Governo ficou completo com posse dos secretários de Estado
Pedro Nuno não comenta escolhas dos novos secretários de Estado
Sete secretários de Estado com acertos na designação dos cargos
Hoje, na cerimónia de tomada de posse, que durou cerca de meia hora e na qual os secretários de Estado foram chamados um a um, foi possível detetar outras alterações.
José Maria Gonçalves Pereira Brandão de Brito foi chamado como secretário de Estado Adjunto e do Orçamento (na lista inicial não se referia o estatuto de Adjunto) e Hélder Reis como secretário de Estado do Planeamento e Desenvolvimento Regional, sendo nova a parte do Planeamento.
Também Hernâni Dias viu ser acrescentado o Ordenamento do Território ao título de secretário de Estado da Administração Local, enquanto Rui Armindo da Costa Freitas será secretário Adjunto da Presidência (em vez de "e da Presidência").
Pedro Tiago Dantas Machado da Cunha, que aparecia na lista inicial como secretário de Estado da Educação, sê-lo-á da Administração e Inovação Educativas.
Jorge Manuel de Almeida Campino será secretário de Estado e da Segurança Social (perdendo a designação de Adjunto), enquanto, pelo contrário, Carla da Cruz Mouro, ganhará a designação de secretária de Estado Adjunta, além da Igualdade.
Adriano Rafael Sousa Moreira mantém o título de secretário de Estado do Trabalho, mas dentro do Ministério do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social, passa de primeiro para terceiro na orgânica interna.
No site da Presidência da República na Internet já consta a lista atualizada do XXIV Governo Constitucional.
Faltava a resposta de "quatro ou cinco" secretários de Estado, diz Marcelo
Em declarações aos jornalistas à saída do Palácio Nacional da Ajuda, em Lisboa, Marcelo Rebelo de Sousa ressalvou que "não houve nenhuma objeção" da sua parte aos nomes propostos por Luís Montenegro.
O chefe de Estado referiu que aceitou "imediatamente" tanto a lista de ministros como a de secretários de Estado.
Marcelo Rebelo de Sousa prestou declarações à comunicação social depois de dar posse aos 41 secretários de Estado do XXIV Governo Constitucional.
O primeiro-ministro e os 17 ministros do novo Governo tomaram posse na terça-feira.
Com a posse dos secretários de Estado, ficou completo o executivo minoritário formado por PSD e CDS-PP na sequência das legislativas antecipadas de 10 de março, que é composto no total por 59 elementos.
"Tem 51 anos, é maior e vacinado". Presidente remete para o filho questões sobre caso das gémeas
Foto: José Sena Goulão - Lusa
Hoje, após a tomada de posse dos secretários de Estado, o presidente da República disse que os jornalistas “terão de perguntar ao próprio”, que “tem 51 anos, é maior e vacinado”.
O chefe de Estado disse ainda que, por estar sob investigação, o assunto não voltou a ser abordado entre ele e o filho.
Já sobre a conclusão da IGAS de que a Presidência não disponibilizou a tempo e horas a documentação pedida, Marcelo Rebelo de Sousa respondeu que tal se deveu ao facto de a informação estar potencialmente sob segredo de justiça.
“A Presidência enviou para o Ministério Público em dezembro toda a documentação” e este “considerou que era segredo de justiça”, razão pela qual a Presidência teve de se assegurar de que o envio dessa informação ao IGAS não violava esse segredo de justiça, explicou Marcelo.
Concluindo que não era o caso, a Presidência acabou por enviar a documentação ao IGAS em janeiro.
Sobre a possibilidade de ser chamado a Comissão Parlamentar de Inquérito devido ao caso das gémeas, hipótese levantada por André Ventura, o presidente da República disse que apenas comenta “factos”.
“Não posso comentar posições partidárias por uma razão muito simples, que passou despercebida: é que eu convoquei há dois dias eleições europeias, portanto estamos em período pré-eleitoral”, justificou.
Calendário para negociação com professores anunciado para a semana
À chegada ao Palácio da Ajuda, onde decorrerá a tomada de posse dos 41 secretários de Estado que completam o Governo de Luís Montenegro, Fernando Alexandre foi questionado pelos jornalistas sobre o facto do Ensino Superior não ter tutela autónoma e ficar sobre a sua alçada e sobre o calendário para as negociações com os professores.
