Economia
Guerra no Médio Oriente
EUA levantam temporariamente sanções ao petróleo russo retido no mar
Os Estados Unidos suspenderam temporariamente as sanções ao petróleo russo retido no mar, numa altura em que a Administração de Donald Trump tenta reverter o aumento de preços que está a causar preocupações sobre o abastecimento global.
O secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, anunciou na quinta-feira uma “autorização temporária” para permitir aos países a compra de petróleo russo retido no mar durante um período de 30 dias.
Segundo este responsável, o presidente Donald Trump está “a trabalhar para manter os preços baixos” depois de os preços médios do combustível nos Estados Unidos terem subido cerca de 15 cêntimos por litro.
“Esta medida de curto prazo, cuidadosamente adaptada, aplica-se apenas ao petróleo já em trânsito e não vai trazer benefícios financeiros significativos ao Governo russo, que obtém a maior parte das suas receitas energéticas através dos impostos cobrados no ponto de extração”, explicou Bessent.
Esta sexta-feira, o preço do petróleo Brent para entrega em maio, referência europeia, abriu com uma ligeira queda de 0,33 por cento, mantendo-se em torno dos 100 dólares por barril.
Embora a Administração Trump tenha prometido repetidamente escoltar os navios através do estreito de Ormuz, a atividade ainda não recuperou. O regime iraniano declarou, por sua vez, que não irá permitir que “um único litro de petróleo” seja exportado da região enquanto os ataques dos EUA e de Israel continuarem. Segundo a estação Fox News, na quinta-feira havia por todo o mundo cerca de 124 milhões de barris de petróleo de origem russa a circular em navios.
Moscovo disse esta sexta-feira ser “cada vez mais inevitável” que Washington levantasse as sanções. No Telegram, o enviado da Rússia para a Economia, Kirill Dmitriev, escreveu no Telegram que os EUA estão “a reconhecer o óbvio: sem o petróleo russo, o mercado energético global não pode permanecer estável”.
Alguns aliados dos EUA reagiram, porém, contra essa ideia, com o presidente francês a considerar que a paralisação do estreito de Ormuz não justifica “de forma alguma” o levantamento das sanções contra a Rússia.
A Agência Internacional de Energia (AIE), órgão regulador do setor energético mundial, ordenou na quarta-feira a maior libertação de reservas governamentais da sua história, com os 32 membros a concordaram unanimemente em libertar 400 milhões de barris de petróleo bruto de emergência.
c/ agências
Segundo este responsável, o presidente Donald Trump está “a trabalhar para manter os preços baixos” depois de os preços médios do combustível nos Estados Unidos terem subido cerca de 15 cêntimos por litro.
“Esta medida de curto prazo, cuidadosamente adaptada, aplica-se apenas ao petróleo já em trânsito e não vai trazer benefícios financeiros significativos ao Governo russo, que obtém a maior parte das suas receitas energéticas através dos impostos cobrados no ponto de extração”, explicou Bessent.
Esta sexta-feira, o preço do petróleo Brent para entrega em maio, referência europeia, abriu com uma ligeira queda de 0,33 por cento, mantendo-se em torno dos 100 dólares por barril.
A guerra no Médio Oriente levou praticamente ao encerramento do estreito de Ormuz, uma das artérias mais importantes do comércio global, por onde normalmente passam cerca de um quinto dos petroleiros e navios de gás natural liquefeito do mundo.
Macron é contra o levantamento de sanções
Embora a Administração Trump tenha prometido repetidamente escoltar os navios através do estreito de Ormuz, a atividade ainda não recuperou. O regime iraniano declarou, por sua vez, que não irá permitir que “um único litro de petróleo” seja exportado da região enquanto os ataques dos EUA e de Israel continuarem. Segundo a estação Fox News, na quinta-feira havia por todo o mundo cerca de 124 milhões de barris de petróleo de origem russa a circular em navios.
Moscovo disse esta sexta-feira ser “cada vez mais inevitável” que Washington levantasse as sanções. No Telegram, o enviado da Rússia para a Economia, Kirill Dmitriev, escreveu no Telegram que os EUA estão “a reconhecer o óbvio: sem o petróleo russo, o mercado energético global não pode permanecer estável”.
Alguns aliados dos EUA reagiram, porém, contra essa ideia, com o presidente francês a considerar que a paralisação do estreito de Ormuz não justifica “de forma alguma” o levantamento das sanções contra a Rússia.
A Agência Internacional de Energia (AIE), órgão regulador do setor energético mundial, ordenou na quarta-feira a maior libertação de reservas governamentais da sua história, com os 32 membros a concordaram unanimemente em libertar 400 milhões de barris de petróleo bruto de emergência.
c/ agências