Economia
Gazprom anuncia corte no fornecimento de gás à Ucrânia
Os governos da Rússia e da Ucrânia não se entendem quanto ao pagamento da dívida ucraniana pelos fornecimentos de gás em 2008 e também não chegaram a acordo sobre o preço do gás a pagar por Kiev em 2009. O consórcio russo Gazprom já fez saber que vai interromper, a partir de quinta-feira, as exportações de gás para a Ucrânia. Vladimir Putin admitiu que este corte poderá ter “graves consequências para a Europa”.
O Executivo ucraniano refere que transferiu 1,5 mil milhões de dólares para uma empresa intermediária, a suíça Rosukrenergo, relativos às exportações de gás de Novembro e Dezembro. Mas não irá anuir à exigência da petrolífera russa para o pagamento de mais 600 milhões de dólares.
O porta-voz da companhia de gás ucraniana, a Naftogaz, foi claro: “Não vamos com certeza pagar mais nada hoje. A questão das penalizações deve ser resolvida na arbitragem”.
A Gazprom confirmou a entrega, mas diz que a verba ainda não foi transferida para as suas contas. O pagamento total da dívida (2,1 mil milhões de dólares) era uma exigência russa para a assinatura ainda esta quarta-feira de um acordo. Caso contrário, o fornecimento de gás à Ucrânia seria interrompido.
Fornecimento de gás na União Europeia pode ser afectado
Os dois países também não chegaram a acordo para os preços do gás no próximo ano e para as negociações exigem o pagamento da dívida de 2008 na totalidade.
O Presidente ucraniano ordenou a suspensão das conversações com a Rússia. Kiev não aceita o preço proposto pela Gazprom (250 dólares por mil metros cúbicos de gás), excepto o montante a pagar pela passagem de gás russo pelo território ucraniano rumo à Europa seja revisto em alta.
A petrolífera russa acusa a Naftogaz de ter ameaçado reter o gás natural que passa pelo território da Ucrânia como forma de pressão para negociar um novo contrato relativo ao preço do gás para consumo interno.
A Rússia considera que o valor proposto é “vantajoso” para a Ucrânia. O primeiro-ministro russo já referiu que “os nossos parceiros ucranianos rejeitaram essa proposta”. Por sua vez, o presidente da Gazprom considera que a Ucrânia está a fazer “chantagem” com a Rússia e com a União Europeia, classificando a atitude de Kiev como “totalmente irresponsável”.
A Ucrânia e a Rússia assinaram, em Abril de 2007, um contrato para o transporte de gás russo através do território ucraniano que previa o pagamento de 1,6 dólares por mil metros cúbicos por cada 100 quilómetros. “Este contrato é válido até 31 de Dezembro de 2010 e não prevê qualquer alteração”, explicou Vladimir Putin.
“Se os nossos parceiros declaram que não têm intenção de cumprir os requisitos do contrato assinado, significa que têm a intenção de o romper”, concluiu o actual primeiro-ministro russo.
O corte da Gazprom pode privar os consumidores europeus do gás, que a Gazprom compra no Turquemenistão, Uzbequistão e Cazaquistão para depois o vender à Ucrânia.
“Este ano, as repúblicas da Ásia Central decidiram vender o seu gás aos preços mundiais e a Gazprom comprou-o a 340 dólares os mil metros cúbicos. O preço para a Ucrânia deveria ser de 380, tendo em conta o custo do transporte do gás pela Rússia”, acrescentou.
A Gazprom fornece um quarto do gás natural consumido na União Europeia; 80 por cento deste gás atravessa o território ucraniano.
O porta-voz da companhia de gás ucraniana, a Naftogaz, foi claro: “Não vamos com certeza pagar mais nada hoje. A questão das penalizações deve ser resolvida na arbitragem”.
A Gazprom confirmou a entrega, mas diz que a verba ainda não foi transferida para as suas contas. O pagamento total da dívida (2,1 mil milhões de dólares) era uma exigência russa para a assinatura ainda esta quarta-feira de um acordo. Caso contrário, o fornecimento de gás à Ucrânia seria interrompido.
Fornecimento de gás na União Europeia pode ser afectado
Os dois países também não chegaram a acordo para os preços do gás no próximo ano e para as negociações exigem o pagamento da dívida de 2008 na totalidade.
O Presidente ucraniano ordenou a suspensão das conversações com a Rússia. Kiev não aceita o preço proposto pela Gazprom (250 dólares por mil metros cúbicos de gás), excepto o montante a pagar pela passagem de gás russo pelo território ucraniano rumo à Europa seja revisto em alta.
A petrolífera russa acusa a Naftogaz de ter ameaçado reter o gás natural que passa pelo território da Ucrânia como forma de pressão para negociar um novo contrato relativo ao preço do gás para consumo interno.
A Rússia considera que o valor proposto é “vantajoso” para a Ucrânia. O primeiro-ministro russo já referiu que “os nossos parceiros ucranianos rejeitaram essa proposta”. Por sua vez, o presidente da Gazprom considera que a Ucrânia está a fazer “chantagem” com a Rússia e com a União Europeia, classificando a atitude de Kiev como “totalmente irresponsável”.
A Ucrânia e a Rússia assinaram, em Abril de 2007, um contrato para o transporte de gás russo através do território ucraniano que previa o pagamento de 1,6 dólares por mil metros cúbicos por cada 100 quilómetros. “Este contrato é válido até 31 de Dezembro de 2010 e não prevê qualquer alteração”, explicou Vladimir Putin.
“Se os nossos parceiros declaram que não têm intenção de cumprir os requisitos do contrato assinado, significa que têm a intenção de o romper”, concluiu o actual primeiro-ministro russo.
O corte da Gazprom pode privar os consumidores europeus do gás, que a Gazprom compra no Turquemenistão, Uzbequistão e Cazaquistão para depois o vender à Ucrânia.
“Este ano, as repúblicas da Ásia Central decidiram vender o seu gás aos preços mundiais e a Gazprom comprou-o a 340 dólares os mil metros cúbicos. O preço para a Ucrânia deveria ser de 380, tendo em conta o custo do transporte do gás pela Rússia”, acrescentou.
A Gazprom fornece um quarto do gás natural consumido na União Europeia; 80 por cento deste gás atravessa o território ucraniano.