Chega fala em "mais uma cedência impressionante"
"Nós hoje assistimos a mais uma cedência impressionante e inqualificável em matéria de impostos do primeiro-ministro ao Partido Socialista", afirmou perante os jornalistas.
Quanto à cedência ao nível do IRS Jovem, André Ventura frisou que "os jovens precisam de um país para viver" e que, com esta negociação entre Governo e PS, esse país não será Portugal.
O líder do Chega considera que o Governo tem duas opções: "Ou quer este Orçamento feito à medida do Partido Socialista, ou quer outro Orçamento feito com as bandeiras que sempre tinha defendido: menos impostos para as pessoas, menos impostos para as empresas, combate à imigração ilegal, combate à corrupção".
"O Governo agora tem de escolher se quer o aliado Partido Socialista, ou se quer o Chega e a direita como aliados", vincou, falando mesmo numa "traição à direita" e "ao nosso eleitorado".
"É conhecida a minha posição irrevogável sobre este Orçamento do Estado", disse ainda André Ventura, acrescentando que "o Chega tem zero medo de ir a eleições".
"Se formos a eleições, o Chega vai vencer estas eleições", acredita.
"Bastante satisfeito"
Ministro das Finanças já entregou proposta de Orçamento
De seguida, Miranda Sarmento irá dirigir-se para o Ministério das Finanças, onde deverá apresentar o documento pelas 16h00.
Governo deve retirar propostas
Estas duas propostas de lei perpassaram a negociação entre Governo e PS - e têm sido um travão a um potencial entendimento para a viabilização do Orçamento.
A notícia foi avançada pelo Expresso online e confirmada à Lusa por fonte do Governo de Luís Montenegro.
Orçamento. Pedro Nuno Santos afirma que "ainda há tempo" para decidir
Pedro Nuno Santos diz que "ainda há tempo" para decidir o sentido de voto no Orçamento do Estado e que o pior que o PS podia fazer à democracia seria decidir em função "do que o Chega pode fazer".
Foto: José Sena Goulão - Lusa
Miguel Pinto Luz defende que PS tem caminho aberto para viabilização
Miguel Pinto Luz acredita que o Partido Socialista vai viabilizar o Orçamento do Estado. O ministro das Infraestruturas sustenta que o Governo cumpriu com todos os pré-requisitos do PS para a viabilização.
As posições dos partidos antes da chegada do Orçamento ao Parlamento
A proposta de Orçamento do Estado é esta quinta-feira submetida à Assembleia da República. Ao longo da manhã, na antecâmara da chegada do documento a São Bento, a RTP recolheu os testemunhos das diferentes bancadas parlamentares.
PSD nega estar a "fazer finca-pé"
"Este Orçamento do Estado vai contemplar 100 por cento das medidas que foram negociadas com o Partido Socialista, apesar de não haver acordo, se nós considerarmos que só estamos a lidar com o OE para 2025", declarou à RTP.
"Nós não estamos a tratar de nenhum Orçamento posterior a 2025", insistiu, destacando as negociações com o IRS Jovem.
O deputado disse ser agora necessário respeitar o tempo do PS para que este tome a sua decisão. "Ontem vimos o secretário-geral a apresentar novas condições que antes não foram apresentadas, mas eu estou em querer que, com bom senso, logo que conheça o Orçamento (…) o PS acabará por viabilizar", acrescentou.
Sentido de voto do PS ainda em aberto
O deputado relembrou que o partido teve “um conjunto de conversas com o Governo” e que “é público que o Governo decidiu aprovar o Orçamento sem que tivesse o acordo do PS relativamente às questões essenciais”.
Ainda assim, o Partido Socialista continuou a considerar a viabilização e “é agora tempo de ver o Orçamento que entra na Assembleia hoje”.
BE vai votar contra, IL diz estar (quase) "tudo em aberto"
PCP deverá votar contra documento
PAN critica "incógnita orçamental"
“Continuamos sem saber se vamos ter uma atualização dos escalões do IRS à taxa da inflação, devolvendo às famílias o esforço do seu trabalho”, apontou, acrescentando que “não temos um Orçamento verde”.
CDS defende decisões do Governo
“A redução do IRC é uma medida fundamental do programa do Governo”, já que permite “que o país cresça mais”, afirmou. “Eu acompanho a posição do Governo porque eu acho que a posição do Governo faz sentido”.