"Será anunciado na próxima semana", disse apenas, escusando-se a fazer mais comentários.
O ministro da Educação, Ciência e Inovação já tinha esclarecido hoje, em declarações à Lusa, que o Ensino Superior, para o qual não foi designado secretário de Estado, ficará sob a sua alçada.
"Basicamente, quem vai assumir as matérias de ensino superior sou eu próprio", disse o ministro em declarações à agência Lusa, para esclarecer as dúvidas sobre quem ficaria responsável pela área, depois de divulgada a lista de secretários de Estado.
O "super" Ministério da Educação, Ciência e Inovação do XXIV Governo Constitucional vai contar com dois secretários de Estado da Educação e um da Ciência, mas nenhum dedicado em exclusivo ao Ensino Superior.
Ministério da Cultura com apenas uma secretária de Estado
Ministério da Agricultura e Pescas
Dois novos elementos no Ministério da Juventude e Modernização
Ministério do Ambiente e Energia tem dois secretários
Ministério do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social
Tomam posse os secretários do Ministério da Economia
Margarida Blasco acredita que vai chegar a "porto muito seguro" com as polícias
"Nada é fácil neste mundo, mas com o trabalho e a boa vontade de todos, acho que vamos alcançar um porto muito seguro para todos", afirmou Margarida Blasco aos jornalistas, à entrada para a cerimónia de tomada de posse dos novos secretários de Estado do Governo liderado por Luís Montenegro.
Em causa está a reivindicação dos agentes da PSP e militares da GNR para que lhes seja atribuído o suplemento de missão já concedido à Polícia Judiciária, uma exigência que Luís Montenegro, durante da campanha eleitoral, considerou justa, mas sem se vincular a valores concretos.
Nas declarações de hoje, Margarida Blasco adiantou que as datas para se reunir com os representantes das forças de segurança serão anunciadas posteriormente e considerou que a solução terá de ser encontrada através do diálogo com todos os representantes do setor.
"É em conjunto que temos de encontrar as soluções", afirmou a ministra da Administração Interna.
Questionada pelos jornalistas se o Governo tem folga orçamental para satisfazer esta reivindicação, respondeu: "isso tem de perguntar ao ministro das Finanças".
"Estamos cá e aceitámos o desafio exatamente para trabalharmos e conseguirmos chegar a uma solução de consenso", insistiu Margarida Blasco.
No final de março, a plataforma que junta estruturas da PSP e GNR defendeu que a nova ministra da Administração Interna tem de resolver urgentemente a atribuição do suplemento de missão aos polícias, considerando que assume a pasta num "momento extremamente difícil".
Três secretários para o Ministério da Habitação
Ministério da Saúde tem duas novas secretárias de Estado
Ministério da Educação com três secretários mas sem Ensino Superior
Tomam posse os secretários do Ministério da Administração Interna
Ministério da Justiça tem duas secretárias de Estado
Tomam posse os secretários do Ministério da Defesa Nacional
Dois secretários pertencem ao Ministério dos Assuntos Parlamentares
Ministério da Coesão Territorial com dois secretários
Ministério da Presidência tem dois secretários de Estado
Tomam posse os secretários do Ministério de Estado e das Finanças
Tem início a cerimónia. Secretários do Ministério de Estado e de Negócios Estrangeiros são os primeiros a tomar posse
Presidente da República também já chegou ao Palácio da Ajuda
Luís Montenegro já chegou ao Palácio da Ajuda
Sánchez felicita Montenegro e diz que Portugal e Espanha continuarão a trabalhar juntos
Sánchez revelou numa publicação na rede social X que falou hoje com Luís Montenegro por telefone "para o felicitar pela sua designação como primeiro-ministro".
"Portugal é um país irmão a que nos unem profundos laços históricos de cooperação e amizade. Continuaremos a trabalhar juntos como parceiros estratégicos e aliados", escreveu o socialista Pedro Sánchez, na mesma publicação.
O primeiro-ministro espanhol terminou o texto com três palavras escritas em português: parabéns e boa sorte.
