Festival de Almada 26 - Danse Macabre
Espetáculo de abertura do Festival de Almada, uma criação de Martin Zimmermann que cruza teatro, dança e novo-circo
Dança macabra inscreve-se na continuidade do percurso artístico verdadeiramente singular -que reúne teatro, dança e novo-circo - percorrido nos últimos 20 anos pelo coreógrafo e encenador suíço Martin Zimmermann. Em cena deparamo-nos com três personagens tragicómicas, profundamente frágeis, que deixaram de enquadrar-se na sociedade e que, nas suas tristezas, acabam por encontrar-se no mesmo sítio e na mesma altura.
O dispositivo cénico desta peça evoca uma lixeira abandonada, onde se vai acumulando tudo o que já não pode ser utilizado nem eliminado. É nesse lugar inóspito que se instala este trio improvável de Dança macabra. Apesar das peripécias e das suas dificuldades de relacionamento, essas três personagens dispõem-se a resistir, alcançando um ponto de entendimento comum que lhes permitirá encontrarem saídas para situações inesperadas.
Existe ainda uma outra figura que paira acima desta singela e frágil comunidade: a Morte. Encarnada pelo próprio Zimmermann, é essa morte trocista quem puxa os cordelinhos e intervém no desenvolvimento das cenas, mas sem que os intérpretes se apercebam. Assim sendo, esses protagonistas nunca sabem se os acasos e os desafios que incessantemente os assaltam são causados pelo mundo exterior, ou se fazem parte da sua própria história e dos seus universos íntimos. Nessa Dança macabra, as personagens lutam pela sobrevivência, dispondo apenas de um único meio para sobreviver: o seu sentido de humor.
Ficha Técnica
- Título Original
- Festival de Almada 26 - Danse Macabre
- Intérpretes
- Tarek Halaby, Dimitri Jourde, Methinee Wongtrakoon, Martin Zimmermann
- Autoria
- Dramaturgia: Sabine Geistlich
- Música
- Colin Vallon
- Ano
- 2026
- Duração
- 90 minutos