Livre ainda não definiu sentido de voto
No entanto, é “sempre certo que as visões que o PSD e CDS têm são muito diferentes para o país daquilo que é a visão do Livre, e portanto dificilmente acompanharíamos um Orçamento do Estado que refletisse aquilo que foi o programa eleitoral da AD”, acrescentou.
Sobre as negociações entre o Governo e o PS, Isabel Mendes Lopes considerou que houve “uma novela feita em direto com todo o país a ver” com “troca de propostas e contrapropostas”.
Estudantes da Faculdade de Economia destacam medidas para os jovens no Orçamento
Outra aluna disse à RTP que a retenção dos jovens no país “deve ser uma prioridade do Governo” e acredita que medidas como o IRS Jovem podem ser úteis nesse sentido.
Orçamento do Estado. Teresa Caeiro acusa o PS de falta de seriedade
Teresa Caeiro acusa o PS de falta de seriedade nas negociações do Orçamento do Estado. Em declarações, esta quinta-feira, no programa "Nem mais, nem menos", a ex-vice-presidente do CDS afirma que os socialistas mudaram drasticamente de ideias sobre as medidas numa semana.
Entrega da proposta de Orçamento marcada para as 14h45
A repórter Helena Conceição Santos explicou, no Parlamento, todos os passos de um intenso dia político.
O dia da entrega da proposta ao Parlamento
A entrega acontece um dia depois de o Executivo ter aprovado, em Conselho de Ministros, a versão final da proposta, aproveitando para dar conhecer algumas das medidas da área da Cultura contempladas pelo documento.O ministro das Finanças é entrevistado esta quinta-feira no Telejornal, a partir das 20h00, na RTP1.
É ainda desconhecido o sentido de voto do Partido Socialista, mas o primeiro-ministro já se manifestou convicto de que o documento será aprovado. "Não posso anunciar que há um acordo ou desacordo, compete ao PS apresentar a sua decisão", afirmou Luís Montenegro na terça-feira.
No dia seguinte, por sua vez, a líder parlamentar socialista, Alexandra Leitão, disse que o sentido de voto ainda não estava fechado e que o partido precisa de conhecer o documento para tomar uma decisão.
Pedro Nuno Santos veio enfatizar, na quarta-feira, quem se a decisão do PS sobre o Orçamento do Estado dependesse de um receio de eleições, teria já declarado que viabilizaria a proposta. "Até porque sistematicamente vão explicando que o Governo até poderia ter ganhos de causa em ir para eleições e o PS seria penalizado, todos os portugueses compreendem que o PS não quer eleições e por isso nós devemos trabalhar para que essas eleições sejam evitadas. Não a todo o custo, não a qualquer preço", frisou o secretário-geral dos socialistas em entrevista à TVI.
Após a entrega da proposta orçamental no Parlamento e da apresentação pelo ministro das Finanças, a primeira votação, na generalidade, está agendada para 31 de outubro. A votação final global decorre a 29 de novembro.
Orçamento do Estado. Pedro Nuno Santos não desfaz o tabu
O secretário-geral do PS reserva para mais tarde uma decisão do partido em relação à proposta de Orçamento do Estado. O líder socialista foi entrevistado, ontem à noite, na CNN Portugal e na TVI, onde não descartou um chumbo do Orçamento e uma crise política no país.
Lusa
Nesta entrevista, Pedro Nuno Santos também abordou as polémicas declarações do primeiro-ministro sobre a forma de se fazer jornalismo em Portugal. E quanto ao Plano para a Comunicação Social e ao fim da publicidade da RTP, o secretário-geral do PS acusa o Governo de ter um de dois objetivos: privatizar a Rádio e Televisão de Portugal, ou reduzi-la à insignificância.
OE2025. Pedro Nuno Santos diz que PS não condiciona voto em função do Chega
Na entrevista à TVI, Pedro Nuno Santos disse ainda que os socialistas não podem condicionar o sentido de voto em função do Chega e defende que a dualidade política nacional tem de ser dividida entre PS e PSD.
OE2025. Pedro Nuno Santos diz que "ainda há tempo" para decidir sentido de voto
Pedro Nuno Santos diz que "ainda há tempo" para decidir o sentido de voto no Orçamento do Estado e que o pior que o PS podia fazer à democracia seria decidir em função "do que o Chega pode fazer".
