Não há casos suspeitos ou sob investigação em Portugal

A ministra da Saúde revelou que em Portugal não existem casos suspeitos ou sob investigação da gripe H1N1 e que as duas crianças internadas no Hospital de Dona Estefânia não apresentam critérios que levantem qualquer suspeita. Ana Jorge falava na habitual conferência de imprensa diária sobre a nova estirpe do vírus da gripe.

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Ana Jorge voltou a apelar aos cidadãos com sintomas sugestivos de gripe para que não saiam de casa sem ligar para a Linha Saúde 24 (808 24 24 24) e para seguirem "as recomendações feitas pelos profissionais de saúde" RTP

"Não existe, neste momento, qualquer caso suspeito ou sob investigação em Portugal", sublinhou a governante.

Ana Jorge esclareceu ainda que as duas crianças internadas no Hospital de Dona Estefânia, em Lisboa, não estão infectadas com a gripe H1N1.

"Os pais das crianças apresentavam sintomas de gripe. Ao detectarem os mesmos sintomas nos filhos, recorreram ao serviço de urgência do Hospital Pediátrico de Dona Estefânia. As crianças foram observadas e ficaram internadas apenas para os pais poderem ser, também eles, observados no Hospital Curry Cabral. Tanto os pais como as crianças não têm critérios que levantem qualquer suspeita", esclareceu a ministra da Saúde que acrescentou que "a curto prazo, as crianças terão alta".

"Trata-se de uma infecção respiratória comum, daí não ter havido necessidade de envio de amostras para o laboratório do Instituto Nacional Ricardo Jorge", frisou.

Ana Jorge voltou a apelar aos cidadãos que "com sintomas sugestivos de gripe (como febre, mal-estar, tosse) associados a deslocações a áreas afectadas pela gripe ou em contacto com doentes, não saiam de casa sem ligar para a Linha Saúde 24 (808 24 24 24)" e para seguirem "as recomendações feitas pelos profissionais de saúde".

Passageiros que chegaram do México não apresentam sintomas do vírus

Mais de trezentos turistas portugueses chegaram hoje a Lisboa depois de um período de férias no México. À chegada a Portugal foram recebidos por médicos e foram aconselhados a permanecerem durante sete dias em casa.

"Antes do desembarque, a equipa da Autoridade de Sanidade Internacional entrou no avião, onde aconselhou e observou os passageiros. Dois apresentavam sintomas que não correspondem ao quadro clínico de gripe e estão sem febre", revelou Ana Jorge que acrescentou que "os passageiros em causa e os acompanhantes estão identificados e em contacto directo com a equipa de saúde".

Dois passageiros ficam em casa para despiste

Os dois passageiros que apresentam alguns sintomas de gripe decidiram voluntariamente ficar em casa para fazer o despiste da gripe A H1N1. A confirmação foi dada pela delegada de Saúde do Aeroporto de Lisboa que depende da Direcção-Geral de Saúde.

"São apenas sintomas, que não evidenciam a presença da doença", afirmou.

"Decidiram ficar em casa, isolados, por apresentarem sintomas de tosse e diarreia", revelou Maria João Martins, acrescentado que "na Constituição portuguesa não há quarentena involuntária, pelo que a decisão de ficar em casa só depende, em última análise, do bom senso das pessoas".

Segundo a delegada de Saúde do Aeroporto de Lisboa, "foi dada indicação dada a todos os passageiros que chegaram do México", o pais mais infectado com a doença, para que no caso "de apresentarem alguns sintomas, ficarem em casa durante sete dias e não irem trabalhar se o seu trabalho implicar contacto com grupos de risco, como crianças".

"É fundamental a identificação de casos e a contenção da doença", frisou.

As autoridades de saúde portuguesas ficaram com os contactos dos passageiros que hoje chegaram do México.

No entanto, através das listas de passageiros das companhias aéreas, as autoridades poderão identificar todas as pessoas que estiveram em contacto com quem tenha a vindo ser diagnosticada a doença.

Máscaras não são necessárias

Francisco George, director-geral de Saúde, garantiu que "não existem razões para que os cidadãos usem máscaras" de protecção e que "não há qualquer problema que justifique o uso de máscaras".

Na conferência de imprensa, o director-geral de Saúde afirmou que "se for caso disso, informaremos quais as máscaras indicadas pois existem múltiplas e distintas máscaras".

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