Na quinta-feira, o ministro dos Negócios Estrangeiros, Paulo Rangel, revelou que a primeira deslocação oficial ao estrangeiro de Luís Montenegro como primeiro-ministro deverá ser a Madrid.
Rangel, que estava em Bruxelas para uma reunião da Organização do Tratado do Atlântico Norte (NATO), disse que, com o homólogo espanhol, José Manuel Albares, começou "a preparar aquela que será em princípio a primeira deslocação externa do primeiro-ministro, que será justamente a Madrid".
Segundo um comunicado divulgado pelo governo espanhol, a visita do primeiro-ministro a Espanha será em 15 de abril e na conversa de hoje Montenegro e Sánchez concordaram em relação "à importância da aliança ibérica" entre os dois países.
Pedro Nuno Santos vai propor Alexandra Leitão para líder do Grupo Parlamentar do PS
A reunião do Grupo Parlamentar do PS que irá votar o nome de Alexandra Leitão vai realizar-se na quarta-feira, indicou a mesma fonte.
Caso seja eleita, Alexandra Leitão sucederá a Eurico Brilhante Dias, que era líder parlamentar do PS desde 2022.
Alexandra Leitão é atualmente membro do Secretariado Nacional do PS e foi a coordenadora do programa eleitoral do partido nas últimas eleições legislativas.
Foi ministra da Modernização do Estado e da Administração Pública de 2019 a 2022 e, entre 2015 e 2019, secretária de Estado Adjunta e da Educação. Na última legislatura, enquanto deputada, foi presidente da comissão parlamentar de Transparência e Estatuto dos Deputados.
Alexandra Leitão é uma das comentadoras do programa da CNN e da TSF "O Princípio da Incerteza", debatendo ao domingo com o social-democrata Pacheco Pereira e com o centrista António Lobo Xavier.
Associação critica falta de Secretaria de Estado do Comércio
Na nota, hoje divulgada, a entidade referiu que foi com "estranheza" que tomou nota da "desvalorização da importância das empresas de comércio no desenvolvimento do país".
A ADIPA apontou que, desta forma, o comércio fica "sem interlocutor direto junto do novo Governo", salientando "a relevância já demonstrada na prática pelas empresas do Comércio Alimentar, em momentos de crise".
A associação indicou que na pandemia "evitaram a rutura da cadeia de abastecimento alimentar" e que, "na escalada dos preços dos bens alimentares (num contexto de guerra na Europa)", o setor assumiu um compromisso "para a estabilização e redução dos preços dos bens alimentares essenciais".
A associação destacou ainda o papel do setor para mitigar o "impacto da escalada dos preços da energia", com "contributos para a tomada de medidas para a necessária normalização da atividade das empresas do Comércio Alimentar".
Por fim, a associação lembrou o "relevante contributo para a economia nacional através de um elevado nível de emprego assegurado em particular pelas empresas do comércio alimentar bem como o importante VAB [Valor Acrescentado Bruto] criado".
"A ADIPA, que representa as empresas grossistas e retalhistas do Comércio Alimentar independente presentes em todas as regiões do país, continuará totalmente comprometida com a defesa intransigente das empresas que representa desde a sua criação em 1975", assegurou.
"Não obstante esta significativa incompreensão governativa", prosseguiu, a associação "manifesta a sua disponibilidade para colaborar com o Governo na procura de soluções, não só para o setor, como para a economia nacional".
De acordo com a lista de secretários de Estado, publicada no portal da Presidência da República na Internet, o Ministério da Economia de Pedro Reis conta com três secretários de Estado: da Economia, do Mar e do Turismo.
O Presidente da República aceitou, esta quinta-feira, a lista de 41 secretários de Estado proposta pelo primeiro-ministro, Luís Montenegro, para o XXIV Governo.
Ministro esclarece que o Ensino Superior ficará sob a sua alçada
"Basicamente, quem vai assumir as matérias de ensino superior sou eu próprio", disse o ministro em declarações à agência Lusa, para esclarecer as dúvidas sobre quem ficaria responsável pela área, depois de divulgada a lista de secretários de Estado.
