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AGUIÑO, SOBREVIVER AO "PRESTIGE"

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Lembrar a tragédia do "Prestige". Uma visita à aldeia galega de Aguiño, antes e depois de ser atingida pela maré negra

Em Novembro de 1999. Em Aguiño, pequena aldeia galega situada na entrada da Ria de Arosa, começava a época da apanha dos percebes.Os mariscadores saíam nos seus pequenos barcos logo ao amanhecer, para a sua luta contra a maré e as ondas, enquanto as traineiras da pesca costeira, os pescadores e os amanhadores de redes também iniciavam a faina diária.
Entre estes trabalhadores despreocupados está Oujo, descendente de uma família de Aguiño com uma longa tradição na apanha de percebes, Carilla, o vigia do grémio dos pescadores, e Manolita, uma mulher que remenda as redes da pesca. Eram tempos felizes, quando o mar proporcionava muita riqueza aos habitantes da pequena aldeia galega. Tudo mudou desde então.
O ano agora é 2002. Também o mês de Novembro. A catástrofe do "Prestige" transformou um ecossistema raro num buraco negro de fuelóleo. A poluição que atingiu toda a "costa da Morte" - como o litoral galego é conhecido devido aos inúmeros naufrágios ali ocorridos - ameaça agora a ria de Arosa. Face à passividade das autoridades, os pescadores de Aguiño decidem fazer face à maré negra. Sem quaisquer recursos, e trabalhando apenas com alguns apetrechos de pesca e com as próprias mãos, conseguem retirar do mar mais de quarenta mil toneladas de combustível. Salvam a Ria de Arosa do desastre. Mas a costa de Aguiño fica irremediavelmente destruída.
"Sobreviver ao Prestige" é um documentário de uma produtora independente espanhola-a "Continental Producciones"-que testemunha esta luta da aldeia de Aguiño. As imagens recolhidas pela realizadora Sandra Sánchez mostram como a prosperidade de 1999 contrasta com o dia a dia de morte e destruição que se lhe seguiu. Permite observar a luta dos pescadores, apoiada por milhares de voluntários, e acompanhar de perto os pequenos dramas privados de pessoas como Oujo, Carilla ou Manolita, que agora fazem face a um futuro incerto, depois da destruição de seu modo de vida.
Um documentário de Sandra Sánchez com imagem de Rubén Milego. Som de Claudio Canedo, música de Eduardo Molinero e grafismo de Héctor Gómez. Produção de Pancho Casa e Marco Meere. Uma produção da "Continental Producciones". 2003. 55 minutos.

Ficha Técnica

Título Original
AGUIÑO, SOBREVIVIR AL PRESTIGE / AGUIÑO, SURVIVING THE PRESTIGE
Realização
Sandra Sánchez
Produção
Maria López, Roberto Sinde
Música
Eduardo Molinero
Ano
2003
Duração
55 m minutos