Pires de Lima. Em Portugal, "quem trabalha vive num regime de servidão fiscal".

| Política

Pires de Lima no 27º congresso do CDS-PP
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António Pires de Lima quer que os portugueses que vivem do seu trabalho entreguem no máximo ao Estado 50 por cento dos seus rendimentos. O país e a sua economia, avisou, não aguentam "duas legislaturas movidas a geringonça". E deseja que o próximo primeiro-ministro de Portugal venha do CDS.

O histórico centrista falou esta tarde ao Congresso assumindo-se como simples militante base, eleito pela concelhia de Cascais.

"Demos um grande exemplo nos últimos anos pela forma tranquila como gerimos a sucessão", começou por dizer, referindo o "caminho de êxito que temos traçado".

Pires de Lima reconheceu implicitamente que, apesar de tranquilo, o início do consulado de Cristas, que tem liderando o CDS com "uma identidade própria", não tem sido isento de críticas. Lembrou contudo que ela o faz ouvindo vozes contrárias com "imenso respeito pelos outros, pelas pessoas".

"Quem passa o tempo a julgar não tem tempo para a amar", comentou, para depois descrever o CDS como uma "casa tranquila que sabe afirmar os seus valores".

Um partido exemplo, que faz "uma oposição combativa mas também uma oposição construtiva", frisou Pires de Lima.
"Mexe-mexe fiscal"
"O CDS", afirmou, "é cada vez mais a ancora a uma alternativa política à esquerda radical". E tem de "marcar as diferenças", que passam "por uma ambição maior para Portugal e para os portugueses", frisou.

Numa referência ao Governo de António Costa, Pires de Lima referiu que, atualmente, se vive "um tempo de escolhas", sublinhando que estas se fazem também graças às "folgas orçamentais que o país hoje tem", após os resultados obtidos pelo Governo PSD-CDS.

Criticando o primeiro-ministro, Pires de Lima acrescentou que, com António Costa "vivemos um tempo de mexe-mexe fiscal" que deixa todos "na incerteza", apesar do Governo levar os portugueses a viver "relaxados".

Pires de Lima quer mais ambição para a criação de riqueza. 

É uma "pena que este PS refém da esquerda não esteja disponível para se sentar à mesa", lamentou.

"A criação de riqueza não devia ser vista pelos governantes com inveja e como uma forma privilegiada de colher maiores impostos", defendeu, assumindo uma proposta de futuro.
"Servidão fiscal"
"Uma alternativa política devia lutar por um Portugal que devia ser um país onde é bom viver mas também bom para quem que aqui trabalha".

Em Portugal, "quem vive do seu trabalho vive num regime de servidão fiscal que não pode continuar", denunciou Pires de Lima, que deseja descida não só no IRC como no IRS, até porque o país já não vive em situação "de emergência".

A proposta para o CDS, é conseguir que, "uma vez passado o tempo da assistência", caminhássemos, num prazo de quatro anos, para um país que revertesse esse dos impostos "a que fomos obrigados".

Conseguir assim que, propôs, "ninguém que viva do seu trabalho em Portugal seja obrigado a dar ao Estado mais de 50 por cento dos seus rendimentos".

"Portugal e a sua Economia não aguentam duas legislaturas movidas a geringonça", vaticinou Pires de Lima.

Pelo contrário, numa próxima legisltura "seria bom se o primeiro-ministro viesse do CDS", afirmou.

Terminou a sua intervenção alertando contra a dispersão, repetindo o que Cristas dissera horas antes: o "nosso adversário não é o PSD amigo", mas sim "o PS e a esquerda radical".

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