Eleições bávaras: social-cristãos recusam coligação com extrema-direita

| Europa

O líder social-cristão Markus Söder (esq.)
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Segundo as sondagens, a CSU estará pela primeira vez em seis décadas perante a ameaça de perder as rédeas do Governo da Baviera. A CSU ver-se-á forçada a negociar uma coligação mas o seu líder, Markus Söder, recusa fazê-lo com a Alternativa para a Alemanha (AfD, de extrema-direita).

Segundo uma das últimas sondagens permitidas antes das eleições do próximo domingo, a União Social-Cristã (CSU), com 32,9 por cento dos votos, deverá manter-se como primeiro partido mas muito longe da maioria absoluta e em quebra acentuada face à eleição anterior (47,7 por cento em 2013). A quebra tem sido constante e ininterrupta: 3 pontos percentuais desde setembro e cinco ponto desde agosto.

Percentagens de votação previstas
CSU - 32,9
FDP - 5,9
SPD - 11,0
FW - 9,8
Verdes - 18,5
Linke - 3,9
AfD - 12,8
Outros - 5,2

O líder social-cristão, Markus Söder, atribuiu as más sondagens do seu partido à impopularidade do Governo federal de Angela Merkel. Implicitamente, acusava desse modo o seu correligionário Horst Seehofer de responsabilidade no declínio do partido, visto que é ele o mais destacado social-cristão que participa no Governo federal - no caso como ministro do Interior.

Seehofer considerou necessário defender-se, afirmando: "Nos últimos seis meses não me intrometi, nem na política bávara, nem na campanha eleitoral". Em todo o caso, as suas ásperas críticas contra a política de refugiados de Angela Merkel têm precisamente sido atribuídas à ânsia de reforçar a votação da CSU nas eleições bávaras do próximo domingo, dia 14.

Ao contrário da CSU, há dois outros partidos que ganham uma grande quantidade de votos: os Verdes, que saltam para 18,5 por cento; e a AfD que se estreia com 13 por cento, superando os 11 por cento do velho SPD. Outros dois partidos estão na zona cinzenta, em dúvida sobre a sua capacidade para vencer a barreira dos 5 por cento que é o mínimo para entrar no parlamento: os liberais da FDP (5,9 por cento); e a esquerda, Linke (3,9 por cento). 

Há ainda os Eleitores Livres (FW, com 9,8 por cento) e outros partidos (com 5,2 por cento).

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