam para “uma estagnação da economia e uma liquidação, entre este ano e 2013, de 207 mil postos de trabalho”.
"O Senhor primeiro-ministro fala como se o pacto de agressão fosse uma bíblia ou uma vaca sagrada", disse o líder do Partido Comunista Português, acusando o Executivo de faltar à verdade. Acrescentou ainda que o Orçamento Retificativo se traduz num "ataque às condições de vida de muitos portugueses” e que o "primeiro compromisso de um Governo da República deve ser com o seu povo" e não com instâncias internacionais.
"O Senhor primeiro-ministro fala como se o pacto de agressão fosse uma bíblia ou uma vaca sagrada", disse Jerónimo de Sousa, líder do PCP.
O PCP perguntou onde está a "equidade nos sacrifícios" de que fala o Governo e Francisco Louçã, líder do Bloco de Esquerda, afirma que o empobrecimento vai continuar no próximo ano, e acusou o primeiro-ministro de não querer discutir os resultados da sua política. "Uma economia que cresce zero por cento e que não sai desta desgraça é uma economia que persegue os portugueses", disse o líder do BE, sublinhando que o "primeiro-ministro insiste numa política fanática que vai destruindo a economia".
"O Governo não faz propaganda, nem vende ficção", respondeu o primeiro-ministro à oposição, frisando que as exportações vão continuar com um comportamento positivo e que não haverá recessão em 2013. "Eu gostaria que ninguém fosse profeta da desgraça", acrescentou.
BE acusa Governo de fazer venda de "favorecimento" que indicia "corrupção"
Francisco Louçã considerou hoje que a venda do BPN ao BIC foi de "favorecimento" e indicia "corrupção", depois de o primeiro-ministro defender esta solução como "a mais barata" para os contribuintes, citando a Comissão Europeia.
O coordenador do BE disse que Passos Coelho “é absolutamente incapaz de nos explicar porque é vende por 40 milhões aquilo em que o Estado gastou oito mil milhões” acusando o governo de “destruir a economia”.
“Isto chama-se favorecimento e chama-se corrupção", afirmou Francisco Louçã, líder da bancada do BE
A deputada dos Verdes, Heloísa Apolónia, disse hoje a Passos Coelho que está a ficar "demasiado socrático" e já não responde às perguntas, depois de o primeiro-ministro não apresentar esclarecimentos sobre se a revisão curricular do Governo levará à dispensa de professores, depois de a Federação Nacional dos Professores denunciar que “colocará mais de 10 mil professores no desemprego”.
Passos Coelho não respondeu nem comentou a reforma apresentada esta semana pelo ministro de Educação. "O senhor primeiro-ministro está a ficar demasiado socrático. Não responde. Não está a responder às questões que colocamos diretamente e que afetam diretamente vida portugueses", alertou Heloísa Apolónia.