Governo remete para mais tarde hipótese de proibir venda de carne previamente picada

O secretário de Estado da Alimentação e da Investigação Agroalimentar remete para mais tarde a possibilidade de proibir a venda de carne previamente picada. Nuno Vieira e Brito afirma que é preciso analisar os estudos da Deco em detalhe.

Nuno Rodrigues /

Foto: Erik van't Woud/EPA

Numa reação ao estudo da Associação Portuguesa para a Defesa do Consumidor que encontrou carne de vaca picada contaminada em 34 talhos na Grande Lisboa e no Grande Porto, Nuno Vieira e Brito garante à Antena1 que só toma uma decisão depois de serem feitos mais estudos.

“Gostaríamos de conhecer com mais detalhe. É necessário averiguar e analisar o número de amostras, o método, o laboratório, mas também quais os estabelecimentos que foram observados e a dimensão geográfica. São necessários estudos mais complementares para que tenhamos mais atenção relativamente à conclusão das análises”, refere.

O governante acrescenta que são tidas também em conta as análises da Autoridade de Segurança Alimentar e Económica (ASAE), que não têm apontado neste sentido. “Consideramos importante uma reflexão sobre estes estudos para tomar medidas mais claras quanto a esta questão”, sublinha.

Por enquanto, o secretário de Estado da Alimentação e da Investigação Agroalimentar aconselha os clientes a pedirem carne picada na hora.

(com Sandra Henriques)
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