Política
Raimundo exorta Governo a "enfrentar a guerra da reconstrução"
O secretário-geral do PCP esteve no Estaleiro Municipal de Ourém, onde funciona um centro de recolha e doação de bens às populações atingidas pelas intempéries.
Paulo Raimundo invocou esta segunda-feira, em Ourém, o que descreveu como "um problema de grande dimensão", na sequência das intempéries das últimas semanas, para exortar o Governo a pôr de parte "despesas para alimentar guerras" e a colocar em marcha "a guerra da reconstrução".
"Isto é um problema de grande dimensão e o país vai ter que fazer opções sobre o que é que é prioritário", começou por sustentar o secretário-geral do PCP, para acrescentar que o Governo de Luís Montenegro tem por diante a escolha entre "aventuras, loucuras, despesas para alimentar guerras" ou "enfrentar esta guerra no terreno, que é a guerra da reconstrução, da recuperação do país e da vida das pessoas".Paulo Raimundo deslocou-se ao Estaleiro Municipal de Ourém, onde está a operar, desde a depressão Kristin, um centro de recolha de bens destinados às populações atingidas pelos efeitos das intempéries.
"O que sobressai é o espírito de solidariedade do nosso povo", assinalou Raimundo, que destacou o "movimento de solidariedade, esta entrega das autoridades, entrega dos órgãos da Câmara Municipal, dos eleitos e das populações".
"Todo este movimento que se gerou - e continua a gerar - de solidariedade, de entrega de materiais, de procura de soluções, é uma coisa extraordinária", sublinhou Paulo Raimundo, aludindo à mobilização popular que encontrou em Ourém, na Marinha Grande, em Leiria em Alcácer do Sal, e "em todo o lado".
Na leitura do dirigente comunista, "as autarquias não estão em condições de resolver este problema", elencando a reparação de estradas e equipamentos públicos e o reabastecimento de água."O Governo vem-nos apresentar mais uma operação, o Plano de Resiliência Nacional, mas vamos ver se não fica só pela propaganda".
O secretário-geral comunista esteve também reunido com o presidente da Câmara Municipal de Ourém, Luís Miguel Albuquerque, que chamou a atenção para os danos no concelho, onde "800 quilómetros de estradas ficaram intransitáveis" e "cerca de duas mil casas estão ainda sem eletricidade".Em Ourém, 40 pessoas ficaram desalojadas, tendo sido instaladas numa unidade de apoio em FátimaVinte e quatro permanecem neste centro. Outras 80 pessoas "encontraram soluções em casa de familiares".
Ainda de acordo com o autarca, "só em espaços e equipamentos públicos os prejuízos vão rondar os 30 a 35 milhões de euros".
c/ Lusa
"Isto é um problema de grande dimensão e o país vai ter que fazer opções sobre o que é que é prioritário", começou por sustentar o secretário-geral do PCP, para acrescentar que o Governo de Luís Montenegro tem por diante a escolha entre "aventuras, loucuras, despesas para alimentar guerras" ou "enfrentar esta guerra no terreno, que é a guerra da reconstrução, da recuperação do país e da vida das pessoas".Paulo Raimundo deslocou-se ao Estaleiro Municipal de Ourém, onde está a operar, desde a depressão Kristin, um centro de recolha de bens destinados às populações atingidas pelos efeitos das intempéries.
"O que sobressai é o espírito de solidariedade do nosso povo", assinalou Raimundo, que destacou o "movimento de solidariedade, esta entrega das autoridades, entrega dos órgãos da Câmara Municipal, dos eleitos e das populações".
"Todo este movimento que se gerou - e continua a gerar - de solidariedade, de entrega de materiais, de procura de soluções, é uma coisa extraordinária", sublinhou Paulo Raimundo, aludindo à mobilização popular que encontrou em Ourém, na Marinha Grande, em Leiria em Alcácer do Sal, e "em todo o lado".
Na leitura do dirigente comunista, "as autarquias não estão em condições de resolver este problema", elencando a reparação de estradas e equipamentos públicos e o reabastecimento de água."O Governo vem-nos apresentar mais uma operação, o Plano de Resiliência Nacional, mas vamos ver se não fica só pela propaganda".
"Apesar de estarem algumas pessoas já pontualmente a receber este ou aquele apoio, há um problema de falta de estrutura para responder. É preciso haver quem reconstrua as casas", frisou ainda o secretário-geral do PCP.
800 quilómetros intransitáveis
800 quilómetros intransitáveis
O secretário-geral comunista esteve também reunido com o presidente da Câmara Municipal de Ourém, Luís Miguel Albuquerque, que chamou a atenção para os danos no concelho, onde "800 quilómetros de estradas ficaram intransitáveis" e "cerca de duas mil casas estão ainda sem eletricidade".Em Ourém, 40 pessoas ficaram desalojadas, tendo sido instaladas numa unidade de apoio em FátimaVinte e quatro permanecem neste centro. Outras 80 pessoas "encontraram soluções em casa de familiares".
Ainda de acordo com o autarca, "só em espaços e equipamentos públicos os prejuízos vão rondar os 30 a 35 milhões de euros".
c/ Lusa