PSD ganha sem maioria absoluta

Se as eleições fossem hoje o PSD venceria com 39 por cento dos votos e o PS teria 33 por cento dos mesmos, assistindo-se a uma diminuição da vantagem dos social-democratas face aos socialistas. O PSD e o CDS-PP estariam perto da maioria absoluta, com 47 por cento dos votos, enquanto o PS sobe nas intenções de voto em comparação com dados recolhidos em outubro passado. Com a proximidade das eleições, aumenta a percentagem daqueles que tencionam ir votar.

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O PSD venceria as eleições sem maioria, mas o PS está a ganhar terreno e a aproximar-se dos social-democratas RTP

O PSD continua à frente das intenções de voto para as eleições legislativas de 5 de junho, mas diminui a vantagem dos social-democratas sobre os socialistas em comparação com os dados apurados na sondagem realizada em outubro. Há seis meses, o PSD liderava com 40 por cento das intenções de voto, enquanto o PS arrecadava 26 por cento.

Os socialistas estão a subir para 33 por cento das intenções de voto enquanto, à esquerda, os comunistas mantêm a estimativa anterior (oito por cento) e os bloquistas registam uma acentuada descida.

O Bloco de Esquerda regista uma quebra de seis por cento das intenções de voto, uma vez que em outubro estas ascendiam a 12 por cento.

Na direita, o CDS-PP mantém os sete por cento de estimativa de votos já identificados em outubro. Somados estes às intenções de voto no PSD, a direita fica perto de uma maioria absoluta, com 47 por cento dos votos.

A estimativa dos resultados eleitorais aponta para uma votação branca ou nula na ordem dos seis por cento, o que é considerado elevado pelo Centro de Estudos e Sondagens de Opinião da Universidade Católica Portuguesa.

A estimativa de resultados eleitorais foi obtida calculando a percentagem de intenções de voto em relação ao total de votos válidos e redistribuindo os indecisos.

Campanha eleitoral prevê-se dura
Com base numa segunda pergunta sobre inclinação direta de voto, onde foram apenas considerados os inquiridos que dizem que vão votar, foram apurados os seguintes resultados: o PSD teria 16 por cento dos votos, logo seguido do PS, com 13 por cento.

A intenção de voto declarada dá ainda três por cento dos votos ao Bloco de Esquerda, ao CDS-PP e à CDU. Um por cento dos inquiridos declara que irá votar em "outros".

Aumenta o número de indecisos
Com a aproximação das eleições, o número de pessoas a responder “de certeza que iria votar” chega aos 50 por cento e aqueles que “em princípio” vão votar ascendem a 22 por cento.

A intenção direta de votos revela que os indecisos constituem 32 por cento do total dos 1288 inquiridos que compõem a amostra. É uma subida significativa, em comparação com os 24 por cento de indecisos apurados em outubro.

Ficha técnica
Esta sondagem foi realizada pelo Centro de Estudos e Sondagens de Opinião da Universidade Católica Portuguesa (CESOP) para a Antena 1, RTP, Jornal de Notícias e Diário de Notícias nos dias 2 e 3 de abril de 2011. O universo alvo é composto pelos indivíduos com 18 ou mais anos recenseados eleitoralmente e residentes em Portugal Continental.

Foram selecionadas aleatoriamente 19 freguesias do país, tendo em conta a distribuição da população recenseada eleitoralmente por regiões NUT II (2001) e por freguesias com mais e menos de 3200 recenseados.

A seleção aleatória das freguesias foi sistematicamente repetida até os resultados eleitorais das eleições legislativas de 2009 e presidenciais de 2011 nesse conjunto de freguesias, ponderado o número de inquéritos a realizar em cada uma, estivessem a menos de 1 por cento dos resultados nacionais dos cinco maiores partidos ou candidatos.

Os domicílios em cada freguesia foram selecionados por caminho aleatório e foi inquirido em cada domicílio o mais recente aniversariante recenseado eleitoralmente na freguesia.

Foram obtidos 1288 inquéritos válidos, sendo que 58,6 por cento dos inquiridos eram do sexo feminino, 35 por cento da região Norte, 22 por cento do Centro, 30 por cento de Lisboa e Vale do Tejo, 5 por cento do Alentejo e 7 por cento do Algarve.

Todos os resultados obtidos foram depois ponderados de acordo com a distribuição da população com 18 ou mais anos residentes no Continente por sexo, escalões etários e grau de instrução, na base dos dados do INE, e por região e habitat na base dos dados do recenseamento eleitoral.

A taxa de resposta foi de 51,7 por cento. A margem de erro máximo associado a uma amostra aleatória de 1288 inquiridos é de 2,7 por cento, com um nível de confiança de 95 por cento.
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