Diretor do Económico classifica solução para o BES como nacionalização sem riscos

O diretor do Diário Económico, António Costa, considera que a criação do Novo Banco a partir do Banco Espírito Santo (BES) é uma espécie de nacionalização, mas sem riscos. A parte não tóxica do BES fica agora separada dos riscos associados ao esquema de financiamento fraudulento entre as empresas do Grupo Espírito Santo.

Sandra Henriques /

Foto: Rafael Marchante/Reuters

“Acaba por ser uma espécie de nacionalização por tempo indeterminado, mas sem risco, ao contrário do que sucedeu no BPN, em que há um risco evidente para os contribuintes”, afirma à Antena 1.

António Costa explica que se o fundo que agora intervém não recuperar os milhões de euros que está a aplicar quando for feita a reprivatização deste Novo Banco “quem vai perder não são os contribuintes, são os donos deste fundo, que é todo o sistema financeiro”.

O governador do Banco de Portugal anunciou no domingo à noite que iria ser criado o Novo Banco, que contém a parte não tóxica do BES, separada dos riscos associados ao esquema de financiamento fraudulento entre as empresas do Grupo Espírito Santo.

O Novo Banco tem um rácio de capital de 8,5 por cento, acima dos 8 por cento exigidos, e é detido pelo fundo de resolução, que é uma espécie de Caixa de Previdência dos Bancos criada em 2012, mas que tem apenas 230 milhões de euros.

Os restantes 4.500 milhões são emprestados pelo Estado através da linha de recapitalização, embora sem prejuízo para os contribuintes, segundo o governador do Banco de Portugal.


PUB