Economia
Guerra no Médio Oriente
Guerra no Médio Oriente inquieta transitários portugueses. Carga marítima mais cara e mais lenta a caminho
A carga marítima já está a sentir os efeitos da guerra no Médio Oriente, sobretudo nos preços. Mas a Associação dos Transitários de Portugal teme outras consequências: tempos de transporte mais longos e rutura na disponibilidade de barcos e de contentores. É uma bola de neve que afeta todos: importadores e exportadores.
A decisão da MAERSK fez soar os alarmes: a gigante da logística e do transporte marítimo anunciou, na semana passada, o cancelamento temporário de duas rotas a partir do Médio Oriente - a que faz a ligação com o Extremo Oriente e a que faz a conexão com a Europa.
O presidente da Associação dos Transitários de Portugal aponta a consequência óbvia: agora vai ser preciso encontrar portos alternativos e isso tem implicações. "Significa atrasos, significa custos, significa muito mais tempo em toda a operação", explicou, à Antena 1, António Nabo Martins.
O problema não está só no Estreito de Ormuz - estende-se, também, ao Mar Vermelho e ao Canal do Suez, por onde passa grande parte da carga que circula entre o Oriente, a Europa e a América. E é por isso que António Nabo Martins já antecipa consequências maiores no transporte marítimo de cargas, caso a guerra se prolongue. Desde logo, consequências no tempo que os contentores vão demorar a chegar ao destino.
"Todas as companhias que fazem transportes, e cuja viagem passava na zona, estão a ser desviadas pelo Cabo da Boa Esperança. Isso significa - vamos imaginar um transporte entre o Oriente e Portugal - que estamos a falar de mais 15 ou de mais 20 dias", avançou. É aí que começa a bola de neve: se os contentores não chegam a tempo, também não saem a tempo; com os atrasos, a programação e o planeamento originais são alterados, o que pode provocar, depois, rutura nos barcos e nos contentores que deveriam estar num determinado porto, num determinado dia. É um problema que ainda não se colocou, mas que, a colocar-se, pode afetar as exportações portuguesas - e, assim, a generalidade da economia do país.
"Poderá vir a acontecer termos empresas exportadoras que têm produto para exportar e esse produto pode ficar em stockagem até haver disponibilidade para seguir. Quanto mais tarde é entregue, mais tarde se recebe o pagamento - portanto este equilíbrio que normalmente existe deixa de existir e a cadeia fica desbalanceada", perspetiva António Nabo Martins.
Para já, o efeito mais óbvio, aquele que já se nota, é o aumento do preço dos fretes, primeiro por conta do aumento do custo dos combustíveis e, depois, pelo aumento dos seguros de carga. Mas a Associação Portuguesa dos Transitários de Portugal está expectante para perceber o que acontece daqui para a frente.
António Nabo Martins alerta: se o conflito aberto pelos Estados Unidos e por Israel no Irão não se resolver, e se os impactos no transporte marítimo se agravarem ao ponto de obrigarem a procurar circuitos alternativos, a mudança pode ser demorada.
O presidente da Associação dos Transitários de Portugal aponta a consequência óbvia: agora vai ser preciso encontrar portos alternativos e isso tem implicações. "Significa atrasos, significa custos, significa muito mais tempo em toda a operação", explicou, à Antena 1, António Nabo Martins.
O problema não está só no Estreito de Ormuz - estende-se, também, ao Mar Vermelho e ao Canal do Suez, por onde passa grande parte da carga que circula entre o Oriente, a Europa e a América. E é por isso que António Nabo Martins já antecipa consequências maiores no transporte marítimo de cargas, caso a guerra se prolongue. Desde logo, consequências no tempo que os contentores vão demorar a chegar ao destino.
"Todas as companhias que fazem transportes, e cuja viagem passava na zona, estão a ser desviadas pelo Cabo da Boa Esperança. Isso significa - vamos imaginar um transporte entre o Oriente e Portugal - que estamos a falar de mais 15 ou de mais 20 dias", avançou. É aí que começa a bola de neve: se os contentores não chegam a tempo, também não saem a tempo; com os atrasos, a programação e o planeamento originais são alterados, o que pode provocar, depois, rutura nos barcos e nos contentores que deveriam estar num determinado porto, num determinado dia. É um problema que ainda não se colocou, mas que, a colocar-se, pode afetar as exportações portuguesas - e, assim, a generalidade da economia do país.
"Poderá vir a acontecer termos empresas exportadoras que têm produto para exportar e esse produto pode ficar em stockagem até haver disponibilidade para seguir. Quanto mais tarde é entregue, mais tarde se recebe o pagamento - portanto este equilíbrio que normalmente existe deixa de existir e a cadeia fica desbalanceada", perspetiva António Nabo Martins.
Para já, o efeito mais óbvio, aquele que já se nota, é o aumento do preço dos fretes, primeiro por conta do aumento do custo dos combustíveis e, depois, pelo aumento dos seguros de carga. Mas a Associação Portuguesa dos Transitários de Portugal está expectante para perceber o que acontece daqui para a frente.
António Nabo Martins alerta: se o conflito aberto pelos Estados Unidos e por Israel no Irão não se resolver, e se os impactos no transporte marítimo se agravarem ao ponto de obrigarem a procurar circuitos alternativos, a mudança pode ser demorada.