Blogue "Senhor Alvarinho" atinge degustação número 500 de vinho daquela casta

João Paulo Meneses, jornalista e criador do blogue Senhor Alvarinho, atinge hoje a degustação número 500 de vinho daquela casta produzida em todos o país mas com as "melhores referências" na sub-região Monção e Melgaço.

Lusa /

O vinho número 500 é uma nova referência da Quinta do Soalheiro, em Melgaço, distrito de Viana do Castelo, designada Melpassos.

"Já tinha comprado e guardado para ser o número 500 hoje", adiantou em declarações à agência Lusa.

Nos oito anos de existência da página na Internet estão registados e identificados 499 vinhos a que João Paulo atribuiu uma classificação. 

"Este é um projeto totalmente independente de identificação, registo e crítica de todos os Alvarinhos portugueses, um dos melhores vinhos brancos do mundo", sublinhou o jornalista.

Na crítica explica as `nuances` do Alvarinho e a diversidade de `terroirs` que o influenciam, o preço de venda ao público e até o local onde se praticam os melhores preços das referências que já provou.

O `blog` começou por ser uma lista apenas para uso pessoal. A ideia de criar a página "dedicada apenas a uma casta foi evoluindo naturalmente" e, é hoje, um espaço a que João Paulo Menezes chama, "com demasiada ambição, a enciclopédia do Alvarinho".

"É a única página temática sobre uma casta, em Portugal. Nesta página é possível encontrar 500 vinhos `online` o que não acontece em qualquer outra página. Não me limito a fazer registos, também publico notícias relacionadas com o mundo do Alvarinho. E, portanto, as pessoas podem ir acompanhando todo o tipo de informação sobre enólogos, marcas, os mais vendidos, menos vendidos", especificou.

Na lista dos 500 vinhos registados no Senhor Alvarinho, apenas cerca de uma dezena está classificada com nota 10, a pontuação máxima.

"O que é superinteressante é que metade são vinhos antigos, com 10 anos em garrafa. Vinhos que quando foram engarrafados não eram para durar nem cinco anos. Ainda havia aquela ideia de que o vinho verde era para ser bebido no ano de produção, senão estragava-se. A verdade é que vinhos que teriam custado três ou quatro euros há 10 anos estão hoje espetaculares. É absolutamente incrível a capacidade de envelhecimento da casta. São vinhos que se revelam surpreendentes face àquilo que eram quando foram comprados", explicou.

Em 2026, o "desafio" de João Paulo Meneses é diversificar o conteúdo da página.

"Vou fazer uma coisa que nunca foi feita em Portugal, que é uma lista dos anos com melhores colheitas. É um trabalho que estou a fazer há mais de um mês, ouvindo produtores e enólogos, e vou divulgar uma lista com as preferências deles, para orientar o consumidor. Por exemplo, 2020 foi um ano bom ou foi um ano mau? Posso comprar um vinho em 2022, foi um ano bom? Vou divulgar uma lista com os anos de eleição, mais uma vez para servir de guia para as compras das pessoas", adiantou.

Neste ano, João Paulo Menezes vai também continuar a provar vinhos novos. 

"Mais ou menos um por semana, chegarei aos 540 no fim de 2026" referiu.

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