Mundo
Guerra no Médio Oriente
"Isto é um absurdo". Montenegro pede "sentido de responsabilidade" para pôr fim à guerra no Médio Oriente
O chefe de Governo criticou os que "não têm a capacidade de superar este bloqueio ao desenvolvimento global".
O primeiro-ministro português vincou esta quarta-feira que “estamos todos a ser prejudicados” pelo conflito no Médio Oriente e disse desejar que possa ser restabelecido um memorando de entendimento para pôr fim ao “absurdo”.
Luís Montenegro falou aos jornalistas em Nova Iorque após um encontro com o secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres.
“Há um conflito cuja consequência é prejudicar todos”, disse o primeiro-ministro. Questionado sobre se a crítica inclui Donald Trump, Montenegro respondeu que “inclui todos”.
“Isto é um absurdo. Nós estamos todos a ser prejudicados”, frisou, apelando a “um sentido de responsabilidade geral que integra todos, não deixa ninguém de fora”.
“O meu desejo é que se aproveitem todas as iniciativas que estão em curso de restabelecer um memorando de entendimento que possa servir os interesses das partes conflituantes”, acrescentou.
Luís Montenegro disse desejar uma solução para o Médio Oriente mas também para a Ucrânia, “onde a nossa preocupação se mantém relativamente ao processo de obtenção de uma paz justa e duradoura”.
Questionado pela jornalista Cândida Pinto, da RTP, sobre qual o alinhamento do Governo português com a Administração de Donald Trump, Montenegro respondeu que “as questões de relação entre blocos políticos e comerciais no mundo atravessa um momento extremamente complexo”.
O Governo português deseja que esse momento “possa ser alterado o quanto antes com um equilíbrio entre continentes e nações que evite conflitos e que evite que os cidadãos (…) estejam comprimidos como estão hoje, a sofrer os inconvenientes da falta de capacidade de entendimento”.
Montenegro afirmou ainda que o presidente Trump, na sua intervenção de ontem na Assembleia-Geral da ONU, “acabou por corroborar as posições que tinha assumido anteriormente”, que “não são propriamente novidade”.
Na visão do primeiro-ministro, o acordo sobre segurança assinado ontem pelos EUA e Dinamarca com a Gronelândia “é aquilo que nós desejamos”, já que revela “um equilíbrio efetivo”.Elogios a Guterres, “a grande referência moral”
Luís Montenegro considerou ainda que o secretário-geral das Nações Unidas é hoje “a grande referência moral da concertação das nações a nível mundial”.
O primeiro-ministro louvou o esforço que António Guterres tem feito “para garantir o cumprimento do direito internacional” e “a preocupação com os grandes desafios da humanidade para o futuro”, entre os quais o da Inteligência Artificial.
As Nações Unidas “infelizmente nem sempre têm alcançado” o objetivo de aproximar as nações com posicionamentos divergentes, lembrou, mas “não é por responsabilidade nem por falta de esforço do secretário-geral, é mesmo por incapacidade dos seus membros, e em particular de membros permanentes do Conselho de Segurança”, o que considera “preocupante”.
Montenegro adiantou também que Portugal ainda não escolheu o seu favorito à sucessão de António Guterres.
“Estamos nesta fase a fazer a apreciação desse processo. Há candidatos que estão pré-anunciados, há outros que deixaram de estar”, afirmou. “Quando sentirmos que esse processo está estabilizado tomaremos a nossa decisão”.
Luís Montenegro falou aos jornalistas em Nova Iorque após um encontro com o secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres.
“Há um conflito cuja consequência é prejudicar todos”, disse o primeiro-ministro. Questionado sobre se a crítica inclui Donald Trump, Montenegro respondeu que “inclui todos”.
“Isto é um absurdo. Nós estamos todos a ser prejudicados”, frisou, apelando a “um sentido de responsabilidade geral que integra todos, não deixa ninguém de fora”.
“O meu desejo é que se aproveitem todas as iniciativas que estão em curso de restabelecer um memorando de entendimento que possa servir os interesses das partes conflituantes”, acrescentou.
Luís Montenegro disse desejar uma solução para o Médio Oriente mas também para a Ucrânia, “onde a nossa preocupação se mantém relativamente ao processo de obtenção de uma paz justa e duradoura”.
Questionado pela jornalista Cândida Pinto, da RTP, sobre qual o alinhamento do Governo português com a Administração de Donald Trump, Montenegro respondeu que “as questões de relação entre blocos políticos e comerciais no mundo atravessa um momento extremamente complexo”.
O Governo português deseja que esse momento “possa ser alterado o quanto antes com um equilíbrio entre continentes e nações que evite conflitos e que evite que os cidadãos (…) estejam comprimidos como estão hoje, a sofrer os inconvenientes da falta de capacidade de entendimento”.
Montenegro afirmou ainda que o presidente Trump, na sua intervenção de ontem na Assembleia-Geral da ONU, “acabou por corroborar as posições que tinha assumido anteriormente”, que “não são propriamente novidade”.
Na visão do primeiro-ministro, o acordo sobre segurança assinado ontem pelos EUA e Dinamarca com a Gronelândia “é aquilo que nós desejamos”, já que revela “um equilíbrio efetivo”.Elogios a Guterres, “a grande referência moral”
Luís Montenegro considerou ainda que o secretário-geral das Nações Unidas é hoje “a grande referência moral da concertação das nações a nível mundial”.
O primeiro-ministro louvou o esforço que António Guterres tem feito “para garantir o cumprimento do direito internacional” e “a preocupação com os grandes desafios da humanidade para o futuro”, entre os quais o da Inteligência Artificial.
As Nações Unidas “infelizmente nem sempre têm alcançado” o objetivo de aproximar as nações com posicionamentos divergentes, lembrou, mas “não é por responsabilidade nem por falta de esforço do secretário-geral, é mesmo por incapacidade dos seus membros, e em particular de membros permanentes do Conselho de Segurança”, o que considera “preocupante”.
Montenegro adiantou também que Portugal ainda não escolheu o seu favorito à sucessão de António Guterres.
“Estamos nesta fase a fazer a apreciação desse processo. Há candidatos que estão pré-anunciados, há outros que deixaram de estar”, afirmou. “Quando sentirmos que esse processo está estabilizado tomaremos a nossa decisão”.