18 Out 2026
Fernando Lopes no início dos anos 70 criou, com pudor agressivo, um fascinante drama conjugal, a partir de uma inteligente adaptação da obra de Carlos Oliveira. Com Laura Soveral e João Guedes.
A história de Maria dos Prazeres e Álvaro Silvestre, casados e que vivem no meio rural nos anos 60. A sua relação está longe de ser um modelo de felicidade. Entre recalcamentos, compromissos e omissões, os dois conseguem manter uma ilusão de relação, que se irá desfazer perante conflitos. A partir do romance homónimo do escritor neorrealista Carlos Oliveira.
Maria dos Prazeres (Laura Soveral) e Álvaro Silvestre (João Guedes) são casados e vivem num meio rural que dominam socialmente. Porém, a sua relação está longe de ser um modelo de felicidade. Na verdade, entre recalcamentos, compromissos e omissões, os dois conseguem manter uma ilusão de unidade que em breve se vai desfazer perante as discórdias que não se podem mais conter.
Partindo da adaptação ao cinema do romance homónimo de Carlos Oliveira, Fernando Lopes, assinava um excelente drama intimista sobre uma complexa, amarga e opressiva relação conjugal.
Um fascinante jogo de conflitos, amarguras, desejos, paixões, fraquezas e recalcamentos, num universo rural e opressivo, que Lopes constrói com notável precisão, subtileza e, nas palavras de José Cardoso Pires, com "pudor agressivo".
Um filme, que estetica e narrativamente, criou ruturas com os modelos convencionais do início dos anos 70, admiravelmente interpretado por Laura Soveral e João Guedes.