Paulo Rangel diz que "posição natural" do PS será viabilizar Orçamento
Em entrevista à RTP no programa "Grande Entrevista", o ministro dos Negócios Estrangeiros deixou um apelo ao PS para que viabilize o Orçamento, sublinhando que esta "seria a primeira vez na história democrática portuguesa que um Governo não tinha o seu primeiro Orçamento aprovado".
Para Rangel, ao viabilizar o documento, o PS "não perde a sua identidade nem a sua capacidade de liderança de oposição, mas permite que se governe".
O Governo entrega esta quinta-feira na Assembleia da República a proposta do Orçamento para 2025 que foi aprovada sem o "acordo formal" do PS. No entanto, Rangel diz que o Governo foi "100 por cento" ao encontro das exigências do Partido Socialista para viabilizar o Orçamento.
"É uma proposta unilateral que em rigor é bilateral", explicou, afirmando que a "proposta corresponde àquilo que o PS tinha requerido nas negociações".
Sobre a possibilidade de o Governo ficar dependente do Chega para a aprovação do Orçamento, Rangel diz que o Executivo "foi muito claro no sentido de que a construção deste Orçamento seria feita com o PS, isto é, não amarrando o PS às nossas políticas, mas de forma a que o PS pudesse viabilizar sem prescindir da sua capacidade política alternativa".
"A proposta que vai ser entregue contempla os resultados dessas negociações e cumpre a 100% aquilo que resultou do espírito de negociação com o PS", reiterou.
Veja aqui, na íntegra, a Grande Entrevista com o ministro dos Negócios Estrangeiros, Paulo Rangel.
OE2025. Deputados do PS e PSD trocam acusações sobre falta de disponibilidade negocial
Os deputados Carlos Pereira, do PS, e Emídio Guerreiro, do PSD, trocaram acusações sobre a falta de disponibilidade negocial.
IL inclinada a votar contra o Orçamento
A Iniciativa Liberal não vai votar a favor do Orçamento do Estado e os liberais estão mais inclinados para um voto contra. Rui Rocha fala numa "discussão mesquinha" da descida de um ponto percentual no IRC e insiste que a IL tem uma visão "muito mais agressiva", tendo proposto ao Governo uma redução que se fixaria em 12% para a generalidade das empresas e 15% para as multinacionais.
Bloco pede clareza aos socialistas
O Bloco de Esquerda diz que o PS tem de escolher entre ser alternativa ou viabilizar um Governo de direita. Mariana Mortágua insiste que os socialistas se "colocaram como um parceiro preferencial de negociação" do Orçamento.
Versão final da proposta de Orçamento do Estado aprovada em Conselho de Ministros
"Neste Conselho de Ministros aprovámos também a proposta de lei do Orçamento do Estado para 2025. Esta proposta de lei será entregue no Parlamento mais ou menos daqui a 24 horas, cerca da uma da tarde, pelo ministro das Finanças e o ministro dos Assuntos Parlamentares", afirmou em conferência de imprensa.
Para além de procurar, relativamente ao ano de 2025, "acolher todas as preocupações manifestadas pelo PS", o documento acolhe também "o conteúdo do acordo de concertação social assinado na semana passada de forma tripartida entre o Governo, representantes de uma das maiores confederações sindicais, a UGT, e as várias confederações empresariais portuguesas", acrescentou Leitão Amaro.
“A única coisa que nos cabe dizer é que, da parte do Governo, houve um esforço muito grande para criar as condições para a viabilização do Orçamento, criando um equilíbrio entre as linhas mestres e os princípios fundamentais do nosso programa de Governo e as preocupações fundamentais manifestadas pelo partido maior da oposição”.
Num “compromisso com a cultura”, o Executivo vai reforçar o Orçamento para 2025, em comparação com o deste ano. O documento prevê um reforço em 18 por cento.
Na conferência de imprensa, a ministra da Cultura, Dalila Rodrigues, explicou que as medidas para a Cultura se organizam em quatro grandes conjuntos, nomeadamente: a formação e criação cultural e artística, a preservação e valorização do Património Cultural e artístico, acesso/democratizar a cultura e a ação cultural e artística.
Quanto às livrarias está prevista uma revisão do “Regime do Preço Fixo do Livro”, com o objetivo de “introduzir uma regulação e ajustes com base em dados de mercado” e “proteger a qualidade, a diversidade e a competitividade comercial”, segundo o comunicado de imprensa do ministério da Cultura divulgado esta quarta-feira.
Votação final adiada