Parlamento israelita aprova orçamento
"O Orçamento do Estado reflete a ordem de prioridades planeada pelo governo e vai ao encontro das necessidades que ele perceciona no momento da sua formulação", resume o Parlamento israelita em comunicado.
O orçamento de 699 mil milhões de shekels (cerca de 193 mil milhões de euros) destina mais 77 por cento para despesas de defesa do que para a saúde, sendo esta última de aproximadamente 17 mil milhões de euros. E a verba para o Ministério da Educação é 37 por cento inferior, estando reservados aproximadamente 27 mil milhões de euros.
O ministro israelita das Finanças, Bezalel Smotrich, sustentou que a verba atribuída à defesa vai permitir concluir a campanha militar e melhorar a posição geopolítica e diplomática: "Seremos capazes de desmantelar e reconstruir o Médio Oriente. Este orçamento dá ao país a capacidade de vencer".
Israel assina acordo para compra de "dezenas de milhares" de projéteis
Gasóleo sobe, gasolina desce
O preço do gasóleo subiu 30 por cento desde o final de fevereiro, quando teve início a ofensiva israelo-americana contra o Irão. O Diário de Notícias fez as contas de acordo com os dados oficiais do Governo e do sector de distribuição.
Revogada a proibição de entrada no Santo Sepulcro ao patriarca latino
"Instruí as autoridades competentes para concederem ao cardeal Pierbattista Pizzaballa, patriarca latino, acesso total e imediato à Igreja do Santo Sepulcro em Jerusalém", afirma Benjamin Netanyahu em comunicado.
A polícia israelita impediu o patriarca de aceder à Igreja do Santo Sepulcro para celebrar a missa de Domingo de Ramos.
"É verdade que a polícia tinha dito que as ordens do comando interno impediam qualquer tipo de reunião em locais sem abrigo, mas não tínhamos solicitado nada público, apenas uma breve e pequena cerimónia privada para preservar a ideia da celebração no Santo Sepulcro", explicou Pierbattista Pizzaballa, em declarações reproduzidas pela emissora italiana TV2000.
"Não houve confrontos, tudo decorreu de forma muito cortês", acrescentou.
"O impedimento do acesso do cardeal Pizzaballa, patriarca latino de Jerusalém, à igreja do Santo Sepulcro para as celebrações do Domingo de Ramos, que seriam apenas retransmitidas, merece a mais firme reprovação", escreveu o Ministério dos Negócios Estrangeiros na rede social X.
Subúrbios a sul de Beirute novamente debaixo de fogo
Este foi o primeiro bombardeamento sobre Beirute desde a passada sexta-feira.
Presidente dos Estados Unidos mantém ilha iraniana de Kharg no ponto de mira
- O presidente norte-americano tornou a agitar o cenário de uma componente terrestre da ofensiva contra o Irão, o que poderá passar pela ocupação da Ilha de Kharg, território estratégico para a infraestrutura petrolífera da República Islâmica. Em entrevista ao jornal Financial Times, Donald Trump referiu mesmo a possibilidade de "tomar o petróleo" deste país;
- Donald Trump clama que a máquina militar norte-americana poderia ocupar “facilmente” a Ilha de Kharg. Ao mesmo tempo, todavia, conserva no discurso a convicção de que um acordo de cessar-fogo poderia ser “relativamente fácil”;
- O presidente do Parlamento iraniano saiu, uma vez mais, a público para afirmar que os militares do país “querem” uma invasão terrestre norte-americana, de modo a “fazer chover fogo” sobre as tropas dos Estados Unidos. Isto depois de Washington ter anunciado o destacamento de 3.500 operacionais e mais um vaso de guerra no Golfo;
- Na abertura dos mercados asiáticos, o preço do petróleo escalou esta segunda-feira para mais de 115 dólares por barril, evolução que se seguiu a um novo aviso, por parte do Irão, para ataques retaliatórios adicionais contra universidades e casas de responsáveis dos Estados Unidos e Israel;
- Nas últimas horas, o presidente norte-americano aventou também a ideia de que a nova liderança iraniana lhe parece "muito razoável". Trump reitera que norte-americanos e iranianos têm mantido conversações "direta a indiretamente". "Penso que faremos um acordo com eles. Estou bastante seguro, mas também é possível que não o façamos", disse a bordo do avião presidencial Air Force One;
- O Paquistão anunciou a preparação de "conversações significativas", nos próximos dias, destinadas a pôr termo ao conflito desencadeado pela ofensiva israelo-americana do final de fevereiro, que levou à morte do líder supremo do Irão, Ali Khamenei, posteriormente substituído pelo filho, Mojtaba Khamenei;
- As Forças de Defesa de Israel indicaram, já esta segunda-feira, estar a responder a uma nova vaga de mísseis lançados a partir do Irão. Adiantaram ainda ter atacado diferentes infraestruturas "em todo" o país;
- O Governo indonésio denunciou a morte de um capacete azul do país integrado na Unifil, a missão das Nações Unidas no Líbano, após um projétil ter explodido numa das suas posições, perto da localidade de Adchit al-Qusayr, a sul;
- O primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, anunciou a expansão da invasão do sul do Líbano, numa tentativa de suprimir o Hezbollah, movimento xiita libanês conotado com Teerão. As tropas do Estado hebraico ocupam atualmente o território a sul do Rio Litani;
- Em mensagem citada pelos media estatais, o líder supremo do Irão, Mojtaba Khamenei, agradeceu ao povo iraquiano o apoio "em face da agressão".
Irão. EUA preparam invasão terrestre
O Médio Oriente está em alerta máximo. O Irão diz-se pronto para a guerra e deixa o aviso: uma invasão terrestre terá consequências devastadoras.
Com um terceiro porta-aviões já posicionado na região, o Pentágono terá prontos planos para semanas de operações terrestres.
Do lado de Teerão, a Guarda Revolucionária responde com agressividade e ameaça dizimar as forças dos Estados Unidos.
Paquistão medeia negociações EUA-Irão
O Paquistão assume-se como mediador na crise do Médio Oriente.
Foto: Ministério dos Negócios Estrangeiros do Paquistão via Reuters
Este anúncio surge na sequência da reunião de emergência dos chefes da diplomacia, este domingo, onde se desenhou uma solução inédita, a criação de um consórcio internacional para gerir o fluxo de petróleo no Estreito de Ormuz e evitar o bloqueio energético mundial.
Israel alarga ofensiva no Líbano
Israel prepara-se para intensificar a ofensiva a norte.
Foto: Amir Cohen - Reuters
Segundo o chefe do Governo israelita, o objetivo é neutralizar a ameaça de invasões terrestres e o lançamento de mísseis contra território nacional.
Netanyahu reforça que o país enfrenta uma guerra em várias frentes, mas garante que os resultados obtidos até agora são "notáveis".
Medicamentos para África retidos no Dubai devido ao conflito
A onda de choque da guerra no Médio Oriente chegou a África, onde a saúde de milhares de pessoas está agora em risco.
A preocupação das organizações humanitárias é crescente, com a época das chuvas à porta, um período de alto risco para a propagação de doenças.
A logística está cada vez mais difícil, os custos do transporte aéreo dispararam, sendo agora 70% mais caros do que o habitual.
Protestos anti-Trump. Milhões de pessoas nas ruas contra políticas de Trump
Milhares de pessoas saíram às ruas dos Estados Unidos, num protesto contra as políticas de Donald Trump. O movimento "No Kings" mobilizou manifestações em todos os estados norte-americanos, mas também em vários países europeus.