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Sondagem. PS ganha regionais nos Açores mas direita garante maioria absoluta

Sondagem. PS ganha regionais nos Açores mas direita garante maioria absoluta

Se as regionais se realizassem agora, os açorianos dariam a vitória ao PS com ligeira vantagem sobre o PSD, mas o bloco dos partidos de direita poderia coligar-se numa maioria absoluta, revela a sondagem da Universidade Católica para a RTP, Antena 1 e Público. Vasco Cordeiro, o líder socialista no arquipélago, é apontado como o candidato que daria melhor presidente do governo regional (41%), com uma vantagem confortável sobre o social-democrata José Manuel Bolieiro (37%).

Paulo Alexandre Amaral - RTP /
Homem de Gouveia - Lusa

O estudo do CESOP da Universidade Católica aponta para a manutenção de um cenário idêntico às últimas eleições regionais no arquipélago dos Açores, em 2020, com a maioria dos votos a caírem para os socialistas, mas a serem os partidos de direita os únicos a poder unir-se num bloco de maioria absoluta.

Com 64% dos inquiridos a garantir que "de certeza vão votar" a 4 de fevereiro e 16% a dizer que "em princípio vão votar", o PS recolhe uma estimativa de voto de 39% para estas eleições (intenção de voto de 31%), três pontos acima da coligação PSD/CDS/PPM, que assegurará os 36% (intenção de 26%). Logo a seguir vem o Chega com 9% e, muito abaixo, Bloco de Esquerda (3%), IL (2%), CDU (2%), PAN (2%) e Livre e JPP (ambos com 1%).



Estas percentagens deverão traduzir-se numa distribuição de deputados que deixará os partidos considerados de esquerda com 28 deputados e os partidos de direita com 29, sendo esses 29 o mínimo necessário para garantir uma maioria absoluta na assembleia regional açoriana, constituída por 57 parlamentares.



Ou seja - fazendo uma média entre máximo e mínimo - apesar de o PS assegurar 25 deputados contra 24 do PSD, a confirmarem-se estas percentagens, seria José Manuel Bolieiro, o líder social-democrata, aquele que reuniria melhores condições para formar governo, apesar de essa ser uma fórmula que nas últimas eleições regionais culminou no desmoronar do executivo.

A impossibilidade de uma maioria absoluta de um só partido é aliás a convicção da maioria dos inquiridos (52%), com apenas 21% a apontarem nesse sentido.

Face a este cenário, a amostra revela uma preferência por um Governo PS com maioria absoluta. Tende, contudo, a apontar o direito à governação ao partido que vencer as eleições, com ou sem maioria absoluta, deixando em aberto as possibilidades de coligações com outras forças.

Trata-se contudo de uma questão com possibilidade de alteração de cenário, já que 24% da amostra diz que “Não sabe” e 7% "Não responde", ou seja, uma soma de 31% de incertezas, quase um terço dos inquiridos.



Ficha Técnica

Esta sondagem foi realizada pelo CESOP–Universidade Católica Portuguesa para a RTP, Antena 1 e Público nos dias 27 e 28 de janeiro de 2024. O universo alvo é composto pelos indivíduos com 18 ou mais anos recenseados eleitoralmente e residentes na Região Autónoma dos Açores. Foram selecionadas vinte e cinco freguesias dos dois círculos eleitorais com maior número de eleitores (São Miguel e Terceira), de modo a garantir que as médias dos resultados eleitorais das últimas eleições nesse conjunto de freguesias (ponderado o peso eleitoral dos seus círculos de pertença) estivessem a menos de 1 ponto percentual dos resultados das candidaturas mais votados em cada eleição. Os domicílios em cada freguesia foram selecionados por caminho aleatório e a seleção do inquirido em cada domicílio também foi aleatória. Todas as entrevistas foram efetuadas com recurso a tablets, respondendo os inquiridos à sua opção de voto de forma totalmente confidencial. Foram obtidos 2297 inquéritos válidos, sendo 58% dos inquiridos mulheres. Todos os resultados obtidos foram depois ponderados de acordo com a distribuição de eleitores residentes na Região por sexo, escalões etários, e freguesia na base dos dados do recenseamento eleitoral. A taxa de resposta foi de 56%*. A margem de erro máximo associado a uma amostra aleatória de 2297 inquiridos é de 2%, comum nível de confiança de 95%.

*Esta taxa resulta da divisão do número de respostas completas (2297) pelo total das seguintes situações: respostas completas; desistências; recusa abrir a porta; pessoa selecionada não está em casa; pessoa selecionada recusa responder.

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