O "super" Ministério da Educação, Ciência e Inovação do XXIV Governo Constitucional vai contar com dois secretários de Estado da Educação e um da Ciência, mas nenhum dedicado em exclusivo ao Ensino Superior.
As universidades e politécnicos, no entanto, não ficam órfãos, assegurou Fernando Alexandre, que entende que a sua experiência de gestão das instituições torna natural que seja o próprio a assumir a pasta.
"O facto de não existir o secretário de Estado do Ensino Superior é uma falsa questão e penso que nós mostraremos que, de facto, isso não é, de forma alguma, retirar importância às instituições de ensino superior, porque é o próprio ministro, que provém da academia e que conhece muito bem o sistema, que vai assumir essa pasta", sublinhou.
Além do ministro, o novo Ministério - que volta a juntar sob a mesma tutela educação, ensino superior e ciência, áreas distribuídas em dois ministérios nos anteriores governos socialistas -- integra três secretários de Estado.
O politólogo e especialista em educação, Alexandre Homem Cristo, será secretário de Estado Adjunto e da Educação, Pedro Cunha, atualmente diretor-geral da Educação, será secretário de Estado da Educação e a investigadora Ana Paiva fica com a pasta da Ciência.
Além do Ensino Superior, Fernando Alexandre terá também uma intervenção direta, em articulação com Ana Paiva, na Inovação, área que diz conhecer muito bem.
A propósito das críticas em relação à nova orgânica do Governo, e depois de alguns representantes das comunidades académicas manifestarem preocupação com a junção de ministérios, Fernando Alexandre disse que nenhuma das áreas será desvalorizada.
"O que procuramos transmitir com esta fusão é, precisamente, a importância de pensarmos a educação e o investimento em ciência, independentemente do nível a que é feito, como um elemento fundamental para a transformação da nossa sociedade, para a formação integral das pessoas", justificou.
Respondendo também às dúvidas levantadas quanto à sua nomeação -- um economista, sem experiência em educação --, Fernando Alexandre disse que o Ministério que lidera "é uma equipa" e que a experiência dos dois secretários de Estado reflete a importância dada ao setor.
"Procurei construir uma equipa que tivesse as competências nas diferentes áreas para podermos entregar à sociedade aquilo com que nos vamos comprometer no programa de Governo", acrescentou.
Sem adiantar detalhes sobre o programa do Governo, que será entregue no dia 10 e discutido na Assembleia da República nos dias 11 e 12, destacou o reforço da autonomia das instituições de ensino superior e a igualdade no acesso a um ensino de qualidade, dos 0 anos ao superior.
Fernando Alexandre esclareceu ainda que o novo ministério ficará, para já, sediado nas instalações do anterior Ministério da Educação, na Avenida 24 de Julho, em Lisboa, e que o Palácio das Laranjeiras, onde estava sediado o Ministério da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, ficará livre.
Alteração do logótipo do Governo gera polémica
Nova ministra da Saúde enfrenta primeiro protesto da Frente Comum
O coordenador da Frente Comum considera que o plano de emergência do novo Governo para a Saúde não traz boas notícias.
Solidariedade Imigrante classifica de "retrocesso" fim de secretaria de Estado para as Migraçõe s
A área das migrações deixa de ter secretaria de Estado na orgânica do Governo de Luís Montenegro, depois de, no Executivo de António Costa, estar junta com a Igualdade, na dependência da ministra Adjunta e dos Assuntos Parlamentares.
Para Timóteo Macedo, "é preocupante" e sinal de "mau princípio de conversa com este Governo", depois de a criação da secretaria de Estado para a Igualdade e Migrações ter sido uma "conquista" há muito reivindicada pelos imigrantes e pelo movimento associativo.
"Vemos com grande apreensão a não continuidade ou até melhoramento de uma Secretaria de Estado. Há outros países que até não têm Secretaria de Estado, têm ministérios para a imigração. Portanto, Portugal está a andar para trás. São passos dados para trás e isso nós não queremos, porque queremos avançar", defendeu.
Acrescentou que a associação continuará a trabalhar para que o país seja "moderno, com políticas avançadas, políticas públicas pensadas para as pessoas e defensoras dos direitos humanos".
