Mundo
Guerra no Médio Oriente
Afirma Israel. É cedo para dizer que Irão está envolvido no incidente com o voo da Flydubai
É demasiado cedo para afirmar se o Irão teve alguma participação num ataque cometido por um piloto que esfaqueou outro piloto e tentou assumir o controlo de um voo do Dubai para Telavive, afirmou o primeiro-ministro de Israel, Benjamim Netanyahu.
"É cedo demais para dizer", afirmou frisando, em declarações à CNN, que Israel não recebeu qualquer aviso ou informação de inteligência prévia sobre o incidente no avião, que transportava 174 pessoas para Israel.
"Chegaremos à raiz da questão sobre este agressor: se teve cúmplices, se o Irão esteve por trás disto. Penso que descobriremos muito em breve", acrescentou Netanyahu.
Não houve qualquer indicação oficial por parte de Israel sobre um possível envolvimento do Irão.O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, revelou ainda que o atacante estava a ser investigado na Arábia Saudita — onde o avião aterrou, no aeroporto de Tabuk — e que acreditava que seria levado para os Emirados Árabes Unidos.
"Vamos acompanhar e possivelmente também participar nesta investigação", disse Netanyahu em entrevista à Fox News.
O presidente norte-americano, Donald Trump, disse ter conversado com Netanyahu após o incidente, afirmando que parecia que o atacante era "talvez um terrorista" ou que havia outros motivos por detrás do ataque.
Na quarta-feira, o ministro israelita da Defesa, Israel Katz, revelou que as informações preliminares indicavam que o copiloto pretendia abater o avião, descrevendo-o como terrorista, embora Netanyahu tenha classificado o episódio apenas como "um incidente de segurança grave".Emirados criam equipa de investigação sobre incidente Os Emirados Árabes Unidos anunciaram esta quinta-feira a criação de uma equipa de procuradores para investigar se houve motivação terrorista no incidente do voo da Flydubai.
De acordo com a agência de notícias dos emirados WAM, o procurador-geral do país, Hamad Said, ordenou a recolha de provas para esclarecer as circunstâncias do incidente no voo da Flydubai, determinar as suas motivações e apurar se houve "planeamento prévio ou ligação a atividades terroristas".
A aeronave, com mais de 170 pessoas a bordo que fazia a ligação entre Dubai e Telavive, despenhou-se quase 14 mil pés em menos de 30 segundos.
O Ministério Público dos Emirados Árabes Unidos (EAU) esclareceu que está a assumir jurisdição do caso porque o avião opera sob bandeira dos Emirados, o que permite a aplicação da sua lei a crimes cometidos a bordo, mesmo em território estrangeiro.
A intervenção do Ministério Público acontece um dia depois de a Autoridade Geral de Aviação Civil dos EAU - com a qual os procuradores estão agora a coordenar as investigações - ter classificado o caso como um "incidente de segurança" e ter iniciado uma investigação preliminar.
A Flydubai declarou na quarta-feira que as causas do incidente permaneciam desconhecidas e alertou contra "especulações prematuras". A companhia suspendeu os seus voos de e para Israel durante a investigação.
O Ministério Público pediu ainda ao público que "evite especulações" enquanto se aguardam os resultados oficiais, e a Flydubai solicitou que não se tirem conclusões precipitadas sobre as causas da altercação entre os dois pilotos na cabine do avião.
De acordo com relatos dos passageiros, o copiloto esfaqueou o comandante para provocar a queda da aeronave, causando uma perda repentina de altitude.
Relatos divulgados pela imprensa internacional, avançam que a tripulação e passageiros habilitados terão conseguido intervir na cabine de comando e assumir o controlo do voo, aterrando de emergência no aeroporto de Tabuk, na Arábia Saudita, onde foram hospitalizados vários tripulantes.Capitão aclamado como herói
Netanyahu e o primeiro-ministro indiano, Narendra Modi, aclamaram como um herói o comandante do voo FZ1073, o indiano Smit Machchhar. O embaixador da Índia nos Emirados Árabes Unidos reuniu-se com a família do capitão Machchhar e obteve informações sobre o seu estado de saúde e recuperação, informou o consulado indiano no país.
