Economia
Portugal e Moçambique vão reforçar ligações aéreas
Portugal e Moçambique chegaram a um acordo de princípio para aumentar as ligações aéreas entre os dois países, incumbindo às respectivas companhias de bandeira, TAP e LAM a sua implementação. Acordo firmado no primeiro dia de visita oficial de Cavaco Silva a Moçambique.
"Vai haver mais um voo no período de Verão, mas quando a LAM puder exercer o seu direito de voar para Lisboa", afirmou o ministro dos Transportes de Moçambique, Paulo Zucula.
O governante moçambicano esclareceu que esse acordo vai ser renegociado no futuro, no contexto da reciprocidade entre as duas empresas.
Presentemente existem quatro ligações aéreas semanais entre os dois países asseguradas pela TAP. A transportadora portuguesa realiza alguns dos seus voos em "codeshare" com a moçambicana LAM.
Uma quinta ligação semanal iniciar-se-á em Julho, para responder a uma procura crescente quer por parte de turistas, quer por empresários portugueses que têm investido no turismo e em outros sectores da economia moçambicana.
"As ligações aéreas vão trazer turistas portugueses e europeus e também mais investidores portugueses", frisou o Presidente da República, Cavaco Silva, numa conferência de imprensa conjunta com o seu homólogo moçambicano, Armando Gebuza, no final de um encontro em Maputo entre as duas delegações.
Cavaco Silva iniciou uma visita oficial de três dias a Moçambique que visa estimular as relações económicas e os investimentos recíprocos.
Antes de viajar para Maputo o presidente da República deu uma entrevista ao semanário moçambicano “Domingo" em que, entre vários temas, referia precisamente a problemática do turismo e da importância das ligações aéreas
”A visita de um amigo” assim se intitulava a entrevista de Cavaco Silva
Cavaco Silva compara as ligações aérea entre Lisboa e Maputo com aquelas que ligam a metrópole lusitana à capital do Brasil. O desenvolvimento das duas não são em nada semelhantes.
O Presidente da República pensa que esta é uma área que necessita de urgente desenvolvimento para que se consega melhorar a atracção turística para aquela antiga colónia portuguesa e hoje país independente de língua oficial portuguesa.
"A nossa TAP faz neste momento mais de 60 voos semanais para o Brasil e as autoridades brasileiras estão encantadas (...), são milhares de portugueses e europeus que chegam todas as semanas ao Brasil levadas pela nossa TAP que neste momento é a maior companhia europeia a operar para o Brasil", refere.
"Quando vejo que só existem quatro voos semanais para Moçambique, eu penso que Moçambique está a perder uma grande oportunidade de atrair milhares de turistas europeus (...). A indústria do turismo é hoje prioritária para todos os países do mundo. Em primeiro lugar cria empregos. E centenas de empregos mesmo qualificados. Depois traz divisas", defendeu.
Impulsionar as relações económicas e empresariais
O Presidente da República não está satisfeito com o actual nível de investimento português em Moçambique. Cavaco Silva espera por isso que a sua visita oficial ao país seja "um rastilho" para o reforço das relações económicas bilaterais.
"Confesso que não estou satisfeito com o nível do investimento português em Moçambique. Neste momento ele é baixo e podia ser muito mais elevado" afirma.
O Chefe de Estado português afirma-se confiante nos resultados da sua viagem a Moçambique, o primeiro país de língua oficial portuguesa que visita oficialmente desde que tomou posse como Presidente da República, defendendo que existe hoje "maior entusiasmo por parte dos empresários portugueses para investirem" no país.
“Espero que a minha visita seja apenas um rastilho que se propague e leve, depois, muitas mais missões empresariais portuguesas e que traga empresários moçambicanos a Portugal", refere.
O primeiro dia da visita presidencial
A visita arranca hoje com a assinatura de quatro acordos bilaterais.
De manhã, em Maputo, Cavaco Silva e o seu homólogo moçambicano, Armando Guebuza, presidem às cerimónias de assinatura de acordos nas áreas militar, de finanças, de administração interna e de educação.
No primeiro protocolo referente à área militar, os ministros da Defesa dos dois países assinam um acordo que efectiva 10 projectos de cooperação bilateral, envolvendo todos os ramos das Forças Armadas e, em maior grau do que no passado, as escolas portuguesas de formação militar.
Também em Maputo, serão igualmente assinados, pelos responsáveis pelas diplomacias dos dois países, a revisão do protocolo para evitar a dupla tributação e a evasão fiscal e o acordo de reconhecimento mútuo das licenças de condução.