Admite, no entanto, que "não foi com surpresa" que constatou a mudança, tendo em conta tudo "o que foi prometido nas pré-campanhas [para as eleições legislativas] pelos partidos da direita e da extrema-direita", apontando que "não havia perspetivas de dar continuidade e de melhorar aquilo que já tinha sido feito e implementado".
Referiu, por outro lado, desconhecer que ministério vai ficar responsável pela Agência para a Integração, Migrações e Asilo, se fica sob a alçada da Presidência de Conselho de Ministros ou o Ministério da Administração Interna, lembrando que se trata de um serviço público e não de um órgão de polícia criminal, como era anteriormente o Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF).
Perante este desconhecimento, Timóteo Macedo lembrou que há decisões que têm de ser tomadas rapidamente e que "os imigrantes não são culpados desta trapalhada", que "é uma vergonha para todos".
Defendeu que a falta de uma secretaria de Estado para as migrações não põe em causa o trabalho atualmente feito por várias associações e lembrou, a propósito, que a Solidariedade Imigrante atende, diariamente, cerca de cem pessoas que contactam a associação a pedir ajuda sobre os mais diversos temas.
Lembrou ainda a lei da imigração para sublinhar que se trata de uma das mais avançadas da Europa, ainda que precise de alterações e melhorias.
São vários os setores descontentes com a composição do governo
PCP adverte que executivo está a começar a encontrar justificações para não cumprir promessas
Em declarações aos jornalistas na concentração "Defender o Serviço Nacional de Saúde. Cumprir em Abril", organizada hoje em Lisboa pela Frente Comum dos Sindicatos da Administração Pública, Paulo Raimundo foi questionado se considera que a mudança do logótipo do Governo devia ter sido uma prioridade.
"Sem desrespeitar o autor, eu acho que isso é um não assunto. (...) Quando nós não temos mais nada para oferecer, oferecemos logótipos", respondeu.
O líder comunista ironizou que, até agora, o Governo respondeu "de forma muito exata" à questão do logótipo e também "à ideia da corrupção, que já se está a ver que não vai dar em nada", numa alusão à decisão do executivo de mandatar a ministra da Justiça para falar com todos os partidos com assento parlamentar, agentes do setor da justiça e da sociedade civil com vista à elaboração de um pacote de medidas contra a corrupção.
"E há uma terceira ideia que começa a ganhar forma, quer por parte do Governo, quer por parte daqueles que sustentam o Governo, que é a ideia, a que eu fiz várias referências durante a campanha eleitoral, de que hoje promete-se tudo para amanhã, chegando ao poder, encontrar-se as justificações para não poder cumprir o que se prometeu", disse.
Para Paulo Raimundo, parece que o executivo está a "começar já esse caminho", numa altura em que "ainda a procissão vai no adro".
Já questionado sobre a comissão de inquérito proposta pelo Chega ao caso das gémeas, o líder comunista respondeu que "isso é só fumaça", e, interrogado se acha que o relatório da Inspeção-Geral das Atividades em Saúde (IGAS) deve ser tornado público, considerou que sim.
"É um relatório que tem um conjunto de informações e deve-se criar condições para ser tornado público, a não ser que haja algum procedimento concreto que o impeça de ser", indicou.
Sobre o assunto das gémeas luso-brasileiras, Paulo Raimundo defendeu que é necessário "garantir a possibilidade de acesso à saúde generalizada das pessoas, sejam elas quais forem", e considerou que "é de facto indigno um tratamento custar quatro milhões de euros", numa referência ao medicamento Zolgensma.
"Isso é que é indigno e é preciso resolver de uma vez por todas. Nesse caso em concreto não é possível, mas é possível aumentar a produção de medicamentos de forma a baixar os preços dos medicamentos e acabar com este escândalo que enche de facto os cofres à grande indústria farmacêutica", sublinhou.
Sobre a concentração em que marcou presença, Paulo Raimundo foi questionado se não é muito cedo para estar na rua, tendo em conta que o Governo tomou posse esta semana.
"Os problemas que existiam no dia 09 de março continuam a existir todos: as dificuldades de acesso à saúde, os problemas de falta de médicos, de não reconhecimento e valorização das carreiras... Tudo isso que existia está aí tudo e é preciso exigência de mudança", defendeu.