"Chegaremos à raiz da questão sobre este agressor: se teve cúmplices, se o Irão esteve por trás disto. Penso que descobriremos muito em breve", acrescentou Netanyahu.
Não houve qualquer indicação oficial por parte de Israel sobre um possível envolvimento do Irão.O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, revelou ainda que o atacante estava a ser investigado na Arábia Saudita — onde o avião aterrou, no aeroporto de Tabuk — e que acreditava que seria levado para os Emirados Árabes Unidos.
"Vamos acompanhar e possivelmente também participar nesta investigação", disse Netanyahu em entrevista à Fox News.
O presidente norte-americano, Donald Trump, disse ter conversado com Netanyahu após o incidente, afirmando que parecia que o atacante era "talvez um terrorista" ou que havia outros motivos por detrás do ataque.
Na quarta-feira, o ministro israelita da Defesa, Israel Katz, revelou que as informações preliminares indicavam que o copiloto pretendia abater o avião, descrevendo-o como terrorista, embora Netanyahu tenha classificado o episódio apenas como "um incidente de segurança grave".Emirados criam equipa de investigação sobre incidente Os Emirados Árabes Unidos anunciaram esta quinta-feira a criação de uma equipa de procuradores para investigar se houve motivação terrorista no incidente do voo da Flydubai.
De acordo com a agência de notícias dos emirados WAM, o procurador-geral do país, Hamad Said, ordenou a recolha de provas para esclarecer as circunstâncias do incidente no voo da Flydubai, determinar as suas motivações e apurar se houve "planeamento prévio ou ligação a atividades terroristas".
A aeronave, com mais de 170 pessoas a bordo que fazia a ligação entre Dubai e Telavive, despenhou-se quase 14 mil pés em menos de 30 segundos.
O Ministério Público dos Emirados Árabes Unidos (EAU) esclareceu que está a assumir jurisdição do caso porque o avião opera sob bandeira dos Emirados, o que permite a aplicação da sua lei a crimes cometidos a bordo, mesmo em território estrangeiro.
A intervenção do Ministério Público acontece um dia depois de a Autoridade Geral de Aviação Civil dos EAU - com a qual os procuradores estão agora a coordenar as investigações - ter classificado o caso como um "incidente de segurança" e ter iniciado uma investigação preliminar.
A Flydubai declarou na quarta-feira que as causas do incidente permaneciam desconhecidas e alertou contra "especulações prematuras". A companhia suspendeu os seus voos de e para Israel durante a investigação.
O Ministério Público pediu ainda ao público que "evite especulações" enquanto se aguardam os resultados oficiais, e a Flydubai solicitou que não se tirem conclusões precipitadas sobre as causas da altercação entre os dois pilotos na cabine do avião.
De acordo com relatos dos passageiros, o copiloto esfaqueou o comandante para provocar a queda da aeronave, causando uma perda repentina de altitude.
Relatos divulgados pela imprensa internacional, avançam que a tripulação e passageiros habilitados terão conseguido intervir na cabine de comando e assumir o controlo do voo, aterrando de emergência no aeroporto de Tabuk, na Arábia Saudita, onde foram hospitalizados vários tripulantes.Capitão aclamado como herói
Netanyahu e o primeiro-ministro indiano, Narendra Modi, aclamaram como um herói o comandante do voo FZ1073, o indiano Smit Machchhar. O embaixador da Índia nos Emirados Árabes Unidos reuniu-se com a família do capitão Machchhar e obteve informações sobre o seu estado de saúde e recuperação, informou o consulado indiano no país.
Em entrevista à Fox News, Netanyahu disse que Machchhar tinha sido aparentemente esfaqueado ou atingido por um machado pelo outro piloto e sofrido uma hemorragia intensa. Israel elogiou ainda os passageiros que imobilizaram o agressor.
c/agências