Os ministros da Educação de Portugal e de Moçambique apõem a sua assinatura no convénio relativo à Escola Portuguesa de Maputo, colocando um ponto final no até agora não enquadramento na lei de Moçambique da instituição portuguesa.
O governante moçambicano esclareceu que esse acordo vai ser renegociado no futuro, no contexto da reciprocidade entre as duas empresas.
Presentemente existem quatro ligações aéreas semanais entre os dois países asseguradas pela TAP. A transportadora portuguesa realiza alguns dos seus voos em "codeshare" com a moçambicana LAM.
Uma quinta ligação semanal iniciar-se-á em Julho, para responder a uma procura crescente quer por parte de turistas, quer por empresários portugueses que têm investido no turismo e em outros sectores da economia moçambicana.
"As ligações aéreas vão trazer turistas portugueses e europeus e também mais investidores portugueses", frisou o Presidente da República, Cavaco Silva, numa conferência de imprensa conjunta com o seu homólogo moçambicano, Armando Gebuza, no final de um encontro em Maputo entre as duas delegações.
Cavaco Silva iniciou uma visita oficial de três dias a Moçambique que visa estimular as relações económicas e os investimentos recíprocos.
Antes de viajar para Maputo o presidente da República deu uma entrevista ao semanário moçambicano “Domingo" em que, entre vários temas, referia precisamente a problemática do turismo e da importância das ligações aéreas
”A visita de um amigo” assim se intitulava a entrevista de Cavaco Silva
Cavaco Silva compara as ligações aérea entre Lisboa e Maputo com aquelas que ligam a metrópole lusitana à capital do Brasil. O desenvolvimento das duas não são em nada semelhantes.
O Presidente da República pensa que esta é uma área que necessita de urgente desenvolvimento para que se consega melhorar a atracção turística para aquela antiga colónia portuguesa e hoje país independente de língua oficial portuguesa.
"A nossa TAP faz neste momento mais de 60 voos semanais para o Brasil e as autoridades brasileiras estão encantadas (...), são milhares de portugueses e europeus que chegam todas as semanas ao Brasil levadas pela nossa TAP que neste momento é a maior companhia europeia a operar para o Brasil", refere.
"Quando vejo que só existem quatro voos semanais para Moçambique, eu penso que Moçambique está a perder uma grande oportunidade de atrair milhares de turistas europeus (...). A indústria do turismo é hoje prioritária para todos os países do mundo. Em primeiro lugar cria empregos. E centenas de empregos mesmo qualificados. Depois traz divisas", defendeu.
Impulsionar as relações económicas e empresariais
O Presidente da República não está satisfeito com o actual nível de investimento português em Moçambique. Cavaco Silva espera por isso que a sua visita oficial ao país seja "um rastilho" para o reforço das relações económicas bilaterais.
"Confesso que não estou satisfeito com o nível do investimento português em Moçambique. Neste momento ele é baixo e podia ser muito mais elevado" afirma.
O Chefe de Estado português afirma-se confiante nos resultados da sua viagem a Moçambique, o primeiro país de língua oficial portuguesa que visita oficialmente desde que tomou posse como Presidente da República, defendendo que existe hoje "maior entusiasmo por parte dos empresários portugueses para investirem" no país.
“Espero que a minha visita seja apenas um rastilho que se propague e leve, depois, muitas mais missões empresariais portuguesas e que traga empresários moçambicanos a Portugal", refere.
O primeiro dia da visita presidencial
A visita arranca hoje com a assinatura de quatro acordos bilaterais.
De manhã, em Maputo, Cavaco Silva e o seu homólogo moçambicano, Armando Guebuza, presidem às cerimónias de assinatura de acordos nas áreas militar, de finanças, de administração interna e de educação.
No primeiro protocolo referente à área militar, os ministros da Defesa dos dois países assinam um acordo que efectiva 10 projectos de cooperação bilateral, envolvendo todos os ramos das Forças Armadas e, em maior grau do que no passado, as escolas portuguesas de formação militar.
Também em Maputo, serão igualmente assinados, pelos responsáveis pelas diplomacias dos dois países, a revisão do protocolo para evitar a dupla tributação e a evasão fiscal e o acordo de reconhecimento mútuo das licenças de condução.
Os ministros da Educação de Portugal e de Moçambique apõem a sua assinatura no convénio relativo à Escola Portuguesa de Maputo, colocando um ponto final no até agora não enquadramento na lei de Moçambique da instituição portuguesa.