Economia
"Lei de bases não está a ser cumprida". Entrevista ao coordenador do relatório sobre a Segurança Social
Em entrevista à RTP, o coordenador do relatório sobre a Segurança Social divulgado esta terça-feira explica como se chegou aos valores de défice que constam no documento.
"O que está a acontecer desde 2006 é que, para encobrir a insuficiência de financiamento da Caixa Geral de Aposentações, estão a ser transferidas verbas do Orçamento do Estado", explica Jorge Bravo.
Para o responsável, a junção das duas parcelas "é uma questão de transparência e clarividência". A avaliação conjunta "decorre da lei" e os sucessivos Governos estão em incumprimento da lei de bases no financiamento da CGA há 20 anos, argumenta.
"Está-se a financiar a despesa contributiva com impostos", afirma ainda nesta entrevista ao jornalista João Adelino Faria.
Sobre as propostas para reformar a Segurança Social, o coordenador do relatório sublinha que todas as medidas implicam pagamentos maiores "de forma voluntária" e seguem modelos adotados noutros países.
O Governo já indicou, após a divulgação do relatório, que não irá implementar nenhuma reforma no decurso da atual legislatura.
Jorge Bravo alerta que este tipo de mudanças "não se faz de um dia para o outro" e que se deve aproveitar a "janela de oportunidade" para fazer uma "reforma estrutural sem sobressaltos, coordenada, com tempo".
Sublinha ainda que algumas das medidas sugeridas são de "fácil implementação", como a conta poupança para crianças. Outras, como os planos profissionais, são mais "complexas" para adotar.
Para o responsável, a junção das duas parcelas "é uma questão de transparência e clarividência". A avaliação conjunta "decorre da lei" e os sucessivos Governos estão em incumprimento da lei de bases no financiamento da CGA há 20 anos, argumenta.
"Está-se a financiar a despesa contributiva com impostos", afirma ainda nesta entrevista ao jornalista João Adelino Faria.
Sobre as propostas para reformar a Segurança Social, o coordenador do relatório sublinha que todas as medidas implicam pagamentos maiores "de forma voluntária" e seguem modelos adotados noutros países.
O Governo já indicou, após a divulgação do relatório, que não irá implementar nenhuma reforma no decurso da atual legislatura.
Jorge Bravo alerta que este tipo de mudanças "não se faz de um dia para o outro" e que se deve aproveitar a "janela de oportunidade" para fazer uma "reforma estrutural sem sobressaltos, coordenada, com tempo".
Sublinha ainda que algumas das medidas sugeridas são de "fácil implementação", como a conta poupança para crianças. Outras, como os planos profissionais, são mais "complexas" para adotar.