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Vladimir Alexeyev. Tenente-general russo baleado e hospitalizado em Moscovo

Vladimir Alexeyev. Tenente-general russo baleado e hospitalizado em Moscovo

O tenente-general Vladimir Alexeyev foi levado de urgência para o hospital, avançaram os meios de comunicação estatais. Moscovo já apontou o dedo a Kiev.

Cristina Sambado - RTP /
Ministério russo da Defesa via Reuters

Um alto oficial militar russo foi ferido a tiro, na manhã desta sexta-feira, num edifício residencial do noroeste de Moscovo e posteriormente hospitalizado, confirma o Comité de Investigação da Rússia.

Segundo o Ministério Público de Moscovo, Alexeyev foi baleado várias vezes num prédio residencial no noroeste de Moscovo por um agressor desconhecido que fugiu do local."Uma pessoa não identificada disparou vários tiros" contra o general Vladimir Alekseyev, um alto oficial do serviço de informações militares da Rússia, antes de fugir, revelou o Comité em comunicado.

"A vítima foi hospitalizada", acrescentou, anunciando a abertura de um inquérito por "tentativa de homicídio" e "tráfico de armas".

O ministro russo dos Negócios Estrangeiros, Sergei Lavrov, culpa Kiev e acusa Zelensky de tentar “descarrilar o processo de paz”.

Vários oficiais russos de alta patente foram assassinados desde o início da guerra na Ucrânia, com Moscovo a atribuir os ataques a Kiev. Em alguns casos, a inteligência militar ucraniana reivindicou a responsabilidade.

O oficial mais recente a ser morto foi o chefe da direção de treino do Estado-Maior do Exército, o tenente-general Fanil Sarvarov, que foi morto por uma bomba instalada debaixo do seu carro a 22 de dezembro.Quem é Vladimir Alexeyev?
De acordo com a biografia oficial, o general Vladimir Alekseyev, de 64 anos, destacou-se particularmente durante as operações de inteligência na Síria, onde a Rússia interveio militarmente em 2015 contra os jihadistas e em apoio do regime de Bashar al-Assad.Alekseyev é o primeiro adjunto do general Igor Kostyukov, que chefia o serviço de informações militares da Rússia (GRU).


Este último liderou a delegação russa nas recentes negociações entre Moscovo e Kiev em Abu Dhabi, que contaram com a presença dos americanos, sobre uma possível solução para o conflito ucraniano.

Quando o chefe mercenário Yevgeny Prigozhin liderou um motim de curta duração em junho de 2023, Alexeyev foi um dos principais oficiais enviados para negociar com ele.


Foi alvo de sanções da União Europeia depois de a GRU ter sido acusada de estar por trás de um ataque com um agente nervoso em Salisbury, no Reino Unido, em 2018.Bombardeamentos ucranianos em Belgorod
Os bombardeamentos noturnos da Ucrânia causaram "danos graves" na cidade russa de Belgorod, perto da fronteira, revelou o governador da região na madrugada desta sexta-feira.

Vyacheslav Gladkov, num vídeo publicado no Telegram após a meia-noite, disse que as autoridades municipais estavam a realizar uma reunião de emergência para elaborar um plano de ação.

"O inimigo bombardeou a cidade civil de Belgorod. Toda a gente sabe que não temos alvos militares. Os danos foram graves. Fui verificar a situação."

Gladkov acrescentou que os trabalhos para restabelecer o fornecimento de energia elétrica continuam. "Até à data, não conseguimos restabelecer completamente o fornecimento de energia elétrica em Belgorod”.As forças ucranianas têm atacado Belgorod e partes próximas da região regularmente desde a invasão russa do seu vizinho mais pequeno em fevereiro de 2022.

Noutro incidente, o governador da região de Bryansk, na Rússia, afirmou que a Ucrânia atingiu instalações energéticas com recurso a mísseis HIMARS e drones, provocando apagões em algumas povoações.

A Rússia e a Ucrânia afirmaram na passada semana que tinham suspendido os ataques às infraestruturas energéticas, mas discordaram sobre o prazo da moratória. Os ataques foram retomados no início desta semana.

Os ataques relatados ocorreram no meio das negociações de paz mediadas pelos EUA.

Uma publicação no canal não oficial russo do Telegram Mash, que tem fontes nos serviços de segurança, afirmou que mísseis atingiram a cidade, localizada a cerca de 40 quilómetros da fronteira com a Ucrânia, e que o fornecimento de energia foi interrompido em alguns distritos.

A Ucrânia afirmou que os ataques russos com mísseis e drones à capital Kiev, em janeiro, deixaram cerca de um milhão de pessoas sem eletricidade.
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