O líder do PCP sustentou que "há uma vontade expressa do PSD, CDS, IL e Chega, mas que também vem no decurso de opções erradas do PS", que visam o "desmantelamento e destruição do SNS.
"Portanto, não é cedo, é tarde para defender o SNS", afirmou.
Secretários de Estado prestes a tomar posse
Foto: José Sena Goulão - Lusa
Comércio sem secretaria de Estado é "retrocesso", diz Confederação
Fenprof chumba escolhas de Montenegro. "A Educação não vai ter Ministério"
São também recordadas por Mário Nogueira as posições do secretário de Estado adjunto que vai ter a pasta da Educação, Alexandre Homem Cristo. Alguém que apontou, em livro, como soluções a “privatização e contratualização com privados“. Para Mário Nogueira, a questão é o que é que “esta equipa que é mais liberal” vai apresentar como soluções para a escola pública, “para que possamos ter uma escola melhor”.
Esta sexta-feira, em comunicado, a Fenprof anunciou que os docentes - que têm estado a fazer a manutenção dos computadores que avariam nas escolas - vão deixar de garantir a manutenção “dos equipamentos tecnológicos” e também vão fazer greve “ao suporte técnico de provas digitais, a partir de 8 de abril”.
"Competência para cumprir programa eleitoral do PSD é garantia de mau Governo"
A coordenadora do Bloco de Esquerda lamentou os recuos da AD e recordou que "as promessas que foram feitas são para cumprir". Sobre a escolha de secretários de Estado do Governo, Mortágua considerou que "a competência para cumprir o programa eleitoral do PSD é a garantia um mau Governo para o país".
Pedro Nuno Santos não comenta escolha de secretários de Estado
"Não sou um analista. Não vou comentar as escolhas do primeiro-ministro", afirmou o secretário-geral do PS, quando questionado sobre a escolha dos secretários de Estado por Luís Montenegro, que não são muito conhecidos pela opinião pública.
"O primeiro-ministro tem o seu Governo, tem de liderar o seu Governo, tem de apresentar propostas ao país e é aí que vamos concentrar a nossa atenção: é nas respostas aos problemas das pessoas".
Pedro Nuno Santos argumentou ainda que é só com "as ideias, as propostas, com as medidas que têm de ser implementadas no país" que está preocupado.
Secretários de Estado do novo Governo tomam posse esta tarde
Nuno Patrício - RTP
A posse dos secretários de Estado está marcada para as 18:00 desta sexta-feira.
No total, o Governo liderado por Luís Montenegro tem 59 membros, o mesmo número de elementos do primeiro executivo de António Costa, entre os quais 17 mulheres como secretárias de Estado.
Secretários de Estado tomam posse sem lugar a discursos
Desta feita, não estão previstas intervenções do presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, ou do primeiro-ministro, Luís Montenegro.
Tomada de posse às 18h00
A lista com os secretários de Estado só foi conhecida três horas depois de o primeiro-ministro, Luís Montenegro, ter saído da reunião com o presidente da República no Palácio de Belém.Os nomes foram aprovados por Marcelo Rebelo de Sousa, mas verificou-se um contratempo. A RTP apurou que dois dos nomes aguardavam uma decisão administrativa das respetivas universidades para poderem integrar o Governo.
A tomada de posse está assim agendada para as 18h00 desta sexta-feira no Palácio Nacional da Ajuda, na presença do presidente da República.
O XXIV Governo Constitucional fica completo com 59 membros e os novos secretários de Estado irão participar numa reunião informal do Conselho de Ministros marcada para sábado em Óbidos.
A deslocação de Montenegro a Belém terá também visado discutir as condições de governabilidade, em particular as possibilidades de diálogo com as forças políticas da oposição. O encontro durou hora e meia.
O fecho da composição do novo Executivo produz alterações na bancada parlamentar do CDS: João Almeida volta a assumir o cargo de deputado, que desempenhou ao longo de 20 anos, ficando no lugar de Nuno Melo e juntando-se a Paulo Núncio.
