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Sondagem da Universidade Católica. Aliança Democrática venceria se eleições fossem hoje

Sondagem da Universidade Católica. Aliança Democrática venceria se eleições fossem hoje

Se as eleições legislativas se realizassem agora, a vitória iria para a Aliança Democrática liderada por Luís Montenegro, com 32% dos votos, quatro pontos à frente do PS, segundo a sondagem da Universidade Católica para a RTP, Antena 1 e Público desta segunda-feira. As intenções diretas de voto revelam, porém, uma percentagem muito elevada de indecisos (20%).

Joana Raposo Santos - RTP /
Eduardo Costa - Lusa

Caso o processo eleitoral decorresse hoje, 23% da população portuguesa inquirida marcaria um X na coligação PSD/CDS/PPM no boletim de voto. O número aumentou dois por cento em relação à sondagem anterior, realizada em novembro de 2023.

Das 1192 pessoas inquiridas, 20% disseram ter intenções de votar no PS de Pedro Nuno Santos, percentagem igual à do último inquérito. O Chega surge em terceiro nas intenções de voto, com 14%, seguido da IL (4%), BE (4%), Livre (2%), CDU (2%) e PAN (1%).

Tendo em consideração apenas as intenções e inclinações de voto de inquiridos que dizem ter a certeza que vão votar (um total de 972 pessoas), estas percentagens traduzir-se-iam numa vitória de 32% para a Aliança Democrática.

Seguir-se-ia o Partido Socialista com 28%, o Chega (19%), a Iniciativa Liberal (6%), o Bloco de Esquerda (5%), o Livre (3%), a CDU (2%) e o PAN (1%).

Estimam-se ainda 4% de votos brancos, nulos ou noutros partidos.

“As intenções diretas de voto nesta sondagem mostram uma percentagem muito elevada de indecisos”, revela a Universidade Católica, alertando que “estas estimativas não são previsões de resultados eleitorais em 10 de março”, mas sim “estimativas dos resultados que as diversas listas teriam se a eleição tivesse decorrido no momento em que a sondagem foi realizada”.Comparando a sondagem mais recente com a de novembro do ano passado, verifica-se uma estabilização da diferença entre AD e PS, assim como uma continuação da subida do Chega e uma descida da IL.

Os inquiridos foram também questionados sobre a intenção de voto, com 81% a responderem que “de certeza” que vão votar. Ainda assim, a Católica alerta que “não é possível prever um valor para a abstenção” e que as percentagens reais podem ser “muito diferentes”, uma vez que “muitos dos abstencionistas não aceitam sequer responder a inquéritos políticos”.
Para onde estão a ir os votos de 2022?
A sondagem da Católica procurou ainda decifrar em que partidos votaram os inquiridos nas eleições de 2022 e comparar essa informação com as intenções atuais de voto.

Dos eleitores que hoje votariam na Aliança Democrática, 65% votaram no PSD há dois anos, 10% no PS, 6% na IL e 5% no CDS-PP.

No caso do PS, o segundo partido mais votado segundo esta sondagem, 80% também votaram nos socialistas nas últimas legislativas. Doze por cento não votaram em nenhum partido em 2022, enquanto 3% votaram no BE, outros 3% no PSD e 1% na CDU.

Dos que hoje votariam no Chega, apenas 33% também o fizeram há dois anos. De resto, 23% vieram do PSD, 15% do PS, 5% da IL, 2% da CDU, 1% do BE e 1% do CDS-PP.

Ficha técnica

Este inquérito foi realizado pelo CESOP Universidade Católica Portuguesa para a RTP, Antena 1 e Público entre os dias 24 de janeiro e 1 de fevereiro de 2024. O universo alvo é composto pelos eleitores residentes em Portugal. Os inquiridos foram selecionados aleatoriamente a partir de uma lista de números de telemóvel, também ela gerada de forma aleatória. Todas as entrevistas foram efetuadas por telefone (CATI). Os inquiridos foram informados do objetivo do estudo e demonstraram vontade de participar. Foram obtidos 1192 inquéritos válidos, sendo 45% dos inquiridos mulheres. Distribuição geográfica: 32% da região Norte, 20% do Centro, 32% da A.M. de Lisboa, 7% do Alentejo, 5% do Algarve, 2% da Madeira e 3% dos Açores. Todos os resultados obtidos foram depois ponderados de acordo com a distribuição da população por sexo, escalões etários e região com base nos dados do recenseamento eleitoral. A taxa de resposta foi de 30%*. A margem de erro máximo associado a uma amostra aleatória de 1192 inquiridos é de 2,8%, com um nível de confiança de 95%.

*Foram contactadas 3917 pessoas. De entre estas, 1192 aceitaram participar na sondagem e responderam até ao fim do questionário.
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