Serviço de Imprensa do Parlamento Europeu aposta na forma de bem comunicar

por Andrea Neves

Foto: Andrea Neves

Comunicar é uma das grandes prioridades do Parlamento Europeu de forma a tornar mais democrático e transparente o processo de decisão.

Por isso, e a título experimental, a divisão de tradutores, no Luxemburgo, decidiu criar um podcast diário, em todas as línguas, para que todos possam ficar a saber o que se passa, naquele dia, no Parlamento Europeu.

A poucas horas do encerramento da campanha para as Europeias, a repórter Andrea Neves foi saber como funciona o serviço de imprensa do Parlamento Europeu.

É, para já, um projeto piloto desenvolvido pelos tradutores do Parlamento Europeu no Luxemburgo. O objetivo é fazer com que informação chegue a todos.

Chamam-lhe “capacidade áudio” como explica Rui Torres, um dos tradutores portugueses do Parlamento Europeu.

“já temos a televisão, a EuroparlTV e agora começámos com um projeto piloto de capacidade de áudio para gravar podcasts com os destaques do dia, notícias curtas e temas de interesse geral muito variados e da atualidade. Assuntos sobre o que se passou durante a semana ou se vai debater na reunião do parlamento europeu. Sobre coisas que estão a acontecer no momento.”

As notícias diárias são apresentadas em todas as línguas mas há temas mais desenvolvidos em pelo menos seis delas. O português ainda não faz parte desta lista, mas esta a possibilidade está a ser já equacionada

“Eu penso que sim. O projeto começou com este número limitado de línguas para que fosse testado se for para ir para a frente será alargado às restantes línguas.”

Um projeto que pretende aproximar os cidadãos das instituições sobretudo agora que as eleições europeias se aproximam

“Acho que Parlamento principalmente na antecedência das eleições tem investido muito na comunicação e divulgação com o público em geral. Também para motivar as pessoas a votar e participar.”

A “capacidade áudio” do Parlamento Europeu é produzida no Luxemburgo, diariamente. Um trabalho que os tradutores portugueses consideram essencial na comunicação institucional.