Já são conhecidos os secretários de Estado do executivo de Luís Montenegro
Inês Carmelo Rosa Calado Lopes Domingos
- Secretário de Estado dos Negócios Estrangeiros e da Cooperação
Nuno Ricardo Ribeiro de Carvalho de Azevedo Sampaio
- Secretário de Estado das Comunidades Portuguesas
José de Almeida Cesário
- Secretário de Estado do Orçamento
José Maria Gonçalves Pereira Brandão de Brito
- Secretária de Estado dos Assuntos Fiscais
Cláudia Maria dos Reis Duarte Melo de Carvalho
- Secretário de Estado do Tesouro e das Finanças
João Alexandre da Silva Lopes
- Secretária de Estado da Administração Pública
Marisa da Luz Bento Garrido Marques Oliveira
- Secretário de Estado da Presidência do Conselho de Ministros
Paulo José Martins Raposo Lopes Marcelo
- Secretário de Estado Adjunto e da Presidência
Rui Armindo da Costa Freitas
- Secretário de Estado do Desenvolvimento Regional
Hélder Manuel Gomes Dos Reis
- Secretário de Estado da Administração Local
Hernâni Dias
- Secretário de Estado Adjunto e dos Assuntos Parlamentares
Carlos Eduardo Almeida De Abreu Amorim
- Secretário de Estado do Desporto
Pedro Miguel Pereira Dias
- Secretário de Estado Adjunto e da Defesa Nacional
Álvaro Castelo Branco
- Secretária de Estado da Defesa Nacional
Ana Isabel Xavier
- Secretária de Estado Adjunta e da Justiça
Maria José Dias da Mota Magalhães de Barros
- Secretária de Estado da Justiça
Maria Clara Figueiredo
- Secretário de Estado da Administração Interna
Telmo Augusto Janes de Noronha Côrrea
- Secretário de Estado da Proteção Civil
Paulo Simões Ribeiro
- Secretário de Estado Adjunto e da Educação
Manuel Alexandre Mateus Homem Cristo
- Secretário de Estado da Educação
Pedro Tiago Dantas Machado da Cunha
- Secretária de Estado da Ciência
Ana Maria Severino de Almeida Paiva
- Secretária de Estado da Saúde
Ana Margarida Pinheiro Povo
- Secretária de Estado da Gestão da Saúde
Cristina Alexandra Rodrigues da Cruz Vaz Tomé
- Secretário de Estado das Infraestruturas
Hugo Morato Alface Do Espírito Santo
- Secretário de Estado da Mobilidade
Cristina Maria dos Santos Pinto Dias
- Secretária de Estado da Habitação
Patrícia Gonçalves Costa de Machado Santos
- Secretário de Estado do Turismo
Pedro Manuel Monteiro Machado
- Secretário de Estado da Economia
João Rui da Silva Gomes Ferreira
- Secretária de Estado do Mar
Lídia Bulcão
- Secretário de Estado do Trabalho
Adriano Rafael Sousa Moreira
- Secretário de Estado Adjunto e da Segurança Social
Jorge Manuel de Almeida Campino
- Secretária de Estado da Ação Social e da Inclusão
Clara Marques Mendes
- Secretário de Estado do Ambiente
Emídio Ferreira dos Santos Sousa
- Secretária de Estado da Energia
Maria João Pereira
- Secretária de Estado da Igualdade
Carla da Cruz Mouro
- Secretário de Estado da Modernização e da Digitalização
Alberto Manuel Rodrigues da Silva
- Secretário de Estado da Agricultura
João Manuel Moura Rodrigues
- Secretária de Estado das Pescas
Cláudia Sofia Gomes Monteiro de Aguiar
- Secretário de Estado das Florestas
Rui Miguel Ladeira Pereira
- Secretária da Estado da Cultura
Maria de Lurdes dos Anjos Craveiro
Docente universitária com doutoramento em História da Arte, é desde 2021 diretora do Museu Nacional Machado de Castro.
"Foi uma boa reunião, falámos de muitos temas", declarou Luís Montenegro aos jornalistas.
O chefe de Governo chegou ao Palácio de Belém às 18h04, apenas acompanhado pelo chefe de gabinete, Pedro Perestrelo Pinto, e saiu perto das 19h30.