EM DIRETO
Depressão Leonardo. A evolução do estado do tempo ao minuto

Perdeu-se o rasto a 100 mil toneladas de resíduos perigosos

Perdeu-se o rasto a 100 mil toneladas de resíduos perigosos

Ninguém sabe onde param milhares de toneladas de resíduos industriais perigosos. Uma situação confirmada à Antena 1 pelo diretor do maior centro de tratamento de resíduos do país. Perdeu-se o rasto a cerca de 100 mil toneladas de lixo considerado perigoso.

Rita Colaço /
Em 2004 um estudo encomendado pelo Governo de Durão Barroso concluiu que por ano Portugal produzia 254 mil toneladas de resíduos industriais perigosos. Manuel Simões, diretor geral da Ecodeal, o maior dos dois Centros Integrados de Recuperação, Valorização e Eliminação de resíduos (CIRVER) que existem em Portugal, afirmou à Antena 1 que "do estudo de mercado para aquilo que estar a ser gerido pelos CIRVER há uma falta de 100 mil toneladas de resíduos industriais perigosos".

Os CIRVER foram criados para garantir a autosuficiência do país em termos de tratamento de resíduos perigososo. A quantidade de resíduos perigosos que atualmente está a entrar nos CIRVER representa pouco mais de 60 por cento das 254 toneladas calculadas em 2004. Perdeu-se o rasto a 100 mil toneladas.

"A Ecodeal acredita que alguns resíduos perigosos possam estar a ser desclassificados para resíduos não perigosos", disse Manuel Simões. "Por desconhecimento da legislação que regula a classificação de resíduos, mas principalmente consideramos que alguns resíduos industriais perigosos possam estar a ser indevidamente classificados como resíduos não perigosos".

E isso, acrescenta, "é bastante perigoso". "Existe a situação do desconhecimento" mas também "a intenção de tornar mais barato o tratamento de resíduos".

Contactado pela Antena 1, Rui Berkmayer, da Quercus, organização de defesa ambiental, diz que nem o Ministério da tutela consegue contabilizar a quantidade de resíduos industriais perigosos produzidos em Portugal, contradizendo o que é afirmado pelo presidente da Agência Portuguesa do Ambiente, Nuno Lacasta.
PUB