PSD. Rui Rio traça objetivos, aprova diretas e responde a críticas

por Mário Aleixo - RTP
Rui Rio traçou os objectivos do PSD para as eleições autárquicas e tratou dos assuntos internos pendentes Lusa

O presidente do Partido Social Democrata (PSD) apontou como objetivo para as próximas autárquicas "inverter a tendência de queda" e recuperar muitas câmaras, admitindo que será difícil numa eleição ultrapassar a diferença para os socialistas e vencer o Partido Socialista (PS).

No final de uma reunião de mais de quatro horas do Conselho Nacional, que decorreu em Bragança e terminou na última madrugada, Rui Rio foi questionado pela análise da situação política que fez perante os conselheiros, em que desdramatizou os resultados das legislativas e apostou nas autárquicas de 2021.

"Temos de apostar a sério nas autárquicas para inverter a tendência de queda e ter uma tendência de subida real, não é ganhar mais duas ou três câmaras", afirmou.

Uma reunião acompanhada pela jornalista da Antena 1, Ana Isabel Costa.



Datas das diretas e congresso definidas

O Conselho Nacional do PSD aprovou ainda a marcação de eleições diretas para 11 de janeiro e congresso entre 07 e 09 de fevereiro, com a Mesa a recusar apreciar uma proposta para abrir a votação a todos os militantes.

Segundo fonte oficial do PSD, a proposta da secretaria-geral de regulamento para as eleições diretas do presidente da Comissão Política Nacional (CPN) e do 38.º Congresso foi aprovada com 58 votos a favor, dez abstenções e seis contra.

Pelo caminho ficou a proposta apresentada pelo presidente da Câmara de Viseu, Almeida Henriques, de alteração ao regulamento para que todos os militantes pudessem votar independentemente do pagamento de quotas.

"Dentro disto, quanto mais militantes pagarem a sua quota - e não outros a pagarem por eles - melhor, por isso estamos a fazer um esforço muito grande de sensibilização das pessoas, mas não vamos mascarar isso e arranjar um qualquer esquema para parecer, isso não faz o meu feitio", afirmou Rui Rio.

Em declarações aos jornalistas no final da reunião, o secretário-geral do PSD, José Silvano, explicou que a Mesa do Conselho Nacional entendeu não aceitar a proposta "porque violava os estatutos do partido, que dizem que para eleger e ser eleito é preciso ter as quotas em dia" na altura da eleição.

Rui Rio é recandidato ao cargo do presidente do PSD, em eleições diretas, já tendo como adversários assumidos até agora o antigo líder parlamentar Luís Montenegro e o vice-presidente da Câmara Municipal de Cascais, Miguel Pinto Luz.