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A reação de Macron à primeira baixa francesa. "Guerra no Irão não justifica tais ataques"

A reação de Macron à primeira baixa francesa. "Guerra no Irão não justifica tais ataques"

O ataque que matou o soboficial Arnaud Frion teve por alvo forças de contraterrorismo no Curdistão iraquiano e terá sido efetuado com um drone de produção iraniana.

Carlos Santos Neves - RTP /
Gonzalo Fuentes - Reuters

“A guerra no Irão não justifica tais ataques”. Foi assim que o presidente francês reagiu à morte de Arnaud Frion, operacional com 43 anos do 7.º Batalhão de Caçadores Alpinos em Varces, no Curdistão iraquiano, “durante um ataque”.

É a primeira baixa das forças francesas no contexto da guerra desencadeada pela ofensiva de israelitas e norte-americanos contra o Irão a 28 de fevereiro.



“O suboficial Arnaud Frion, do 7.º Batalhão de Caçadores Alpinos em Varces, morreu pela França durante um ataque na região de Erbil, no Iraque”, escreveu Emmanuel Macron.Em comunicado, o Estado-Maior das Forças Armadas francesas confirmou que, além da morte de Frion, outros seis operacionais franceses sofreram ferimentos. O comando local francês indicou que o ataque envolveu um drone Shaded.

O ataque em Erbil, ainda de acordo com o presidente francês, visou forças de contraterrorismo. O Eliseu sublinha o “papel defensivo” assumido pelas forças de França posicionadas no Iraque setentrional.


Forças militares de diferentes países - entre os quais Itália e França – integradas numa aliança internacional anti-jihadista estão a treinar operacionais das forças de segurança locais no Curdistão iraquiano.

Nas últimas horas, um movimento armado pró-Irão, designado Ashab al-Kahf, prometeu atacar interesses franceses na região, na sequência do destacamento do porta-aviões Charles de Gaulle para o Mediterrâneo oriental.

“Após a chegada do porta-aviões francês à área de operações do Comando Central dos EUA e o seu envolvimento em operações, anunciamos que, a partir desta noite, todos os interesses franceses no Iraque e na região serão visados”, declarou o Ashab al-Kahf na plataforma de mensagens Telegram.

O movimento enunciou mesmo um aviso às forças de segurança, instando-as a manterem uma distância de pelo menos 500 metros de uma base em Kirkuk, no norte do Iraque, onde estarão estacionados militares franceses.

Os Estados Unidos confirmaram, nos últimos dias, as mortes de sete dos seus soldados no quadro da ofensiva contra o regime iraniano. Um avião de reabastecimento da Força Aérea norte-americana despenhou-se, na quinta-feira, no oeste do Iraque. Uma perda, assinalou o Comando Central, “não se deveu a disparos hostis ou aliados”.
Mais de 200 alvos em 24 horas
As máquinas de guerra norte-americana e israelita mantêm as sucessivas campanhas de bombardeamentos sobre o Irão no dia em que o regime assinala o Qods, jornada anual de manifestações, que se realiza desde 1979, contra a ocupação israelita dos territórios palestinianos.

As Forças de Defesa de Israel reivindicaram entretanto ataques a mais de 200 alvos, num único dia, em solo iraniano, entre os quais lançadores de mísseis e sistemas defensivos da República Islâmica.Pelo menos duas pessoas ficaram feridas, no norte de Israel, após nova vaga de mísseis lançados pelo Irão.


O Tsahal anunciou também ter visado um presumível membro do Hezbollah xiita libanês em Beirute.

Esta sexta-feira, de acordo com a agência France-Presse, foram ouvidas mais explosões no Dubai. Por sua vez, a Arábia Saudita adiantou ter abatido 45 drones no leste do país.

c/ agências
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