Combustíveis. Abastecimento deverá estar normalizado em 48 horas

| Economia

A normalidade será reposta nos próximos dias, mas de forma gradual
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O Sindicato dos Motoristas de Matérias Perigosas estima que o abastecimento de combustível a nível nacional fique normalizado dentro de dois dias, depois de desconvocada a greve que durava desde segunda-feira.

Em declarações aos jornalistas após o anúncio do final da greve, Pedro Henriques, do Sindicato dos Motoristas de Matérias Perigosas (SMMP) apontou para um prazo de 48 horas até que o abastecimento nas bombas de combustível seja normalizado.

O membro sindical congratulou-se ainda com o entendimento conseguido esta quinta-feira e disse esperar que até ao final do ano se consiga concluir o acordo de negociação coletiva.

"Vamos dar início às negociações com a ANTRAM, com supervisão do Governo, para negociar as cláusulas da negociação coletiva desta classe profissional. A primeira reunião é dia 29 e tem como objetivo até ao final deste ano estar fechado este acordo coletivo de trabalho até final do ano", afirmou o responsável.

Esta manhã, o presidente da ANTRAM, Gustavo Paulo Duarte, disse acreditar que a manhã desta quinta-feira "está perdida" mas que, no turno da tarde, já se deverão começar a sentir diferenças e que as filas irão diminuir nas bombas de combustível.


Já Francisco Albuquerque, da Associação Nacional de Revedores de Combustíveis (ANAREC), acredita que cerca de 80 por cento da rede de abastecimento do país está afetada, mas que "rapidamente a situação deverá ser resolvida".

Pedro Nuno Santos, ministro das Infraestruturas e da Habitação, tinha já afirmado que os serviços de abastecimento de combustível iriam começar a regressar à normalidade a partir de hoje, mas de forma gradual.

"Há um processo de reorganização que demorará algum tempo até que a normalidade esteja reposta na sua totalidade, mas vamos começar a sentir, desde as primeiras horas do dia, que finalmente o período que nós vivemos nos últimos três dias terminou e que temos todos, enquanto cidadãos, o direito a não ter este problema", declarou o ministro.

No entendimento conseguido hoje, as partes comprometem-se a "diligenciar pela manutenção de um clima de diálogo e paz social, mantendo o diálogo como forma de resolução de diferendos ou divergências até ao fim das negociações", abstraindo-se de "outras formas de pressão, nomeadamente greves".

c/Lusa

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